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S. Barreto lança “As quatro estações” e marca seu espaço na literatura nacional

O escritor Saulo Barreto Lima lança mais uma obra de contos marcada pelo simbolismo e pela força narrativa: quatro histórias que dialogam en...

MPMA participa de debate sobre bibliotecas escolares durante a FeliS, em São Luís


A titular da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação de São Luís, Maria Luciane Belo, participou na manhã desta quinta-feira, 7, da mesa-redonda “Implementação das bibliotecas escolares no Maranhão: responsabilidade do Estado e dos Municípios”. A atividade foi promovida pela Feira do Livro de São Luís (FeliS), na praça Maria Aragão. Acompanharam o debate estudantes, gestores e professores.

A representante do Ministério Público do Maranhão (MPMA) é coautora das Ações Civis Públicas, ajuizadas em 2019, relativas às bibliotecas escolares. A primeira pediu a condenação do Município de São Luís a implantar bibliotecas em todas as escolas públicas da rede. A outra solicitou à Justiça que o Estado do Maranhão realize concurso público para bibliotecários, objetivando suprir vagas nas bibliotecas das unidades da rede estadual.

Ambas as manifestações foram baseadas em reclamação do Conselho Regional, do Departamento e da Coordenação de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), além de várias instituições da área e também de Educação.


“Nós estamos aqui com pessoas que estão preocupadas com o futuro dos nossos alunos, dos estudantes que estão nas escolas precisando urgentemente de um espaço de leitura, que esteja sob a coordenação de um bibliotecário acompanhado de seu auxiliar. Esse debate deve ser aprimorado em favor das escolas para que tenham biblioteca para os alunos estudarem, pesquisarem e terem o prazer de uma boa leitura”, afirmou Luciane Belo no início de sua exposição.

Luciane Belo continuou a sua apresentação, comentando sobre as atribuições das Promotorias de Justiça de Defesa da Educação e, em seguida, abordou os objetivos da Lei da Universalização das Bibliotecas, Lei nº 12.244, de 2010, atualizada pela Lei 14.836, de 2024, que traça objetivos para a implementação de bibliotecas em todo o território nacional. Um dos preceitos dessa legislação é disponibilizar e democratizar a informação ao conhecimento e às novas tecnologias, em seus diversos suportes.

Outro assunto tratado foi o inquérito que resultou nas Ações Civis Públicas contra o Município de São Luís e o Estado do Maranhão, referentes às bibliotecas escolares.

A promotora de justiça afirmou, ainda, que as bibliotecas cumprem um papel fundamental na vida dos alunos, como componente curricular e equipamento pedagógico, sobretudo na dos mais pobres, porque, além de constituírem espaços de lazer, saber e conhecimento, oferecem um ambiente adequado para a leitura e pesquisa. “Muitas vezes, esses estudantes não possuem esse espaço em casa, aprazível, ou o próprio bairro sofre com poluição sonora constante. Portanto, todo aluno precisa deste local com condições para a leitura”.

Além de Luciane Belo, participaram da mesa Mary Ferreira (professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão – UFMA), Rosa Carvalho Rezende (representante da Secretaria Municipal de Educação), Fabio Monteiro Braga (representante da Ordem dos Advogados do Brasil - MA), entre outros. A mediação ficou a cargo do professor Roosewelt Lins Silva, da UFMA.

CBL divulga lista com os cinco finalistas de cada categoria da 66ª edição do Prêmio Jabuti

 

A contagem regressiva para a grande final do Prêmio Jabuti 2024 começou. Na última terça-feira (5) a Câmara Brasileira do Livro (CBL) revelou os cinco finalistas de cada categoria da 66ª edição do maior prêmio do livro brasileiro. A cerimônia de premiação acontecerá no próximo dia 19 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, qual será anunciado os vencedores das 22 categorias, que abrangem os eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação, além do aguardado Livro do Ano.

Esta edição do Jabuti traz inovações importantes, incluindo a categoria Escritor Estreante - Poesia, no Eixo Inovação, criada para autores que lançaram seu primeiro livro em português no Brasil ao longo de 2023. Além disso, o Eixo Não Ficção foi ampliado com as categorias Saúde e Bem-Estar, Educação e Negócios, refletindo as demandas e temas emergentes no universo editorial.

LISTA DOS FINALISTAS:

EIXO: LITERATURA

Conto
1 -  “Crucial dois um”, de Paulo Scott (Cobogó)
2 – “Goela seca”, de Jô Freitas (obra Independente)
3 – “Náufragos”, de Fernando Molica (Malê)
4 – “O ninho”, de Bethânia Pires Amaro (Record)
5 – “Portas e vãos”, de David Oscar Vaz (Urutau)

Crônica
1 – “Crônicas exusíacas e estilhaços pelintras”, de Luiz Antonio Simas (Civilização Brasileira)
2 – “Gelo & gim: crônicas sobre drinques, suas receitas, cinema, música, literatura e outras misturas”, de Daniel de Mesquita Benevides (Quelônio)
3 – “O discreto charme da magistocracia: vícios e disfarces do Judiciário brasileiro”, de Conrado Hübner Mendes (Todavia)
4 – “Os rostos que tenho”, de Nélida Piñon (Record)
5 – “Sempre Paris: crônica de uma cidade, seus escritores e artistas”, de Rosa Freire D'Aguiar (Companhia das Letras)

