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S. Barreto lança “As quatro estações” e marca seu espaço na literatura nacional

O escritor Saulo Barreto Lima lança mais uma obra de contos marcada pelo simbolismo e pela força narrativa: quatro histórias que dialogam en...

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Resenha: O Rastro do Seu Sangue - Anna Luiza Freire

Livro: O rastro do seu sangue
Autora: Anna Luiza Freire
Ano: 2020
Paginas: 110
Gênero: Romance
Editora: Penalux
Classificação: 4/5 estrelas
Comprar: Ir para loja

Sobre a autora: Anna Luiza Freire nasceu em 25 de Janeiro de 1996, em Salvador. É estudante de Letras, escritora e poeta. “O rastro de seu sangue”, seu romance de estreia, é reflexo de um amor intenso por transformar o cotidiano em ficção e pela cidade de Salvador.

Sinopse: Em uma cidade soteropolitana, em um verão de 1994, o destino de três jovens se entrelaçam: Glauber, um jovem de classe alta, cheio de si, mimado e que quer tudo para si não importando como; Claudia, uma garota alegre e sonhadora; e Juliano, um rapaz determinado trabalha para ajudar sua família e ao mesmo tempo estuda para lhes dar uma vida melhor. Em Janeiro de 1994, um incidente acontece e todos tem seus destinos transformados. Glauber, Claudia e Juliano são atormentados durante muito tempo até que a verdade vem à tona e dar fim a toda injustiça e impunidade que se perdurava até o momento.

Opinião: "O rastro de Seu Sangue" tem uma linguagem simples e de fácil entendimento. A história fictícia se mistura com fatos reais que se passam na mesma época, como mortes de pessoas famosas e acontecimentos que mudou o nosso país. O livro é muito cativante e altamente atraente, a história nos prende deste o primeiro capítulo, sendo recomendado para todos os amantes de romances.

Romance flerta com o realismo fantástico e apresenta uma narrativa fragmentada, mesclando passado, presente e futuro


O escritor Emmanuel Mirdad, coordenador geral e criador da Flica, está lançando pela Penalux o livro “oroboro baobá”, seu primeiro romance. Da sua origem até desembocar numa foz literária, este romance finalista de dois prêmios nacionais em 2017 (Prêmio Sesc de Literatura e Prêmio Cepe Nacional de Literatura), levou mais de oito anos para ser concluído, acumulando vinte versões de si mesmo. A obra vem com 324 páginas e já se encontra disponível na loja online da editora.

Assim, parte-se da simbologia de uma árvore sagrada engolindo as próprias raízes para conceber um universo peculiar: nada existe em consciência; tudo existe em herança antepassada. O insondável habita personagens impelidos a cumprir suas jornadas sem ter acesso à regência de suas vidas, dedicando-se ao destino que acreditam ter escolhido, porém alheios à ilusão do livre-arbítrio.

Em contínua transposição metafísica entre a costa africana e cidades interioranas da Bahia, uma ancestralidade intocável realiza um feito extraordinário em um simples campeonato de futebol amador. Entretanto, é nesse ambiente de aparente frivolidade que se expõe, em alta voltagem, as entranhas da natureza humana: disputas por território, narrativas e micropoderes que remontam à formação da identidade brasileira e à origem da riqueza das elites que exalam hipocrisia. Além disso, há o vigor feminino em confronto com estruturas arcaicas que insistem em inviabilizá-lo.

Contudo, trata-se de um livro cuja segunda leitura talvez permita a exploração de sutilezas que flertam com a epifania. Para só então compreender-se a óbvia onipresença do sagrado, por mais que tenha permanecido oculto.

“oroboro baobá” apresenta uma narrativa fragmentada: passado, presente e futuro são narrados no tempo presente, e vários personagens seguem as suas jornadas, sem o conhecimento da conexão que os envolve. Não há um protagonista; o importante é o movimento, as pequenas sagas que acontecem, orientadas pela premissa: “ontem é hoje, amanhã é hoje, tudo o que nos forma é hoje”.

É um romance de realismo fantástico, com a presença da divindade Mutujikaka, a guardiã, e as suas entidades africanas, como a transportadora Mensawaggo, a mensageira Makonga e a dançarina Mokamassoulé, regendo a aplicação do destino, o que está previamente definido, a verdade que os humanos (e elas) não têm acesso.

A seleção de Porto Seguro é favorita para ganhar o campeonato Amadô, graças às defesas sobrenaturais do goleiro negro Montanha, fenômeno que não toma gol, ídolo que não fala, evita relações, não dá entrevista nem permite ser tocado. Ninguém conhece o seu passado intrigante, que talvez seja ligado à jovem Miwa, encontrada no mangue de Mucuri após visões fantásticas com entidades africanas, adotada e criada por três mulheres negras que são descendentes de um mesmo ancestral africano, que foi escravizado e prosperou como um rico senhor fidalgo.

Há o empresário e chefe do tráfico que é o artilheiro do time, que busca a sua redenção através do futebol. Há o jornalista investigativo que se empenha em descobrir os mistérios do goleiro imbatível. Há a educadora Maxakali que têm de se separar da tribo por ameaças de bandidos e precisa descobrir onde está o seu filho, que é adotado e negro como Miwa. Um romance com muitos personagens e muitas locações, como Caraíva, Mucuri, Nanuque, Aldeia Verde e a mágica Avenida dos Baobás, em Madagascar.

O “oroboro” é o símbolo da conexão da boca com a cauda, da cabeça com o pé, dos galhos com as raízes, o início com o fim e/ou o fim com o início. É o círculo que se consome, que gira em eterno movimento, em continuidade incessante, a ida e a volta, morte-vida & vida-morte. O tempo como roda e não lança. Tudo ao mesmo tempo agora; futuro e passado, tudo é presente. Dizem que o símbolo tem origem no Egito Antigo, representado pela cobra que come o próprio rabo. Tradicionalmente, o oroboro é uma serpente, mas há versões como dragão. Sempre um animal. Daí, a inovação do romance: um oroboro vegetal, um oroboro de baobá, em homenagem à Renala (Adansonia grandidieri), endêmica de Madagascar, a “Mãe da Floresta”, segundo os malgaxes, o baobá presente no livro.


