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Poeta Juliana Gelmini lança seu primeiro livro, “Insólito Sólido”, neste sábado no Rio de Janeiro

Por: J. B. Novare Em: 05/05/2017

Com evento de lançamento agendado para este sábado, dia 06 de maio, o livro “Insólito Sólido” da poeta Juliana Gelmini, apresenta uma união de poesias dividindo-se em três atos principais subdivididos em duas partes cada, ilustradas com aquarelas da autora. A sessão de lançamento ocorrerá a partir das 19 horas na Editora Oito e meio, no bairro Flamengo na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

“Insólito” é uma palavra que vem do latim (in-solitu) diz daquilo que não se pode explicar à luz da razão, o extraordinário que, na realidade da imaginação, faz-se sólido. Papel-palco dividido em três atos principais. O primeiro ato reúne “Orvalhos Orgânicos” e “Águo”, com cordisgrafias poéticas (do latim “cordis”, coração, e grafia) como haicais e outros poemas. O segundo ato é composto por “Eu Tarja Preta”, retratos autoficcionais em prosa poética, e “Sala Vermelha Ou Não Sei Ser Degradê”, cartas pela memória editadas. No terceiro ato, “Meu Coração Estreme-Céu” e “Memórias A Secar” narram histórias insólitas, escritas de “Gato Sem Rabo”.

O livro foi editado pela Editora Patuá, contém cerca de 160 páginas e está à venda por R$ 40,00 no site da editora (www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=438). “Esse belo Insólito Sólido comprova a vocação lírica e talentosa da escritora e artista plástica, do minimalismo de algumas peças à exuberante mescla de gêneros e estilos de muitas outras”, diz o poeta Antônio Carlos Secchin sobre a obra. 

A história da capa do livro nasceu de uma troca poética com o poeta Lucca Tartaglia. Ele diagramou a pintura a óleo da Juliana para a capa do livro e ela ilustrou, com uma aquarela, a capa do seu livro “Fosse Pedra”. A pintura da capa surgiu da sua primeira experimentação de pintura a óleo na aula da professora Lourdes Barreto, da Escola de Belas Artes (UFRJ) em 2016. A foto da autora é representada por uma pintura (nanquim sobre papel) pelo olhar do artista Arnaldo de Pádua.

Juliana Gelmini - Arnaldo de Pádua
(pintura nanquim sobre papel)
Juliana Gelmini nasceu em 1985, no Rio de Janeiro, onde mora atualmente. É formada em Letras (licenciatura) e especialista em Literatura para crianças e jovens, ambas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atuou como professora no Colégio Pedro II e atualmente é mestranda em Literatura Brasileira, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e graduanda em Artes Plásticas, na UFRJ. Em 2015, participou da antologia poética “Poesia Livre”, do concurso nacional novos poetas. É quixotesca, não sabe ser degradê e sua maior paixão é a Arte.

“Minha alergia voltou. O coração da palavra trem é grande e silencioso. Cabe em qualquer lugar. O coração da libélula é parado e pequeno, não muda de cor quando se desespera. Fico pensando essas coisas que não me levam a nada. Não sei quando dormi ontem. Esqueci todas as luzes acesas sobre um nome que não consigo me lembrar. Quem é você? Esse rosto meio apagado no porta-retrato da memória. Parece que fez frio. De quem são essas palavras que sangram meu corpo?  Preciso tomar banho. Limpar palavras desconhecidas que pesam. Algumas agarradas no meu cabelo são histéricas. Sussurram coisas que nunca vivi. Que tatuagem é essa em minha pele? De quem são essas memórias que dormem em minha casa? Devo acordá-las? Que dia estranho. Eu não sei do que elas falam. Qual será o solvente das palavras que mentem? As garras das palavras abrem a antiga cicatriz. Quem são vocês? O que fazem aqui? Parece que esqueceram uma foto 3x4 ao meu lado.  Atrás, um número de telefone anotado. Faltei o trabalho hoje. O café esfriou. Pela janela, dentro da garrafa de vidro, os carros se empilham. Dentro da foto, a tatuagem de dragão acordou, incendeia o desconhecido rosto. Faíscas no baile de papel. Penduro minha pele para secar do amor. O incêndio dentro do retrato a incendiar meu quarto.  O coração da palavra osso é fundo e treme pouco, mesmo no frio”, poema “Amnésia” do livro “Insólito Sólido”.

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