Histórias em Quadrinhos
1 – “Black orion”, de Bruno Seelig (Mino)
2 - “Como pedra”, de Luckas Iohanathan (Comix Zone)
3 -  Damasco  | Autor(a): Alexandre S. Lourenço, Lielson Zeni | Editora(s): Brasa
4 – “Jeremias: estrela”, de Jefferson Costa, Rafael Calça (Panini Comics)
5 – “O filho do Norte: Gonçalves Dias, o poeta do Brasil”, de André Toral (Veneta)

Infantil
1 – “A menina com os pés no chão”, de Mariana Brecht, Lumina Pirilampus (Florear Livros)
2 – “Cabo de guerra”, de Guilherme Karsten, Ilan Brenman (Santillana Educação)
3 – “Neguinha, sim!”, de Renato Gama (Companhia das Letrinhas)
4 – “O menino que andava sobre hipopótamos”, de André Luis Oliveira, Ana Laura Alvarenga (Estrela Cultural)
5 – “O voo do ovo”, de Raquel Matsushita (PeraBook)

Juvenil
1 – “Apytama: floresta de histórias”, de Kaká Werá (Organizador) (Santillana Educação)
2 – “Cada remada, uma história”, de Cristino Wapichana, Daniel Munduruku, Roni Wasiry, Tiago Hakiy (Melhoramentos)
3 – “Corredor do tempo”, de Adriana Vieira Lomar (Patuá)
4 – “Ocupação”, de Tânia Alexandre Martinelli (Editora do Brasil)
5 – “Precipício em mim”, de Elissa Khoury Daher (Coralina)

Poesia
1 – “Cabeça de galinha no chão de cimento”, de Ricardo Domeneck (Editora 34)
2 – “Dança no alto da chama”, de Mariana Ianelli (Cousa)
3 – “De uma a outra ilha”, de Ana Martins Marques (Círculo de Poemas)
4 – “Raio”, de Eucanaã Ferraz (Companhia das Letras)
5 – “Regressos”, de Leonardo Antunes (Martelo)

Romance de Entretenimento
1 – “A noite do cordeiro”, de Daniel Gruber (O Grifo)
2 – “Mariposa vermelha”, de Fernanda Castro (Suma)
3 – “O crime do bom nazista”, de Samir Machado de Machado (Todavia)
4 – “O homem da Patagônia”, de Paulo Stucchi (Jangada)
5 – “Os canibais da Rua do Arvoredo”, de Tailor Diniz (Citadel)

Romance Literário
1 - “Jogo de armar”, de Edgard Telles Ribeiro  | Editora(s): Todavia
2 – “Mata doce”, de Luciany Aparecida (Alfaguara)
3 – “Meu irmão, eu mesmo”, de João Silvério Trevisan (Alfaguara)
4 – “Nunca vou te perdoar por ter me obrigado a te esquecer”, de Jacques Fux (Faria e Silva)
5 – “Salvar o fogo”, de Itamar Vieira Junior (Todavia)

EIXO: NÃO FICÇÃO

Artes
1 – “A verdade vos libertará”, de Gabriela Biló, Medo e Delírio, Pedro Inoue (Fósforo)
2 – “Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros”, de Hélio Menezes, Raquel Barreto (Organizadores) (IMS)
3 – “MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin): Mirações”, de Adriano Pedrosa, Guilherme Giufrida  (Organizadores) (MASP)
4 – “Retratistas do Morro”, de Guilherme Cunha (Primata Editora)
5 – “Xingu: contatos”, de Guilherme Freitas, Takumã Kuikuro (IMS)

Biografia e Reportagem
1 – “A torre”, de Luiza Villaméa (Companhia das Letras)
2 – “Baviera tropical”, de Betina Anton (Todavia)
3 – “Milicianos: como agentes formados para combater o crime passaram a matar a serviço dele”, de Rafael Soares (Objetiva)
4 – “O girassol que nos tinge: uma história das Diretas Já, o maior movimento popular do Brasil”, de Oscar Pilagallo (Fósforo)
5 – “Traficantes evangélicos: quem são e a quem servem os novos bandidos de Deus”, de Viviane Costa (GodBooks, Thomas Nelson Brasil)

Economia Criativa
1 – “Criatividade e emancipação nas comunidades-rede: contribuições para uma economia criativa brasileira”, de Cláudia Sousa Leitão (Organizadora) (Editora WMF Martins Fontes)
2 – “O mutirão das árvores: queremos sombra e água fresca”, de Claudio de Moura Castro (BEĨ)
3 – “Olhar complexo”, de Bruno Itam (Senac Rio)
4 – “Prato Firmeza 5: um diálogo entre campo e cidade”, de Camila Rodrigues, Carol Pires da Silva, Jessica Mota (Énois Inteligência Jovem)
5 – “Tudo comunica você: a inteligência espiritual como canal de conexão com a sua plenitude”, de Anna Macari (Obra Independente)

Educação
1 – “As cores do céu de inverno”, de Marina Jonsson, Maryah Salgado (Pulga)
2 – “Como ser um educador antirracista”, de Bárbara Carine (Planeta do Brasil)
3 – “Interpretar - contribuições para a educação antirracista”, de Camilo Kuasne Anderson (Lá e Cá Empreendimentos Culturais)
4 – “Segredos da internet que crianças e adolescentes ainda não sabem”, de Kelli Angelini (Inverso)
5 – “Vida cotidiana e microtransições”, de Paulo Fochi (Organizador) (Diálogos Embalados)