Baiano de Salvador, de outubro de 1980, formado em Jornalismo pela Facom – Ufba, Emmanuel Mirdad é autor do romance “oroboro baobá” (2020), de “O limbo dos clichês imperdoáveis” (2018), reunindo os 60 contos que escreveu entre 2000 e 2018, e “Quem se habilita a colorir o vazio” (2017), reunindo os 200 poemas que escreveu entre 1996 e 2017. É autor, também, das antologias de poemas “Ontem nada, amanhã silêncio” (2017) e “Yesterday, Nothing; Tomorrow, Silence” (2018), com tradução de Sabrina Gledhill. Todos os livros estão disponíveis para leitura e download no seu blog.

É um dos criadores, donos da marca e coordenadores gerais da Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira), e atuou como curador de quatro edições da festa (de 2012 a 2014, em parceria, e 2016, sozinho). Sócio-diretor da produtora Cali, que realiza a Flica ao lado da produtora Icontent/Rede Bahia. Produtor cultural com mais de 20 anos de carreira, realizou diversos projetos com patrocínio público-privado, como festivais, shows, premiações e gravações de álbuns, e foi sócio da produtora Putzgrillo Cultura (2008 a 2012).

Compositor, possui mais de quarenta músicas gravadas, entre rock e reggae progressivo e psicodélico, blues, groove, pop rock e experimental, em inglês e português, e mais de dez trabalhos lançados, entre EP’s e álbuns. Foi produtor fonográfico, artístico e executivo da banda de rock psicodélico progressivo The Orange Poem (2000 a 2014), e do projeto de psy-prog-reggae Orange Roots (2015 a 2019). Mantém o blog “O lampião e a peneira do mestiço” (www.elmirdad.blogspot.com). O seu livro “oroboro baobá” pode ser adquirido pleo link www.editorapenalux.com.br/loja/oroboro-baoba.

Resenha: Quarentena: uma viagem dentro de si - Laila Azevedo


Livro: Quarentena: 
uma viagem dentro de si
Autora: Laila Azevedo
Ano: 2020
Páginas: 130
Gênero: Romance 
Editora: Penalux
Classificação: 4/5 estrelas
Comprar: Ir para loja

Sobre a autora: Laila Azevedo é jornalista, publicitária, poetisa e autora do romance Quarentena: uma viagem dentro de si. Nascida e criada em Salvador (BA), a soteropolitana sempre encontra tempo para conhecer novos destinos e escrever sobre o mundo ao seu redor. Com países na bagagem e poesias no currículo, ela compartilha sua jornada nas redes sociais. A escritora participa da coletânea Laços de Amizade e do livro Antologia Poética Internacional (vol. IV).

Sinopse: Viajante independente e apaixonada experiente, Liz acumulava sonhos e sabedoria, mas faltava uma pitada adicional de ousadia. Vivia suportando insultos e alguns tumultos, mas sempre acreditara na possibilidade de triunfar. Gostava de bossa nova e de assobiar pelo mundo afora, seu quintal era o continente. Passou um ano inteiro esperando o sol baixar e a oportunidade aparecer. Nessa caminhada, aprendeu de tudo um pouco e reescreveu a própria história. Entre dias e partidas, regressava sempre para o seu lar doce lar. Liz tinha um chão de estrelas no centro do coração, mas não queria mais se submeter aos caprichos e desmandos de uma paixão. Adorava sentir aquele frisson do primeiro encontro é o frio na barriga, mas preferia dormir de conchinha sem hora para acordar. Então, resolveu viver a vida sem esperar por outro grande amor. Ia cumprindo a sua existência um dia após o outro com a sensação de que algo bom estava para acontecer.

Resumo: Uma mulher independente, com inúmeros carimbos em seu passaporte e dona de muitos amores, mas nunca algum que faria seu coração bater mais forte e seus olhos brilharem de forma apaixonante. Liz sempre foi muito bem sucedida em sua profissão, mas nunca teve a sorte de encontrar alguém que lhe completasse. Mas o destino sempre nos surpreende e quando menos se espera o amor surge. O que será que o destino reserva para Liz.

Opinião: O livro tem um enredo bem elaborado e moderno; os capítulos curtos nos fazem sempre querer ler mais. A história nos prende pelo tema atual e sentimos cada vez mais presos no personagem principal. O livro é recomendado para todos os amantes de romance.

“No Vale dos Lírios”, novo romance de lançamento da Letramento escrito em 1968, é publicado pela primeira vez


“No Vale dos Lírios” é o novo lançamento do Grupo Editorial Letramento. Escrito por Maria do Carmo Fidelix em 1968, a obra conta a história de Aurélia, uma jovem governanta que, com suas virtudes, socorre o médico Dr. Lelhís em um momento difícil da sua vida. A obra encontra-se em pré-venda pelo site da editora, com previsão de envios para o mês de novembro deste ano.

O romance traz a tona o amor platônico oculto entre a jovem Aurélia e o médico Dr. Lelhís, por vários anos até que as suas lutas internas vão sendo dissipadas na bucólica região do Vale dos Lírios. Uma história de amor muito bem entrelaçada que adiciona uma lição de empatia entre os protagonistas de raça e posição social distintas.

“Em uma viagem pelas páginas desse formidável romance a autora consegue de forma singular nos envolver em uma trama enigmática e repleta de emoções nos levando a acompanhar a vida dos personagens como se estivéssemos No Vale dos Lírios”, escreve Kátia Sueli Gonçalves.

Maria do Carmo Fidelix começou a trabalhar como empregada doméstica aos 13 anos e já notava a ausência de personagens negras como protagonistas em romances como aqueles que ela lia. Em 1966, aos 27 anos, carregando pedaços de papel e caneta no bolso do avental de trabalho, começou a escrever o livro “No Vale dos Lírios”, concluindo-o em 1968. Hoje aos 80 anos, o publica pela primeira vez. Os exemplares da obra estão em pré-venda por cerca de R$ 64,90 pelo link www.editoraletramento.com.br/.

