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Professor fluminense lança neste fim de semana livro de contos ambientados no século XX

Por: J. B. Novare Em: 06/04/2017

“Bodas de Salgueiro - Contos da Geração de Concreto”, é o titulo oficial de uma reunião de contos apresentados em um livro do professor de História, Vitor Luiz Leite. A obra é uma simbiose entre os eventos históricos do século XX, que funcionam como pano de fundo, tendo como personagens, pessoas comuns, testemunhas, representações e vítimas desse século sangrento. A maior parte com um caráter depressivo, niilista, autodestrutivo e melancólico.

Publicado recentemente pelo Grupo Editorial Scortecci (parceiros do blog Bookeiro), “Bodas de Salgueiro - Contos da Geração de Concreto” estará sendo lançado neste sábado, dia 08 de abril, na Livraria Leitura (primeiro piso do Bangu Shopping), a partir das 18 horas. O livro possui 186 páginas e está à venda por R$ 28,00 no site da Livraria Asabeça (www.asabeca.com.br/detalhes.php?prod=8065&friurl=_-BODAS-DE-SALGUEIRO--Vitor-Luiz-Leite-_&kb=599#.WL8aHvK4cfJ).

Livre das amarras politicamente corretas e fazendo livre uso de metáforas, analogias e humor negro, a obra se divide em inúmeros pequenos experimentos surreais; a personificação da morte como um trabalhador entediado, o diário de um serial killer que detalha sua rotina, um grupo de amigos que se transformam pouco a pouco durante a batalha da Inglaterra, um interrogatório na Alemanha oriental onde o suspeito é interrogado ao som de Marlene Dietrich, entre tantos outros. Contudo, há uma figura presente, seja direta ou indiretamente, que permeia todos os contos: o professor.

O título “Bodas de Salgueiro” é uma referência aos 99 anos da Revolução Russa, completos na época em que o livro foi escrito (2016), aludindo aos trágicos resultados desta, tanto no início do século passado, quanto na atualidade. O subtítulo “Contos da Geração de Concreto” pode ser interpretado como símbolo de força, vigor e durabilidade. O “concreto”, na obra, é a alma dos escombros, que resulta da completa destruição de tudo aquilo que lhe traz segurança.

Vitor Luiz Leite mora em Senador Camará (RJ), é professor de História e Inglês, no Centro Educacional Paula Lima, e também é colunista do jornal “O Portal”. E recentemente foi selecionado no premio literário “Poesia Livre – 2017”, concurso literário de novos poetas a poesia “Lápide Sem Nome no Terreno de Veludo”. O autor sempre teve muitas ideias perturbadoras sobre a vida, a realidade, o conceito do nada e o vazio existencial, além de uma obsessão pela história do século XX. Durante o curso de história, teve de abandonar a universidade, retornando anos depois, a fim de terminar o que havia começado. Foi convidado a escrever artigos livres para uma revista eletrônica na própria universidade.

“O livro surgiu por uma insatisfação com o tratamento dispensado aos pesquisadores independentes como um todo, que se preocupam em realizar seus projetos, sem se importar com o atual monopólio acadêmico da verdade nas mãos da elite universitária vigente. Além da marca impressa do exagero tragicômico, o caráter informativo também se apresenta de maneira clara”, diz Vitor Luiz.

Admirador dos trabalhos de grandes nomes como Olavo de Carvalho, Nelson Rodrigues, Dalton Trevisan, Padre Paulo Ricardo, Charles Dickens, Friedrich Nietzsche, William Peter Blatty, H.P Lovecraft e outros, Vitor Luiz Leite possui outro livro de contos, que deixa um pouco de lado a atmosfera histórica, e mergulha nas profundezas da imoralidade humana, implosão social e na completa rebelião doméstica de pessoas desimportantes e invisíveis. Este é intitulado “Os Atormentados: Matrimônio dos Sujos, Esquizofrênicos, Infiéis e Suicidas”. Também possui um projeto literário chamado “O Homem de Preto”, ainda em construção, baseado nas músicas de Johnny Cash. Ambos pendentes de publicação.

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