Negócios
1 – “A (r)evolução do branding”, de Ana Couto (Gente)
2 – “Consumo verde: a construção de um mercado de massa sustentável”, de Ricardo Esturaro (Tira de Letra)
3 – “Employer Branding: crie uma marca empregadora forte e com propósito para atrair e engajar as pessoas de que seu negócio precisa”, de Ligia Oliveira, Sofia Esteves (Buzz Editora)
4 – “Neuromanagement: cérebro e a gestão do futuro de pessoas e organizações”, de Flávio Maneira (Geração Editorial)
5 – “O livro secreto da carreira: aquilo que não te contaram, mas você deveria saber”, de Paula Boarin (Nacional)

Saúde e Bem-Estar
1 – “A Intenção Primeira: um ensaio sobre a natureza do real”, de Eduardo Moreira (Civilização Brasileira)
2 – “A morte de si”, de Marcelo Veras (Bregantini)
3 – “Depressão e bipolaridade: um guia prático para entender e cuidar”, de Pedro do Prado Lima (L&PM)
4 – “Desafios da adolescência na contemporaneidade: uma conversa com pais e educadores”, de Carolina Delboni (Summus)
5 – “O sentido da vida”, de Contardo Calligaris (Planeta do Brasil)

EIXO: PRODUÇÃO EDITORIAL

Capa
1 – “Antologia de mitos, lendas e contos populares da América”, de Daniel Justi (100/cabeças)
2 – “Bíblia”, de Júlia Maximo (Minha Biblioteca Católica)
3 - “Histórias Indígenas”, de Paula Tinoco, Roderico Souza (MASP)
4 – “Kwaidan: histórias de fantasma e outros contos estranhos do Japão antigo”, de Pedro Inoue (Fósforo)
5 – “MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin): Mirações”, de Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti, Paulo André Rodilhano Chagas (MASP)

Ilustração
1 – “Cabo de guerra”,d e Guilherme Karsten (Santillana Educação)
2 – “Certidão de nascimento poético”, de André Neves (Abacatte Editorial)
3 – “Lá longe”, de Odilon Moraes (Pequena Zahar)
4 – “O homem da areia”, de Eduardo Berliner (Ubu)
5 – “O homem da cabeça de papelão”, de André Monteiro Pato (Quatro Cantos)

Projeto Gráfico
1 – “As artes do livro na biblioteca de Gustavo Piqueira”, de Casa Rex (Ateliê Editorial, WMF Martins Fontes)
2 – “Bará”, de Felipe Chodin (Act.)
3 – “Histórias indígenas”, de Paula Tinoco, Roderico Souza (MASP)
4 – “Retratistas do Morro”, de Guilherme Cunha (Primata Editora)
5 – “Ser cordilheira ser montanha ser matéria”, de Adriano Caro Florio, Júlia Meirelles, Mariana Yoshimura, Vivian Leite (Superbacana+)

Tradução
1 – “A mais recôndita memória dos homens”, de Diogo Cardoso (Fósforo)
2 – “Canto para Govinda”, de João Carlos B. Gonçalves (Penguin-Companhia das Letras)
3 – “Na quebra”, de Matheus Araujo dos Santos (Crocodilo, N1 Edições)
4 – “Odes Olímpicas”, de Robert de Brose (Mnēma)
5 – “Os profetas”, de Viviane Souza Madeira (Companhia das Letras)

EIXO: INOVAÇÃO

Escritor Estreante - Poesia
1 – “A jovem Margarida e as proezas do amor”, de Arnaldo Júlio Barbosa (BIP DH)
2 – “As fantasias da carne”, de Matheus Rodrigues Gonçalves (Urutau)
3 - Breve ato de descascar laranjas”, de Bianca Monteiro Garcia (Macabéa Edições, 7 Letras)
4 – “Está na hora de me tornar um homem sério”, de Leo Nunes (M.inimalismos)
5 – “Meu amor é político”, de Dalgo Silva (Cepe)

Escritor Estreante - Romance
1 – “Concórdia”,d e Alvaro Adolpho Oliveira (Scortecci)
2 – “Os náufragos”, de Patrícia Larini (Patuá)
3 – “Os pêndulos”, de Ricardo Pieralini (Patuá)
4 - “Tudo o que posso te contar”, de Cecilia Madonna Young (Record)
5 – “Vão”, de Walter Maldonado (Viseu)

Fomento à Leitura
1 – “Corpos Indóceis e Mentes Livres”, de Denise Carrascosa França
2 – “IBEAC Literatura: os caminhos literários das bibliotecas comunitárias de Parelheiros”, de Bel Santos Mayer
3 – “Linklado: fomento à literatura em línguas indígenas”, de Noemia Ishikawa
4 – “Literatura Cura”, de Solange Pereira
5 – “Poesia sim, violência não”, de Marcelo Pereira Rocha

Livro Brasileiro Publicado no Exterior
1 – “A palavra que resta” (Companhia das Letras, New Vessel Press)
2 – “A vida não é útil (Companhia das Letras, Polity)
3 – “Becos da memória” (Pallas, Tamu Edizioni)
4 – “O amor dos homens avulsos” (Companhia das Letras, Peirene)
5 – “O avesso da pele” (Companhia das Letras, Bokförlaget Tranan)

Os vencedores de cada categoria serão premiados com a icônica estatueta do Jabuti e R$ 5 mil, exceto na categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior. As editoras das obras vencedoras também receberão a estatueta. O Livro do Ano, maior premiação da noite, receberá o prêmio de R$ 70 mil, além de passagens e hospedagem para participar da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, uma das maiores feiras literárias do mundo.