Carlos Eduardo Amaral expande sua escrita e publica “Sem Relva”, o seu primeiro romance

Após publicar uma série de livros-reportagem, o escritor pernambucano Carlos Eduardo Amaral publica “Sem Relva”, o seu livro de estreia na categoria romance. A obra é uma publicação independente com 144 páginas e traz uma série de referências intertextuais - umas explícitas, outras implícitas e mais algumas ocultas - que jogam com a inteligência e a cultura geral do leitor a cada capítulo. A trama se desenvolve em torno de um pastor evangélico e um de seus filhos, preso pela polícia durante uma manifestação popular. O romance tem previsão de continuação, tornando-se assim uma trilogia, a ser finalizada nos próximos livros. Os exemplares da obra, impresso e e-book, estão disponíveis na Amazon e custam R$ 40,00 e R$ 10,00, respectivamente.

Em um cenário de ampla insatisfação popular no Recife, é organizado um protesto violento que resulta na detenção do grupo de liderança após confronto com a polícia. Um dos detidos, e seu pai, um pastor evangélico, têm a oportunidade de discutir ressalvas e mágoas entre si, e expõem as mazelas das pequenas e grandes corrupções do dia a dia que alimentaram com o intuito de garantir aceitação de grupo e ascensão social. Durante a detenção policial, a investigação sobre a rede de contatos que sustenta o movimento dos manifestantes consegue atingir o objetivo, mas ainda existe um ponto inconveniente a ser resolvido pelos inquisidores… Os maus-tratos aos animais, a crítica aos preconceitos burgueses, o trabalho de base das comunidades evangélicas e o comportamento da imprensa, completam o quadro sociológico dessa ópera contemporânea do cotidiano recifense travestida de romance.

“Escrever uma trilogia é uma tentação entre escritores de ficção iniciantes. Mas vi que teria fôlego para desenvolver o projeto, tanto que já estou na metade final do segundo livro da série. Entrementes, finalizei uma novela, biografias imaginárias de compositores de frevo, que deverá ir ao prelo no final de 2020 ou início de 2021”, revela Carlos Eduardo Amaral.

O período de produção do livro “Sem Relva” foi entre novembro de 2018 e maio de 2019, exatos seis meses, tempo qual o autor costuma gastar e que se impõe para a execução de um livro ou de uma composição musical que exija mais elaboração. “A história não tem nada de baseada em eventos reais. Contudo, ela possui muitos elementos intertextuais, homenagens pessoais e referências a lugares e eventos próximos, que comentei em uma espécie de making of do livro, intitulado Poslúdio a Sem Relva, disponível apenas em versão e-book”, lembra o autor.

Um detalhe da estruturação da narrativa da obra, notado a partir do sumário, é a divisão de capítulos como se fossem cenas de uma ópera, algo que também será característico dos outros dois romances da série. Os títulos dos capítulos (ária, duo, cena, coral etc.) definem ou o tipo de narrador (em primeira ou terceira pessoa), ou os personagens-foco do narrador, e trazem títulos em língua operística (o italiano, no caso de "Sem Relva"), que remetem à carga dramática de algum momento particular do capítulo.

Carlos Eduardo Amaral nasceu em Olinda (PE) em 1980. É jornalista, crítico musical, pesquisador e mestre em Comunicação pela UFPE como bolsista da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). Como pesquisador e crítico, foi agraciado com prêmios da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e do Ministério da Cultura. Organizou a Coletânea de crítica musical “Alunos da UFPE” (produção independente), colaborou com o livro “O ofício do compositor” (Editora Perspectiva), e como jornalista atuou no festival Mimo entre 2007 e 2014, além de escrever para a revista Continente, da Cepe, desde 2006.

Atualmente, aventura-se pela seara da composição musical e coordena a assessoria de comunicação da Orquestra Criança Cidadã. É detentor da Legião de Honra Ativa e do Grau de Chevalier da Ordem DeMolay. Dentre seus livros estão: “Clóvis Pereira: No Reino da Pedra Verde” (Cepe, 2015); “Maestro Formiga: Frevo Na Tempestade” (Cepe, 2017); “Maestro Duda: Uma Visão Nordestina” (Cepe, 2017); “Getúlio Cavalcanti: Último Regresso” (Cepe, 2017); e “Jota Michiles: Recife, Manhã De Sol” (Cepe, 2019). O livro “Sem Relva” pode ser adquirido pelo link: https://bityli.com/sTN8e.

Em novo romance, escritor Luiz Biajoni constrói painel de humanidade e pandemia

Pouco mais de um ano depois de lançar seu sétimo romance, “Quatro Velhos” (Penalux, 2019), o autor americanense Luiz Biajoni lança novo livro: “Algum Amor”. A urgência foi ditada pela crise do coronavírus, que mudou o sentido inicialmente desenhado para a trama. A narrativa é permeada por acontecimentos deste momento de pandemia de Covid-19 – um dos primeiros romances da literatura nacional a abordar o tema. O livro, assim como o anterior, é uma edição da Editora Penalux com de 100 páginas e custa cerca de R$ 38,00.

Diferente dos outros livros do autor, este trabalha a linguagem de maneira experimental – a história, porém, a exemplo dos dois últimos romances, se passa em Americana (SP), cidade natal do autor. A partir de cenas recortadas das vidas de duas pessoas, a publicitária Stella e o escritor Luiz, “Algum Amor” desenvolve uma história de aproximações, distanciamentos, isolamentos e reaproximações que extrapola a cronologia, o tempo e o espaço. “Eu tinha estabelecido escrever três histórias que se passassem em Americana – e essa é a última. Com Algum Amor, fecho um ciclo em meu projeto literário”, conta Biajoni.

Na orelha do livro, a escritora finalista do prêmio Jabuti, Camila Passatutto, escreve que “Algum Amor” é “um respiro dolorido dentro de uma concha no epicentro da tormenta que é a vida”. O premiado escritor Javier Aracinbia Contreras resume: “[...] Biajoni segue sua jornada abordando pequenos conflitos pessoais, desta vez, porém, com pílulas desse momento louco pelo qual o mundo passa e em que as pessoas, ao mesmo tempo em que buscam sobreviver, também desejam algum amor”.

