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Autor angolano Gociante Patissa lança, no Brasil, o livro “O Homem Que Plantava Aves”

Por: J. B. Novare Em: 24/11/2017

O escritor angolano Gociante Patissa, lança no Brasil a coletânea de contos “O Homem Que Plantava Aves”, onde faz referências autobiográficas, menção à cultura Umbundu, memórias da guerra civil, sequelas do pós-conflito e experiências pessoais, retratando parte da história e da cultura do seu país. O livro foi publicado pela Editora Penalux com 184 páginas, e nele o autor traz uma instigante coletânea de contos, que transportam os leitores para os contornos de uma Angola imprevisível. O livro está disponível por R$ 35,00 na loja online da editora (http://bit.ly/plantava_aves_leia).

No livro o escritor traz ao leitor sua produção em prosa, com catorze contos e uma fábula, onde ele tricota os cordões que passam pelo registro da memória coletiva, incluindo aí a recriação de uma guerra civil de três décadas, a qual o arrancou aos sete anos de sua terra natal. Também se encontram em sua escrita os desafios do pós-conflito e de cidadania na antiga colônia portuguesa situada na África austral. A província de Benguela e a região etnolinguística Umbundu (língua-pátria do autor) são o cenário da generalidade dos contos nessa obra.

“O Homem Que Plantava Aves” vem do título de um conto publicado, em 2015, na antologia “Angola 40 Anos, 40 Contos, 40 Autores”, em comemoração ao quadragésimo aniversário da independência do jugo colonial português. O primeiro livro do autor publicado no Brasil, pelo qual ficou conhecido entre os leitores brasileiros, foi a coletânea poética “Almas de Porcelana”, publicada em 2016, também pela Editora Penalux.

“A ideia da publicação destes contos, nasceu durante a minha presença na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, Alemanha, em 2016. Nessa ocasião, em correspondência com os editores da Penalux, com a qual tive o grato prazer de publicar, no Brasil, a coletânea de poemas intitulada Almas de Porcelana, foi sugerido o desafio de uma nova experiência em prosa”, revela Gociante Patissa.

Daniel Gociante Patissa nasceu na província de Benguela, em 1978. Licenciado em Linguística/Inglês, pela Universidade Katyavala Bwila, é membro da União dos Escritores Angolanos. Descobriu a inclinação para o jornalismo e a literatura num programa infantil da Televisão Pública de Angola em 1996. Foi gestor de projetos, tradutor (Umbundu-Português-Inglês) e jornalista freelancer, tendo fundado a Associação Juvenil para a Solidariedade, ONG angolana. Serviu a Save The Children e a Handicap International. Publicou: “Consulado do Vazio” (poesia, 2008), “A Última Ouvinte” (contos, 2010), “Não Tem Pernas o Tempo” (novela, 2013), “Guardanapo de Papel” (poesia, 2014), “Fátussengóla, O Homem do Rádio que Espalhava Dúvidas” (contos, 2014) e “Almas de Porcelana” (poesia, 2016).

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