A editora vencedora da categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior receberá uma estatueta do Jabuti e, caso já seja filiada ao Projeto Brazilian Publishers, será contemplada com uma Bolsa de Apoio à Tradução, no valor de R$5 mil, oferecida pela CBL. Este montante deverá ser utilizado para traduzir uma nova obra de seu catálogo, em língua portuguesa, para qualquer outro idioma.

Realizado desde 1958, o Prêmio Jabuti é a mais importante premiação do livro no Brasil e uma referência no mercado editorial nacional. Patrimônio cultural do país, o Jabuti reconhece e divulga a potência da produção literária brasileira, valorizando cada elo da cadeia do livro e dialogando com diversos públicos leitores, refletindo as transformações da sociedade.

Prêmio Jabuti divulga lista de semifinalistas: DF se destaca com duas obras entre os selecionados na categoria romance literário


Dois escritores do Distrito Federal estão entre os dez semifinalistas de 2024 da principal categoria do mais prestigiado prêmio literário nacional, o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL). As obras são dos autores André Cunha, com a comédia romântica “Quem falou?” (Penalux/Litteralux, 2021), e Fabiane Guimarães, com “Como se fosse um monstro” (Alfaguara, 2023). Ambas concorrem na categoria Melhor Romance Literário, ao lado de nomes consagrados da literatura brasileira, como Martha Batalha, Socorro Accioli e Itamar Vieira Jr. Os finalistas serão divulgados no dia 5 de novembro.

Em “Quem falou?”, o escritor veterano André Cunha apresenta uma prosa ágil e bem-humorada. Uma jornalista na casa dos 30 anos, Rebeca Witzack, conta em primeira pessoa suas desventuras amorosas em Florianópolis, no sul do país. Saída de um relacionamento, ela relata, com muito deboche e ironia – “sem drama”, como ela mesma diz –, como passou a namorar outro homem e engravidou de um terceiro.

Mas que o leitor não se engane: por trás dessa leveza e desse humor, há uma complexidade que não se deixa alcançar à primeira vista. Alternando vozes sem aviso prévio, indo e voltando no tempo, a narradora-personagem vai compondo aos poucos um mosaico que dá o que pensar sobre o mundo contemporâneo. Misturando referências de cultura brasileira, universo pop, filosofia e literatura, a jornalista aborda de questões superficiais a temas existenciais e sociais.

Um livro envolvente sobre o que significa tomar decisões e como elas impactam a vida dos outros, “Como se fosse um monstro”, segundo romance de Fabiane Guimarães, é uma reflexão única sobre a maternidade, a culpa e o direito de escolher. Na trama, em Brasília nas décadas de 1980 e 1990, uma jovem negra sai do interior para trabalhar como mensalista na casa de um casal rico na cidade grande. Lá, enquanto tenta entender a dinâmica diária dos dois, começa a ver algumas meninas passando diariamente para algum tipo de entrevista a portas fechadas. Depois de meses sem achar a escolhida, o casal finalmente faz a proposta a Damiana: que ela trabalhe como barriga de aluguel.

Damiana aceita sem entender muito bem, passa por uma inseminação artificial caseira e um cárcere privado de nove meses. Depois que o bebê nasce, ela conhece Moreno, um “especialista” nesse tipo de negócios que explica quão inconsequente foi aquela decisão e sugere que os dois passem a trabalhar juntos. A história de Damiana e sua relação com a maternidade, o próprio corpo e a rede clandestina de produção de bebês é contada a uma jornalista quando ela já está idosa, vivendo novamente no campo.

Embora tenha menos de dois por cento da população do país, o Distrito Federal abocanhou vinte por cento das vagas na categoria que elege o melhor romance literário do ano em uma premiação com milhares de inscritos. Os vencedores serão anunciados em cerimônia no dia 19 de novembro, em São Paulo (SP).


André Cunha é autor de vários livros, entre eles “Brasília, gravidade zero”, finalista do prêmio Sesc de literatura de 2015, pela Selo Jovem, a ficção especulativa “O futurista – reportagens que vão mudar o mundo”, pela Trevo, e a novela satírica “Colisão Frontal”, pelo Grupo Editorial Caravana.


Fabiane Guimarães nasceu no interior de Goiás, em 1991, onde cresceu e começou a escrever ainda criança. Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), é autora da novela seriada “Pequenas esposas”, publicada pela revista digital AzMina, e do romance “Apague a luz se for chorar”, publicado pela Alfaguara e finalista do prêmio Candango.

“Wyna, Daqui a Três Estrelas - O Peregrino de Antares” é o primeiro romance publicado do escritor Gabriele Sapio

A obra de ficção científica “Wyna, Daqui a Três Estrelas - O Peregrino de Antares” é o primeiro romance do escritor Gabriele Sapio a ser lançado. O livro, que mistura ficção, romance e aventura, foi publicado pela Editora Dialética e envolve, numa trama cheia de mistério e revelações, um afortunado e abençoado terráqueo, que fora escolhido pelas altas esferas cósmicas para o contato com uma belíssima e encantadora mulher alienígena, procedente do sistema estelar de Antares. O desfecho final traz uma razão especial, decisiva e crucial para o porvir e o amanhã dos habitantes do planeta Terra. A obra encontra-se disponível nos formatos físico, e-book e audiobook nas principais livrarias do mercado.