“Eu me preparei para escrever uma história de amor, mas o fantástico e o terror se impuseram com a pandemia e tudo se misturou. Em quarentena, comecei a acordar no meio da noite pensando na história de amor daqueles meus dois personagens e tudo se misturava um pouco com o noticiário e com a minha vida e o resultado disso foi uma nova configuração para o romance”, conta o autor.

Foto: Lia Biajoni
Luiz Biajoni nasceu e vive em Americana (SP). Escreveu “A Comédia Mundana” (2013) e “A Viagem de James Amaro” (2015) publicados no Brasil pela Língua Geral e em Portugal pela Chiado Editora. É autor também de “Elvis & Madona” (Língua Geral, 2010), “Virgínia Berlim – Uma Experiência”  (2017) e “Quatro Velhos” (2019), ambos pela Penalux. “Algum Amor é o oitavo romance do autor americanense e pode ser adquirido pela loja online da editora (www.editorapenalux.com.br/loja/algum-amor). Para mais informações e contato com o autor pelo link www.biajoni.com.br.

Em seu segundo romance escritor Pedro Torres Lobo traça um drama de perdas e reencontros

Que drama maior pode acontecer a uma mãe do que o de perder um de seus filhos? É esse o tema central da nova obra do escritor Pedro Torres Lobo, que está em lançamento pela Editora Penalux com cerca de 288 páginas. Em "Vinte Anos", segundo romance do autor, são contadas vidas que se aglutinam e se desenvolvem - imbricadas - em torno de um evento: a separação entre mãe e filha, no dia do seu nascimento, para ser entregue à adoção.

O fato de perder a filha, em vida, faz com a mãe biológica busque conhecer-se melhor, saindo de casa ao encontro de um destino desconhecido. Graças ao talento do romancista, esse enredo aparentemente singelo se transforma em uma trama psicológica que nos mostra o quanto os laços familiares – mais fortemente, o laço sanguíneo entre a mãe e sua prole – podem ser inquebrantáveis e dotados de grande força misteriosa.

O autor monta sua narrativa intercalando capítulos que, como um quebra-cabeça, são tecidos no presente e no passado da vida de cada um dos personagens, revelando os antecedentes do fatídico dia e suas ramificações e consequências.

“Todos vivemos emaranhados”, diz o escritor. “De alguma forma ainda desconhecida, talvez estamos interligados. Essa ligação não se quebra nem por uma ordem judicial, nem pelo tempo, tampouco pela distância”, assegura.

“A obra é de uma sensibilidade ímpar”, atesta Waldemar Menchik Jr., poeta e escritor que assina a orelha do livro. “Deve ser degustada aos poucos, mas, havendo sido cinzelada pela pena espirituosa do autor, será lida, de um só fôlego, pelos leitores que, emocionados, constatarão que as inescondíveis tintas da emoção é que constroem o caráter incomum de um grande livro, que merece ser lido e reconhecido.”

Para o escritor, os principais efeitos desse seu novo romance são o desencadeamento de emoções e de reflexões, que talvez encontrem ressonância na vida de cada um. “Ainda que cada pessoa que venha a ler a obra não tenha passado por nada do que nela se narra”, pondera. A obra busca causar no leitor um natural exercício de empatia por todos os envolvidos na história. “Uma leitura de impacto emocional”, define, por fim, Pedro Torres.

Pedro Torres Lobo é escritor e Defensor Público. Em 2018, publicou seu primeiro romance, “As Aves que Conduzem o Barco” (Autografia Editora). O livro “Vintes anos” está à venda por R$ 42,00 pelo site da editora (www.editorapenalux.com.br/loja/vinte-anos).

“Com o corpo inteiro”, romance de Lucila Losito Mantovani que permeia entre o feminino e a história do Brasil

“Com o corpo inteiro” é o primeiro romance da autora Lucila Losito Mantovani. Publicado pela Pólen Livros com 168 páginas, ele faz um paralelo entre relacionamentos tóxicos e o divórcio entre cultura e natureza. Para além da relação entre a protagonista e um homem chamado Paco, o romance trata de um mergulho interno desta mulher, que vai aos poucos juntando seus pedaços em busca do que é essencial. Ao permitir-se a indagação, ela se afasta de extremismos simplistas revendo a História do Brasil a partir de uma perspectiva tentante, íntima, curativa e feminina. O livro teve seu primeiro lançamento São Paulo, em dezembro de 2019, e o último na Câmara Municipal de Cultura, em Março deste ano, na cidade de Águas de Lindóia (SP).

“Em Com o corpo inteiro, Lucila empreende a grande obra de escrever a partir do feminino, verter para a estética literária aquilo que está inscrito no vazio criativo do ventre. Em um gênero dominado por grandes cabeças pensantes, é empolgante ler um romance que brota das vísceras, da pele, dos ossos. Este é um livro que fala sobre a própria coisa da qual é feito. A corporalidade aqui não é meramente uma decisão estética, mas a própria matéria prima a partir da qual a autora constrói e desconstrói a protagonista-autora e suas personagens [...] Com um pé na dor e outro na delícia, a escrita de Lucila perfura a linearidade e desenrola sem pressa os próprios nós, com aquela elegância desordenada que é própria das coisas vivas”, escreve Mariana Bandarra, idealizadora do Talvez Seja Isso, podcast sobre o livro “Mulheres que correm com os lobos”.

Foi através da escrita que Lucila começou a investigar seu corpo e achar dores, perguntas, inquietações, memórias fragmentadas. Ao desatar este nó foi percebendo que o feminino dentro de si estava esvaziado. Que acontecia com seu corpo o que aconteceu com a terra e com as comunidades indígenas e afrodescendentes aqui no Brasil. Que o masculino dentro de si era tóxico, autoritário e invasivo como agiram os homens europeus que chegaram aqui. “Para muito além do egocentrismo e incapacidade de amar que percebia nos homens com quem me relacionava, eu mesma me traía e me sabotava diversas vezes”, diz.

“Quando meus pais se divorciaram eu estava entrando na adolescência e foi um grande choque pra mim. Não queria ter que escolher entre as duas coisas mais importantes da minha vida. Então fui crescendo e percebi que a própria cultura havia se divorciado da natureza. Que meu trauma pessoal era também um trauma social. Então toda vez que a vida me oferecia duas opções insatisfatórias eu procurava por uma terceira, ainda que fosse mais demorado ou difícil. Remei muito, caí e me afoguei muitas vezes. Até encontrar uma forma redonda de levantar, relata a autora”.

