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“A Baleia Noturna do Meu Sertão”, novo livro de Emerson Sarmento, traz enredo com lenda piauense

Por: J. B. Novare Em: 02/07/2020

O escritor pernambucano Emerson Sarmento traz em seu novo livro, “A Baleia Noturna do Meu Sertão”, uma história baseada em uma lenda piauense da cidade de Valença, com uma mistura de gêneros (teatro/drama) em com cinco atos. A lenda fala sobre uma Santa, que se roubada libertaria uma baleia de um encanto que a prende embaixo da igreja matriz e traria consigo o mar para o sertão. O livro foi editado em 2019 pela Editora Penalux com cerca de 104 páginas e o seu primeiro lançamento ocorreu em dezembro na Venda Bom Jesus, em Recife (PE). Outros eventos com o autor estão previstos só para depois de sessado a pandemia da Covid-19.

“Por meio de diálogos rápidos e bem-humorados, mas também de um enredo elaborado que desnuda a própria complexidade a conta-gotas, Sarmento nos oferece uma visão singular do que se convencionou chamar de sertão, mas que é algo inapreensível por rótulos — essa alma áspera do interior de um país que não se deixa domar pelas instituições”, escreve André Cáceres.

No início de 2019, Emerson Sarmento esteve buscando ideias para o seu próximo livro, fez alguns rabiscos, anotou umas ideias e buscou novas referências. Mas a partir de uma conversa despretensiosa com a amiga Valéria Fontenele, a ideia do livro nasceu. Valéria é piauense e lhe contava, no momento da conversa, as lendas do seu estado e em troca, ele lhe trouxe as lendas pernambucanas. “Valéria me contou uma lenda que me deixou muito curioso e fascinado. Em resumo, a história é contada pelo povo da cidade de Valência (PI) e dizem que embaixo da igreja matriz da cidade há uma baleia presa em um encanto e que se a imagem de Nossa Senhora for roubada a baleia se libertará do encanto e trará o mar para o sertão. Foi assim, a partir do imaginário sertanejo, que nasceu o livro”, revela ele.

A escrita desse livro foi um grande desafio para Emerson, pois ele tinha muitas referências na dramaturgia para isso, tais como: Ariano Suassuna, Aristóteles Soares, Nelson Rodrigues. Sem contar o teatro clássico de Shakespeare, Molière e Sófocles. “Quando resolvi escrever sobre esse tema, decidi que o gênero seria voltado para o texto teatral. Tive receios por se tratar de um tema que nunca tinha escrito, apesar de consumir bastante”, revela.

Com esse novo livro, Emerson Sarmento teve dois momentos que considera especiais: o primeiro por está concorrendo ao prêmio Oceanos, cuja premiação também concorre o autor moçambicano Mia Couto; 2. Ter a obra lida por Fátima Bernardes e o deputado federal Túlio Gadelha. 

Natural de Recife, o poeta e cantautor Emerson Sarmento ganhou, com a música, o Festival de Música Carnavalesca do Recife, época em que marcou presença no FIG e em outros festivais locais. Com a poesia, escreveu dois livros: Perfume do Sangue (Moinhos de vento, 2012), lido por Paulinho da Viola e Cromossonhos (Penalux, 2016), este último chegando a ser lido e elogiado por artistas como Roger Moreira, Danilo Gentili, Nana Caymmi e Xico Sá. E em 2019 lançou em livro a obra dramatúrgica  A baleia noturna do meu sertão, editora Penalux. Além do mais, concorreu ao Festival Recitata e ao Prêmio Sesc de Literatura. Também foi publicado elas revistas: Conexão Literatura, Mallarmargens e Germina. Em 2017 participou do Projeto Pasárgada Doc. pela SECULT – PE e da Bienal Internacional do livro em PE.

A obra “A Baleia Noturna do Meu Sertão” está por cerca de R$ 37,00 pelo site da Editora Penalux (www.editorapenalux.com.br/loja/a-baleia-noturna-do-meu-sertao). Outros livros do autor já publicados são: “Perfume do sangue - sonetos” (Editora Moinhos de Vento, 2012) e “Cromossonhos” (Editora Penalux, 2016), também um livro de poesias.

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