A narrativa transcorre acerca de uma sucessão notável e singular de belíssimas e sublimes experiências oniricas vividas e experimentadas no decorrer de toda a sua vida, por um terráqueo que foi escolhido e preparado por seres muito evoluídos espiritualmente dos mais altos planos cósmicos, em virtude de suas qualidades especiais e pelo fato de possuir uma mente cósmica, para o contato com uma belíssima, encantadora, magnética e fascinante mulher alienígena cujo planeta natal se encontra no sistema estelar de Antares, a qual se chama Wyna. No decorrer da trama, o terráqueo é preparado e treinado de forma gradual e cada vez mais intensa para o contato com a Wyna, com o fim último de ambos realizarem uma missão conjunta de grande importância para a garantia da ocorrência da linha do tempo do futuro positivo e brilhante da humanidade terrestre.

O livro surgiu a partir de diversos sonhos lúcidos desde quando Sapio era uma criança, na Itália (seu país de origem, e onde morou até os 11 anos de idade) e quando era adolescente, já no Brasil dos anos 80. No sonho, havia uma deslumbrante, sedutora e belíssima mulher alienígena procedente do sistema estelar de Antares, cujo nome é Wyna. Sendo que o sonho mais marcante, incrível e extraordinário que teve com a Wyna foi há mais de 20 anos, ocasião em que sonhou casando-se com ela. Isso foi compartilhado com os membros de um grupo ufológico que Gabriele participava até recentemente. E nas conversas e interpretações suas, e dos colegas do grupo, veio a ideia de publicar um livro sobre a Wyna.

Gabriele Sapio é natural da Itália, mas desde sua adolescência vive no Brasil. É Graduado em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI, 1992) e especialista em Docência do Ensino Superior, pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI, 2001). Além disso, é Mestre em Direito Constitucional, pela Universidade Federal do Ceará (UFC, 2005) e Doutor em Ciências Jurídicas y Sociales, pela Universidad del Museo Social Argentino (Buenos Aires, Argentina, 2015). Atualmente é professor de Direito na UESPI e Tradutor Público na Língua Italiana junto a JUCEC - Junta Comercial do Ceará. O seu livro “Wyna, Daqui a Três Estrelas - O Peregrino de Antares “está disponível para venda também pelos sites da Amazon (https://amzn.to/4ebOWJ6) e da Editora Dialética.

Lançado “Mares agitados - na periferia dos anos 1970”, novo livro de Mazé Torquato Chotil


A jornalista, pesquisadora e autora sul-mato-grossense Mazé Torquato Chotil 
nos apresenta seu novo livro, “Mares agitados: na periferia dos anos 1970”. O romance tem como personagem principal uma jovem estudante do ensino médio que deseja fazer faculdade. Mas com a falta de universidade na sua região, ela migra para a periferia da Grande São Paulo. Publicado pela Editora Patuá, a obra será lançada no próximo dia 11 de novembro a partir das 15h30, durante um bate-papo na Unidade Universitária de Campo Grande (UEMS –UUCG).

Em meados dos anos 70, num país sob ditadura, a personagem vai descobrir a maior cidade da América Latina, sua história, seus monumentos... Vai buscar trabalho para financiar seus estudos, fazer amizade no colégio e se preparar para passar o vestibular. Conseguirá seu objetivo?

Na apresentação da obra, a professora e escritora das academias de Ciências de Lisboa e Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Raquel Naveira, destaca: “O processo memorialístico da escrita de Mazé Torquato Chotil lembrou-me a obra literária da escritora e professora francesa Annie Ernaux (1940), laureada com o Nobel de Literatura de 2022. Annie é autobiográfica, com romances que remetem à sociologia. Com coragem, inteligência, sentimento sem sentimentalismo, ela vai penetrando em suas raízes, trazendo estranhamentos coletivos de sua memória pessoal. Vai traçando um vasto panorama, explorando seus cadernos de anotações, planos e reflexões”.


Mazé Torquato Chotil é jornalista e autora. Doutora (Paris VIII) e pós-doutora (EHESS), nasceu em Glória de Dourados-MS, morou em Osasco-SP e vive em Paris desde 1985. Donde trabalha na divulgação da cultura brasileira, sobretudo a literária. Foi editora da 00h00 (catálogo lusófono) e escreveu – e escreve – para a imprensa brasileira e sites europeus. 

Com o recém-lançado, ela agora possui 14 livros lançados, destes, cinco em francês. Fazem parte da sua coleção de publicações: “Na sombra do ipê”; “No Crepúsculo da vida”; “Lembranças do sítio / Mon enfance dans le Mato Grosso”; “Lembranças da vila”; “Nascentes vivas para os povos Guarani, Kaiowá e Terena”; “José Ibrahim: O líder da grande greve que afrontou a ditadura”; “Trabalhadores Exilados”; “Maria d’Apparecida negroluminosa voz”; e “Na rota de traficantes de obras de arte”. O livro “Mares agitados: na periferia dos anos 1970” já está disponível para venda pelo site da editora por cerca de R$ 60,00 (https://www.editorapatua.com.br/mares-agitados-na-periferia-dos-anos-1970).

O absurdo existencialista nos contos do autor maranhense S. Barreto

A literatura é um espelho da condição humana, refletindo nossas dúvidas, angústias e a incessante busca por sentido. Autores como S. Barreto, Franz Kafka e Fiódor Dostoiévski exploram temas existencialistas e absurdistas, desnudando a complexidade da experiência humana à luz de revelações profundas e, muitas vezes, desconcertantes. Desse modo é muito comum visualizar as características dos contos do escritor S. Barreto, destacando suas convergências com as obras de Kafka e Dostoiévski, abordando a busca por significado em um mundo caótico e muitas vezes indiferente.