Para reintegrar essas partes todas que haviam sido separadas e distorcidas, Lucila Mantovani precisou se reaproximar da natureza e de suas próprias origens. Viajar muitas vezes para a Amazônia, se mudar para perto da Mata Atlântica, participar de rituais indígenas e afro, reencontrar uma babá negra que não via há 25 anos, ler muito. “Investiguei a história da minha cidade natal. Me questionei. Pesquisei. Juntei meus pedaços. Meditei. Aprendi a me separar do que não me fazia bem. Revisitei a origem do meu nascimento e estabeleci uma nova relação com meus pais, depois de adulta. Entendi que a minha essência está ligada à capacidade de integrar coisas que pareciam não poder caminhar juntas”, comenta.

Lucila Losito Mantovani nasceu em Águas de Lindóia (SP) em 1978. Hoje mora entre São Paulo e Boiçucanga, onde cofundou a residência Kaaysá. É formada em Economia pela USP, cursou pós-graduação em Ficção no ISE Vera Cruz e frequentou o programa CLIPE para escritores da Casa das Rosas. Foi contemplada pelo prêmio PROAC - Estímulo à Criação Literária PROSA. É formada em diferentes linhas de yoga, meditação e terapia sistêmica fenomenológica integrativa. Participou das coletâneas “Curva de Rio” (Giostre, 2017), “Naquela Terra, Daquela Vez” (Quelônio, 2017) e “Carne de Carnaval” (Patuá, 2018). Em “Kairós: tempo trans-sensorial” (Editora Quelônio), traz poemas que se juntam aos desenhos de Tânia Ralston para explodir significados num tempo espiral, diferente do cronológico, onde fantasias, sonhos, vivências e memórias se confundem, homem e natureza se mesclam, o Eu e o Outro se misturam. “Com o corpo inteiro” (Pólen, 2019), seu primeiro romance, custa cerca de R$ 45,00 pelo site da editora (www.polenlivros.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/com-o-corpo-inteiro/).

“A busca por me tornar mais inteira é diária. Começou por perceber que o corpo, a alma, o espírito e o coração são tão importantes quanto a mente. Que dormir bem e sonhar são coisas fundamentais. Que o dia e a noite são em proporções exatas não por acaso. Que precisamos tomar as rédeas da vida nas mãos, mas também saber soltar tudo e dar espaço a mistérios e incertezas. Que aceitar as próprias sombras e imperfeições é o começo de um grande reencontro com a vida e o prazer. Que o silêncio, o caos e o espaço são tão importantes quanto o diálogo, a ordem e o encontro”, diz ela. Todo este processo de mergulho e aprendizado permeou a escrita e o lançamento do seu romance “Com o corpo inteiro”.

Novo romance de Carvalho Neto transita entre a vigilância humana e suas inevitáveis consequências

Nossa necessidade de observar, avaliar e vigiar é matéria de pesquisa em vários campos de estudo. E isso também se reflete na literatura, visto que os escritores são tidos como as antenas do seu tempo: captam várias tendências, capturam comportamentos e visões de mundo que se formam à sua volta. Carvalho Neto, que também é professor de Literatura, está lançando pela Editora Penalux seu novo romance, “Quando nos observam”. A obra, com 208 páginas, aborda exatamente esse aspecto.

No livro, a presença do narrador em segunda pessoa e o nome do personagem central foram escolhidos para esse propósito também. O personagem central é observado por essa voz externa, narradora, e ele será o vigilante insone numa ala psiquiátrica. Seu nome, Gregório, significa “o acordado”, “o alerta”, “o vigilante”. “Há essa voz que fala com o personagem central e o observa quase que constantemente”, explica Carvalho. “Mas ele não a ouve, não pode; é a voz do narrador em segunda pessoa ajudando a construir a história”. Gregório, o personagem em questão, e também narrador, é “aquele que vigia, o alerta, o acordado”. Daí temos o arquétipo para a trama do livro: observar e ser observado”, conclui.

A ideia do título se relaciona com o constante observar humano e suas consequências. “O nosso olhar para o outro e quando o outro também nos observa”, conta o escritor. “Essa troca gera, entre as pessoas, medo, incerteza, insegurança, vaidade, controle, poder, fragilidade, falsas impressões e até mesmo loucura”. O enredo do romance vai por esse caminho. Após treze anos de ausência, Gregório regressa ao seio da família. Encontra-se com o pai — e seu peculiar universo — e se depara com o sumiço repentino do irmão mais velho. Vivendo entre uma estranha alameda e o hospital onde trabalha, Gregório tentará manter o sono e a sanidade mental em equilíbrio; e isso, muitas vezes, não é tão simples assim de se conseguir.

“A obra de Carvalho Neto nos lembra, com uma ironia desconcertante, que não há batalhas reais entre esses mundos, mas somente momentos de continuidade e descontinuidade, não havendo aqui, portanto, vencedores”, escreve o escritor José Manoel Ribeiro, que assina o texto de orelha do livro.

Pedro Anselmo Carvalho Neto é professor de literatura e escritor de contos e romances. Natural de Jequié-BA, é graduado em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). É autor de mais três livros: “Casa pétrea de dois alpendres”, “Plástico bolha” (romances) e “No caminho de volta” (contos). A obra “Quando nos observam” já está à venda por R$ 40 pelo site da editora (www.editorapenalux.com.br/loja/quando-nos-observam).

Resenha: Lívia - A história de nós duas - Núbia Istela

Livro: Lívia - A história de nós duas
Autora: Núbia Istela
Ano: 2019
Páginas: 189
Gênero: Literatura brasileira, romance
Editora: Nistelar
Classificação: 5/5 Estrelas

Sobre a autora: Núbia Istela é jornalista, autora do livro “Meias Verdades” publicado pela Chiado Editora em 2017, youtuber, colunista no jornal Montes Claros e altamente apaixonada pelo audiovisual. Nasceu em Janaúba, ao norte de Minas Gerais, em julho de 1992. Cresceu no Vale das Cancelas, município de Grão Mogol, acredita seriamente que é uma cidadã do mundo, atualmente mora em Salto. Dedica parte do seu tempo resenhando livros de autores nacionais, uma de suas maiores paixões. Espera que um dia a literatura nacional seja valorizada no Brasil.

Resumo: Lívia é uma jovem, com um futuro promissor, trabalha no escritório do seu pai a qual também é sócia, com um casamento invejável e um pai que a ama e apoia em tudo, sempre querendo vê-la feliz. Com uma rotina apertada e o marido cada vez mais distante, percebi que ao logo dos anos seu casamento estava acabando; com todos os esforços que fazia e sem nenhuma resposta do marido; Lívia resolvi viajar, tirar um tempo para si e pensar no que estava fazendo de errado. Com a viagem para Amsterdã, conhece Raquel, onde vivem juntas momentos inesquecíveis. Voltando para o Brasil sua vida muda completamente e a vontade de voltar a Amsterdã só aumenta.

Opinião: O livro tem uma linguagem informal, de fácil entendimento; a história nos prende do começo ao fim. Um romance com enredo bem diferente e com um final totalmente inesperado. Nos mostra que devemos ter esperança até o último segundo e que o amor sempre nos mostra o melhor caminho a seguir.

Em novo romance, William Soares dos Santos, nos relembra tristes histórias vívidas nos anos da Ditadura Militar

Em seu mais novo livro, “Memórias de um triste futuro”, o escritor carioca William Soares dos Santos se afasta do lirismo, que caracterizou seus trabalhos anteriores, e nos leva para uma viagem difícil, mas sempre necessária aos anos da ditadura civil-militar, mas que deixou marcas que permanecem até hoje na sociedade brasileira. O livro procura, dentre outros elementos, mostrar que ainda sofremos e que ainda carregamos as marcas das múltiplas violências perpetradas nesse período. A obra é um romance publicado pela Editora Patuá e foi lançada no último dia 15 de fevereiro na Patuscada – Livraria, Bar e Café, em São Paulo (SP).

Embora seja um romance, o livro é formado por várias histórias (e vidas) que se cruzam a fim de dar uma pequena dimensão do terror do período, mas, ao mesmo tempo, mostra que o nazifascismo, a violência da ditadura, a vontade de interdição sobre a vida do outro continuam presentes na sociedade brasileira. Através de um texto que se constitui por meio do alinhavar de diferentes histórias de personagens sem nome, somos apresentados a situações de violência e desumanização perpetradas sob os auspícios do Estado, seja no contexto institucional, seja no ambiente aparentemente restrito da família. Durante toda a narrativa, a violência é um ato sempre presente. Ela pode até ser elemento central nos porões da ditadura, mas se esparrama, também, no lar do dito cidadão de bem.

Para esta obra, William fez uma pesquisa que o levou a muitas histórias do período da ditadura. Histórias de violência e de dor que, pela sua formação humanista, tem certeza de que precisam ser relembradas para que as barbaridades cometidas naquele período não se repitam mais em nossa história. “Foi, antes de tudo, a minha inquietação como ser humano e a minha obrigação de educador e escritor que me levou a um mergulho literário tão difícil ao ponto de eu chorar em muitos momentos em que estava escrevendo. Chorar pela dor do outro que sentia em mim mesmo, pelo momento de terrível incompreensão em que vivemos e pela barbárie que insiste em dominar a humanidade não obstante a sua longa jornada civilizatória. Preferi focar em histórias e não em personagens, por isso (como já havia feito em meu livro de contos Um Amor) evitei qualquer menção a nomes”, ressalta ele.

“Sempre que lançamos um novo trabalho, muitos escritores tendem, amparados por todas as justificativas, a considerarem este seu último trabalho como o mais importante. Eu também estou nesta fase. Acho que Memórias de um triste futuro é o meu trabalho mais importante até agora, porque ele é fruto de muita reflexão e pesquisa sobre alguns movimentos que o Brasil e o mundo já viveram e estão revivendo atualmente”, revela o autor. “Falo, particularmente, do recrudescimento de ideologias nazifascistas e da existência de pessoas que, por desconhecerem a história, ou por falta de ética, desejarem a volta de governos que se ancorem em ideologias nazifascistas como o da Ditadura Civil-militar que governou o Brasil entre os anos de 1864 e 1985”, continua.

William Soares dos Santos é um escritor e professor carioca (UFRJ) nascido em 1972. Dentre os seus trabalhos literários se destacam os livros de poesias “Rarefeito” (Ibis Libris, 2015), “Poemas da meia-noite (e do meio-dia)” (Editora Moinhos, 2017), “Raro - poemas de Eros” (Editora Urutau, 2018), “Três Sóis” (Editora Patuá, 2019) e o livro de contos “Um Amor” (Ibis Libris, 2016). Traduziu o romance “A Cidade do vento” da escritora italiana ganhadora do Prêmio Nobel, Grazia Deledda (publicado em 2019 pela Editora Moinhos). William foi ganhador do Prêmio PEN Clube do Brasil de 2018 e finalista do 3º Prêmio Rio de Literatura 2018 com o livro “Poemas da meia-noite (e do meio-dia)”. O livro “Memórias de um triste futuro”, torna-se o seu último trabalho publicado. O livro está à venda por R$ 40,00 pelo site da editora (www.editorapatua.com.br/produto/114227/memorias-de-um-triste-futuro-de-william-soares-dos-santos).

Resenha: A casa do lado de lá - Mag Moa

Livro: A casa do lado de lá
Autora: Mag Moa
Ano: 2020
Páginas: 487
Gênero: Ficção
Editora: Clube de Autores
Classificação: 5/5 estrelas
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Sobre a autora: Mag Moa é uma mineira da gema. Nascida na cidade de Coroaci, carrega em seu coração o amor pelas montanhas de Minas e pelas letras. Adora passar férias no campo, ao lado da família e dos amigos. O que a autora tem em comum com a personagem principal? A perseverança!