S. Barreto é um autor que, por meio de seus contos, levanta questões existenciais fundamentais. Em suas narrativas, os personagens frequentemente se deparam com situações absurdas que desafiam a lógica e a razão, refletindo a angústia da condição humana. O autor utiliza esse absurdo como um veículo para explorar o vazio da existência, onde as decisões muitas vezes não têm consequências claras, e a busca por um propósito se torna uma jornada solitária.

Assim como nas obras de Kafka, os protagonistas de Barreto enfrentam o surreal e o inexplicável, muitas vezes se encontrando à margem da sociedade. Essa sensação de alienação ressoa com o leitor, obrigando-o a confrontar sua própria vulnerabilidade em face das forças que moldam a realidade.


Assim o diálogo entre as prosas de Barreto, Kafka e Dostoiévski nos oferecem uma janela para a complexidade da existência humana, abordando a busca por significado em um mundo repleto de incertezas e absurdos. Através de seus contos e narrativas, esses autores nos desafiam a refletir sobre as crises pessoais, o isolamento na sociedade e a incessante jornada em busca de respostas que, muitas vezes, permanecem evasivas. A literatura existencialista e absurdista nos convida a abraçar nossas perguntas mais profundas, reconhecendo que, na fragilidade da vida, reside a beleza da busca por sentido.

Barreto já vem atuando no gênero há bastante tempo. O seu primeiro livro lançado foi “Pecados Consolados”, que em sua opinião, apesar de não ter alcançado o seu melhor, apresenta forte discussão acerca do sagrado e do profano. Depois desse vieram ainda “Uma vida perfeita e outros contozinhos” (2019), “Absurdidades” (2021), “O Circo e outros contos” (2ª ed., 2023) e “Discursos Mudos” (2ª ed., 2023), além do livro de crônicas “Escandescências” (2023).

Em seus contos, o fantástico não é apenas uma ferramenta narrativa, mas um meio de questionar e investigar a própria existência. A morte, frequentemente encarada como um tabu, ganha uma nova dimensão ao ser apresentada através de situações surreais e surrealistas. O tratamento da mortalidade nas narrativas de Barreto nos leva a confrontar nossos medos e incertezas. Ao inserir elementos fantásticos, o autor transforma a morte em um personagem em si, um protagonista silenciado que permeia a vida cotidiana de seus personagens.

Nos escritos do autor, a morte é frequentemente retratada como uma experiência transformadora e reveladora. O autor nos apresenta personagens perdidos, que, ao depararem-se com a finitude, são forçados a reexaminar suas vidas e suas escolhas. O uso do fantástico nesta perspectiva amplifica a experiência da morte, não apenas como um fim, mas como um ponto de inflexão que desafia o personagem a buscar significado em meio ao absurdo.

Num de seus contos mais conhecidos, “Negociando o fim”, que compõe o livro “O Circo e outros contos” o contista narra a excruciante história do seu Antônio, um idoso que, pelas circunstâncias do destino, tende a passar os últimos dias de sua vida isolado, longe daqueles que o imaginava amá-los. Mesmo estando nessa condição, e se fosse preciso, ele estaria disposto “negociar” com aquele ou aquela que, por natureza, teria responsabilidade de decretar o seu fim. Segue um trecho da narrativa:

[...]
– Olá, quem está aí? – fala Antônio assustado ao mesmo tempo em que tenta revirar-se na cadeira.
– Não Antônio! Não sujes sua mente olhando para mim. Recomendo que continue a admirar esse mar e esse lindo por do sol que é bem melhor – responde a voz rouca e sofrida, mas imponente – e como quem está aí? Não vai me dizer que não sentiu, nesses últimos dias, que eu estava chegando.
– Ah, então é você? Chegou rápido!
– Rápido? Pelo que consta o senhor já tem 75 anos de idade.
– Verdade, verdade. Sente aí vamos conversar.
– Não posso. Estou com pressa. Ainda tenho muita coisa a fazer pelo mundo. Preciso visitar milhões de pessoas. Nesses tempos finais, tenho tido trabalho redobrado, apesar de vocês homens, facilitarem muito meu trabalho.
– É mesmo. O mundo está cada vez mais cruel e injusto. E então, o que você quer? 
– O que eu quero? Preciso responder? Não seja tolo seu Antônio.
– Ah sim, desculpe-me não queria lhe aborrecer. Por favor, quero lhe fazer meu último pedido: reveja minha situação. Ainda não estou totalmente preparado. Será que não há chance para eu voltar ao asilo, esperar essa última visita e rever meus filhos. Você não poderia vir outro dia? Queria dizer que amo a todos os meus filhos, meus netos e todas as pessoas que puder. – implora Antônio, extremamente emocionado e com a voz embargada.
[...]

Não faz muito tempo o autor finalizou o conto “As quatro estações” que dará o título de seu próximo livro de contos. A narrativa fala da cativante Dona Violeta uma outrora senhora aristocrática em sua luta inglória para vencer o Alzheimer. Atualmente tem de conciliar seus escritos com o seu projeto de pesquisa que será submetido à seleção de doutorado. Esse livro será o último nesse gênero antes do autor passar a se dedicar a narrativas mais desafiadoras, por assim dizer, como no caso dos romances e ensaios filosóficos.

Essas e outras publicações do autor podem ser encontradas em sua página na Amazon, que tem tido grande aceitação do público conforme avaliações e comentários. Confira pelo link: https://amzn.to/40osZDs.