Sinopse: Judith Louise Muller é uma adolescente destemida e que necessita sobreviver a uma situação terrível. Judy, como é chamada, com sete anos incompletos, levava uma vida simples e feliz ao lado de sua família e de uma boneca de pano. Porém a vida encarregou de dar destinos diferentes a cada personagem. O desaparecimento da mãe, a ausência do pai e a presença de uma assistente social pra lá de estranha, complica ainda mais a vida da adolescente. Um dia Judy acorda no CTI. Quando todos acreditavam que ela não sobreviveria, e, daquele dia em diante, sua vida junto dos seus irmãos nunca mais foi a mesma na grande cidade de Linópolis. 

Resumo: Em um apartamento apertado, Judy mora com seus cinco irmãos. Com sua mãe desaparecida e o pai sempre ausente, ela tenta sobreviver a cada dia, não deixando seus irmãos passarem fome, sempre lembrando da sua infância, onde a realidade era muito diferente daquela em que ela está vivendo. Certo dia, depois de ter feito mal uso de um chá com “buchinha da Índia”, acaba parando no hospital. Depois que finalmente acorda, muito debilitada, começa a perceber que sua vida irá mudar completamente, e que as verdades que ela mais temia, podem vir à tona.

Opinião: O livro consegue nos envolver em sua trama e sentir as emoções de cada personagem de forma única. Todos os elementos-chave para resolução de cada mistério foram bem distribuídos pelos capítulos. Definitivamente o melhor livro de ficção que já li. Recomendado para todos os tipos de leitores.

Resenha: Natasha - Hellen Pimentel

Livro: Natasha 
Autora: Hellen Pimentel
Ano: 2015
Páginas: 212
Gênero: Romance brasileiro
Editora: MODO editora
Classificação: 5/5 estrelas
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Sobre a autora: Hellen Pimentel tem mais livros escritos dp que anos de vida. Muito talento para pouca idade, Hellen é considerada por todos que a conhece como uma prodígio. Escreve desde os 11 anos de idade e faz parte do ramo literário desde os 15. Autora da série despertar, Hellen vem com seu primeiro livro escrito na visão de um menino. Hoje tem como passa tempo o trabalho de designer, capista e diagramadora particular, tendo a escrita como verdadeiro trabalho. Mora no Rio de Janeiro com seus pais e ganha leitores por onde passa.

Sinopse: Cansado da vida monótona que sempre teve na cidade pequena, Matheus se inscreve para uma faculdade longe do seu estado Natal e parte na primeira oportunidade. Sem histórias para contar e uma mochila vazia de emoções, tem esperanças de viver algo diferente ou emocionante. Ele poderia esperar tudo, menos conhecer Natasha... ela é louca, temperamental, totalmente da lua, agitada e quieta. Fala muito e às vezes não fala nada. Fica com raiva de você sem motivo nenhum, e muito grata pelo mesmo. Não ligue se ela sumir por algumas semanas, é normal, ela desaparece do nada, mas sempre volta, não importa quanto tempo. Sabe tudo da sua vida, mas não revela nenhum grão de areia da dela. É um anjo e um demônio dentro de uma só menina. Você se apaixona por ela no primeiro instante que a vê. E então. Cometeu o maior erro da sua vida.

Resumo: Matheus é um garoto sem histórias para contar, morava com seus pais e sua irmã em uma cidade simples e calma do interior, carente de emoções ele se inscreve em um vestibular e quando é aprovado vai morar de sua família, em busca de aventuras na cidade grande. Logo que chega conquista amigos e encontra Natasha, a garota que vira sua paixão platônica, com seu jeito, largado, louco, introvertido e distraído de ser, mostra a Math como é ser jovem, enchendo sua vida de adrenalina, diversão e histórias sem saber que ele tinha sentimentos a mais que ela.

Opinião: O livro mostra a típica vida de um jovem universitário; trabalhos, estresse, amigos, diversão, amores, desilusões, uma montanha-russa de sentimentos e acontecimentos. Com uma linguagem bem moderna, consegue nos atrair e nos fazer ler cada capítulo sem perceber o tempo passar. Hellen Pimentel não deixa de ser uma das minhas escritoras favoritas, pois consegue se superar a cada obra, resumindo em capítulos uma realidade diferente mas não distante da nossa.

Marianna Roman lança nesta sexta (31) o livro “Ouroboros”, romance de fantasia sombria, publicado pelo próprio selo editorial

O mais novo livro da escritora carioca Marianna Roman acaba de chegar ao mercado pela Quimera Produções Literárias, seu próprio selo editorial. A publicação vem com o título “Ouroboros” e trata-se de um romance de fantasia cheio de mistérios e acontecimentos sombrios. O livro é uma versão/perspectiva do apocalipse relacionado a uma criança que nasce marcada como a prometida de Lúcifer, que vai, junto com ele, liderar a danação da humanidade após romper os sete selos do Inferno. O lançamento do livro está marcado para esta sexta-feira (31), a partir das 18 horas na Casa de Festas Fest Point (Rua Coronel Tamarindo, 662 - Padre Miguel), no Rio de Janeiro (RJ).


Há uma lenda antiga contada pelos primeiros povos dessa terra - aqueles que foram calados pelos tempos e pela maldade do homem -, uma profecia sobre os últimos dias de todos nós. A lenda conta que uma criança que não pertence a nenhum dos mundos, que não tem nome ou raça, caminhará conosco, comerá da nossa comida, dormirá o sono dos vivos e será gentil com cada ser... mas em seu ato final, selará o destino da humanidade e, com ela, a destruição, a peste, o abismo do fim... encontrará seu reino através de sete selos que guardam o mal personificado a quem ela realmente serve. Esta criança nasceu com a marca, a marca da serpente - o animal mais astuto -, a serpente que nunca se finda, ela é o começo, o fim e o recomeço. Reza a lenda que tal criatura já entre nós. Ela nos sorri, nos abraça, nos cativa... mas, no fim, nos destrói. E destruirá tudo o que conhecemos. Trará uma nova era, a era dos condenados, que consumirão a própria raça em pecado até que não sobre nada e tudo o que reste seja finalmente... o fim.