Escritora Juliana Monteiro lança romance “Nada lá fora e aqui dentro”, sobre pandemia e luto

A escritora e jornalista Juliana Monteiro lançou no último dia 11 o seu primeiro romance. A obra intitulada “Nada lá fora e aqui dentro”, foi publicado pela Editora Patuá, com cerca de 248 páginas, e nela a autora mergulha nas profundezas da alma humana, explorando a solidão, as memórias e as transformações pessoais de uma mulher em meio ao caos do mundo exterior durante a pandemia.

Ambientada no início da pandemia de Covid-19, em 2020, a obra conta a história de Loretta e traz temas como perda, memória, identidade, relações familiares e luto, explorando a travessia da personagem ao lidar com a morte repentina da mãe, Olivia, uma escritora premiada. O livro traz ao leitor uma perspectiva íntima do período e das dinâmicas de um país, a Itália, em quarentena.

Entre as paredes do apartamento da mãe em Nápoles, Loretta se vê confrontada não apenas pela morte da matriarca, mas pelo isolamento forçado, enquanto resgata memórias da infância e expõe as lacunas afetivas que marcaram sua relação com Olivia. Ao mesmo tempo, a personagem encara um percurso interior, questionando o sentido da própria vida, do casamento, das escolhas e do seu papel no mundo enquanto filha e também mãe.

Nessa estreia, Juliana Monteiro cria um retrato íntimo, que expõe a profundidade psíquica de uma mulher comum em crise, sobretudo nas descrições da dor e da solidão - inerentes à condição humana. “Nada lá fora e aqui dentro” propõe uma reflexão sobre o tempo, a fragilidade dos laços humanos e a construção da identidade feminina frente à perda e à mudança.

Com uma linguagem que alterna entre o delicado e o brutal, Juliana Monteiro conduz os leitores por um fluxo narrativo que vai da dureza do luto ao reencontro consigo mesma. A obra é rica em referências literárias, desde Clarice Lispector até Hilda Hilst, que pontuam o romance com epígrafes e inspiram os questionamentos existenciais da protagonista.

“Para onde vão os trens, meu pai?” — este verso de Hilda Hilst, que abre o romance, ecoa no desfecho da história de Loretta, em que o movimento externo contrasta com a imobilidade emocional e a introspecção. O cenário da pandemia amplifica esse paradoxo, criando uma atmosfera claustrofóbica onde o exterior e o interior se tornam reflexos um do outro.

Com a sensibilidade para explorar temas universais a partir de uma experiência profundamente pessoal, Juliana Monteiro apresenta uma obra que dialoga com o nosso tempo e convida o leitor a refletir sobre o papel das relações familiares, da memória e do próprio corpo em momentos de ruptura.

Juliana Monteiro é jornalista e escritora. Por quase 10 anos, foi livreira e curadora de um espaço cultural que manteve em Brasília (DF), sua cidade natal. Em 2014, mudou-se para Roma, onde vive com os dois filhos. É coautora do livro Ao Brasil, com amor, escrito em parceria com o jornalista Jamil Chade e publicado em 2022. O seu livro “Nada lá fora e aqui dentro” está disponível para venda por cerca de R$ 70,00 pelo site da editora Patuá (www.editorapatua.com.br/nada-la-fora-e-aqui-dentro-romance-de-juliana-monteiro/).

Em pesquisa inédita, 16% da população brasileira afirma ter comprado ao menos um livro no último ano


Uma pesquisa inédita divulgada nesta quinta (7), encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e feita pela Nielsen BookData, traz o  “Panorama do Consumo de Livros” pelos brasileiros. Segundo os dados levantados, cerca de 16% da população afirma ter comprado ao menos um livro nos últimos 12 meses, enquanto 84% diz não ter comprado nenhum nesse período. Para a maioria dessas pessoas, o hábito de leitura é uma atividade importante, porém o preço, a ausência de lojas físicas e a falta de tempo são fatores que desmotivam a compra de livros.

Esta é a primeira edição deste estudo que tem por objetivo traçar o perfil e hábitos de compra dos consumidores de livros. E servirá como uma nova ferramenta para auxiliar a tomada de decisão de editoras, livrarias e demais agentes da cadeia produtiva do livro.

O estudo analisou o comportamento de compra de livros no Brasil através de uma metodologia rigorosa, envolvendo 16 mil entrevistas com pessoas maiores de 18 anos, cobrindo todas as regiões (Sudeste, Sul, Norte, Nordeste, Centro-Oeste) e estratos socioeconômicos (A, B, C, DE). O estudo, realizado entre 23 e 31 de outubro de 2023, incluiu tanto compradores quanto não compradores de livros, garantindo uma ampla representatividade com uma margem de erro de apenas 0,8% e um nível de confiança de 95%.

Dos dados levantados, entre as categorias de produtos mais consumidos nos últimos 12 meses, os livros ficaram em 4º lugar. Perdendo apenas para roupas (55%), celulares (29%) e brinquedos (18%). Dos compradores de livros cerca de 57% são mulheres e 43% são homens. Quanto à idade, de 18 a 24 anos somam 12%, de 25 a 34 com 22%, de 35 a 44 com 24%, de 45 a 54 com 16%, de 55 a 64 com 11% e com mais de 65 anos chegam aos 16%.

O Sudeste (45%) e o Nordeste (28%), como regiões mais populosas do Brasil, concentram a maior parte dos compradores de livros e também maior penetração. Enquanto o Sul (14%), Norte (8%) e Centro-Oeste (7%) possuem menores números.

A maioria dos compradores de livro (55%) costuma fazer suas compras pela internet, quando aproveitam ofertas e datas especiais como a Black Friday e Semana do Consumidor. E embora sejam compras online com o maior número, a aquisição de livros físicos ainda tem uma preferência maior (54%), enquanto cerca de 15% preferem apenas livros digitais. Ao contrário disso, 31% optam por comprar tanto o livro impresso quanto na versão digital.

Todos os dados dessa pesquisa você encontra na íntegra pelo site da Câmara Brasileira do Livro (clique aqui).

Grupo Editorial Letramento abre inscrições para Temporada de Originais 2024


A hora chegou! O Grupo Editorial Letramento abre as portas mais uma vez para receber originais de todo o país até o dia 20 de fevereiro de 2024. Este é o momento de criar coragem e enviar aquele manuscrito que você quase esqueceu ou aquela história que só estava esperando uma chance para ser publicada.

A Temporada de Originais foi idealizada em 2017, e é um período em que a editora recebe textos de autores de todo o Brasil para avaliação. É uma forma de dar luz às histórias que precisam sair da gaveta e lançar novos autores no mercado editorial brasileiro.

Em 2021, Temporada se tornou um selo da  Letramento, criado especialmente para os autores e títulos publicados por meio da Temporada de Originais. Temporada é sinônimo de pluralidade e engloba alguns dos gêneros preferidos pelos leitores como: poesia, romance, contos, crônicas, não ficção, ensaios, dramaturgias.

Para participar da seleção, basta conferir o regulamento e preencher o formulário de inscrição (clique aqui) até o dia 20 de fevereiro de 2024. Dentre as regras, será permitido o envio de até dois originais por autor (com idade mínima de 21 anos), sendo obras jurídicas (profissionais, acadêmicas, teses, dissertações, monografias etc.), obras de ficção e não ficção, livros-reportagem, obras acadêmicas (teses, dissertações, monografias), poesia, crônicas e contos e dramaturgia. Além disso, obra não pode ter sido publicada por nenhuma outra editora. Contudo, não existem restrições com relação à publicação do material em blogs pessoais dos autores e publicações independentes.

Os originais recebidos serão avaliados pela equipe editorial da Letramento durante o primeiro semestre de 2024 e a decisão de sua publicação será informada aos autores via e-mail. A contratação dos originais aceitos será feita por meio de proposta enviada pela editora aos autores, com explicações detalhadas sobre o processo de publicação da Letramento, condições para a publicação e investimento, caso haja.

O Grupo Editorial Letramento foi fundado em 2013 com o sonho de lançar novos autores, publicar histórias apaixonantes e apoiar ativamente o desenvolvimento social por meio da publicação de livros. São mais de 500 livros publicados e conta com nomes de peso como Lênio Streck, Geovane Morais, Joaquim Falcão, Jefferson Schroeder, Morena Cardoso, Robert H. Frank, Thomas Erickson, Natália Néris, Ernesto Mallo, Lucia Castello Branco, Carlos Macedo, Georges Abboud e muitos outros.

Aquecimento global – Givanildo Rocha

Imagem: Chris LeBoutillier/Pixabay
Eu chamo sua atenção
Neste contexto atual,
No qual vou esclarecer
A força de um grande mal.
Preciso contar contigo,
Estamos correndo perigo
Com o aquecimento global.

Para evitar esse mal,
Que se encontra no presente,
Preciso de sua ajuda,
Fazer você consciente.
Precisamos nos juntar
E não mais prejudicar,
O nosso meio ambiente.

Quero lhe fazer ciente,
Para você não destruir.
Cortando as nossas árvores,
A natureza vai sentir.
É nessa hora fatal,
Que o aquecimento global,
Aparece por aqui.

Eu nunca vou desistir
De defender nosso planeta.
Fique sabendo o senhor,
Que a coisa tá ficando preta,
Vamos acabar com esse mal,
Aquecimento global,
É uma coisa do capeta.

Eu te faço esse pedido,
Orienta teu irmão,
Divulgue esse panfleto,
Que está na tua mão,
Estamos correndo perigo,
Por isso conto contigo,
Pra salvar essa nação.
 
Aqui convido você,
Venha subir no meu trio,
Não tenha medo de nada,
Seja avião ou navio,
Venha lutar com a gente,
Defender nossas nascentes,
Preservando nossos rios.

Chamo também as crianças,
Para conosco se juntar,
Na escola onde estuda,
Procure se informar,
Serviço de criança é pouco,
Quem não aproveita é louco,
Quero com elas contar.

Pessoas e animais
Podem desaparecer,
Se você não despertar,
Todos nós vamos morrer.
Conto com ajuda sua,
Seja no campo ou na rua,
Esse mal vamos vencer.

Nosso planeta esta doente,
Está em uma péssima fase.
Sofre com dores de parto,
Estamos precisando de pazes,
Um dos males do presente,
É a emissão de gases.

Um tal de agronegócio
Por aqui não tem valor,
Envenena nossas terras,
Escraviza o trabalhador,
Prejudica os animais,
E o nosso agricultor.

Com essa mudança climática
Todos corremos perigo.
O aquecimento global
Mexe comigo e contigo,
Precisamos nos juntar,
Para uma solução criar,
Contamos com nossos amigos.

Cuide do meio ambiente,
Faça o bem e não o mal,
Preserve os nossos rios,
Todos têm direito igual.
Venha lutar com a gente,
Salvar o meio ambiente,
Do aquecimento global.

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