Sobre o processo de criação da obra, Marianna revela: “Eu sempre quis escrever um livro sobre anjos e demônios. É uma temática que sempre me atraiu. Mas eu gosto de uma literatura mais realista. Escrevo terror, mas no mundo real. A ideia de voltar ao mundo da fantasia veio depois do pedido de muitos amigos e leitores, que leram meu primeiro livro, Doce Veneno, e perguntaram quando/se eu voltaria a escrever fantasia algum dia e, assistindo a Teen Wolf, veio a ideia de fazer uma história quando eu comecei a conhecer mais da história de uma das personagens da série, que, inclusive, serviu de inspiração para a melhor amiga da personagem principal do livro”.

Para o lançamento desta sexta-feira (31), a entrada será gratuita. Durante o evento rolará uma roda de conversa, entrevista e perguntas dos leitores. Após esta data, o livro “Ouroboros” estará nas livrarias Leitura (Bangu Shopping e Park Shopping Campo Grande), além de ser encontrado na loja online da editora (www.quimeraproducoesliterarias.com/loja) e no sebo Clepsidra (em São Paulo), no Submarino, Americanas e Shoptime. O preço de pré-venda está por R$ 33,00.

Marianna Roman é uma escritora carioca de 27 anos, residente em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro. É formada em Letras/Literatura, e atua como professora de Português, Literatura e Produção Textual, além de Inglês (fluente em inglês e espanhol). Conclui ainda nesse primeiro semestre, a sua segunda graduação: Publicidade e Propaganda. Também é fotógrafa e se considera uma cidadã do mundo (conhece do nordeste ao sul do Brasil, além de outros países). Tem extensão em marketing cinematográfico pela PUC/RJ e é fundadora da editora Quimera Produções Literárias.

A autora escreve desde os 17 anos, por incentivo de sua mãe. E hoje acumula um acervo de 22 obras escritas, 18 delas já publicados e 4 ainda por vir. Neste ano de 2020, Marianna completa 10 anos de carreira. Dentre suas principais obras estão: “LOVE, Sobre Segredos Sombras” e “Os homens de março” (terceira edição), publicado durante a Bienal do ano passado pela Quimera Produções Literárias. Esse último, é um suspense psicológico que fala sobre um rapaz que se mudou para a casa dos tios após a morte dos pais, numa comuna bem remota, nos confins da Croácia, e, depois que se torna policial no lugar, descobre alguns mistérios sobrenaturais.

O livro “Ouroboros” estará à venda durante o evento Salão das Letras Quimera, no dia 16 de Maio, e também a autora estará em uma roda de conversa sobre literatura de terror no Brasil durante o evento Geekimera Feira Geek, no dia 31 de outubro.

Autora R.A. Cirino explora o universo sobrenatural em novo romance, cheio de mistérios e segredos sombrios

Após a publicação de “Recomeçar”, em 2015, a autora R.A. Cirino está de volta com um novo romance. Desta vez, com a obra “Portal das Sombras”, ela nos leva a um universo sobrenatural, onde um vampiro, tenta governar o submundo ao lado do irmão ao mesmo tempo em que tenta lidar com seus sentimentos conflitantes em relação a uma humana, que já teve a vida constantemente marcada por criaturas das sombras. O livro é uma publicação da Editora Portal com cerca de 300 páginas e foi lançado no último dia 18 de janeiro em São Luís (MA).

“Portal das Sombras” é o primeiro livro de gênero fantástico da autora, também é o primeiro livro da série Mundo das Sombras que contará a vida de Elizabeth, uma humana que não fazia idéia da existência de criaturas mágicas e sombrias até ter sua vida completamente marcada por elas.

Na narrativa, Elizabeth Smith, ou apenas Lizzie, é uma jovem de 26 anos que, apesar de ser feliz e ter uma vida boa, possui marcas profundas em seu passado. Órfã desde os cinco anos, ela se vê sozinha novamente após a morte de sua melhor amiga. Mas com a chegada de Ciprian, um rapaz misterioso, sua vida muda completamente. Ele se apaixona pela gentileza da garota assim que a conhece, e o amor entre os dois cresce rapidamente. Porém, não será nada fácil vivê-lo, pois os segredos do rapaz podem trazer grandes surpresas na vida de Lizzie, que, cercada de novidade e em um lugar que nunca imaginou existir, terá de enfrentar seus piores pesadelos.

“Portal das Sombras” é um projeto que surgiu a partir de um dos contos de outra história escrita pela autora, onde a protagonista entra por um portal e dá de encontro com um mundo em guerra entre vampiros e lobisomens. Então, de uma conversa com a revisora de “Recomeçar”, seu primeiro livro, sobre o assunto de como os vampiros são abordados hoje em dia, Cirino resolveu pegar esse conto que já existia e transformá-lo em uma narrativa maior.

O livro possui classificação indicativa para maiores de 16 anos. Os exemplares físicos estão à venda na Livraria e Espaço Cultural AMEI (em São Luís), na Amazon e no site da Editora Portal (www.editoraportal.com.br/product/portal-das-sombras/). Os preços variam entre R $31,90 e R$ 39,90.

“Um romance com fantasia e pitadas de suspense. Fui totalmente seduzida pela história de Ciprian, um ser das sombras, e sua família nada convencional. Através de portais, ele pode vir ao nosso mundo e foi assim que ele conheceu Lizzie. Ela é uma jovem órfã, que já passou por muita coisa ruim na vida, mas permanece na luz da esperança de dias melhores e da bondade infinita no coração. Será que duas pessoas tão diferentes são mesmo destinadas uma a outra? Um livro com intrigas, paixões, muito mistério e um final de tirar o fôlego. Não vejo a hora de ler o próximo volume da série!”, escreve uma leitora da Amazon.

R.A. Cirino tem 28 anos, mora em São Luís-MA e adora filmes, séries, livros e qualquer coisa que envolva gastronomia e decoração. Potterhead e narniana, viciada em livros de fantasia e romance, acredita que a leitura pode transformar vidas e que um livro pode ser um passaporte para viagens emocionantes. Escrevendo desde os 12 anos, Rayoline já possui muitos projetos terminados e uma infinidade em construção e pretende não parar de escrever nunca, pois, para ela, usar a imaginação e criar mundos mágicos, romances e tudo mais é estar viva.

“Recomeçar” (Editora Angel), traz a jovem Anya e Matteo, seu marido, em um pequeno apartamento em Paris (França). Eles são felizes, têm uma vida confortável e nada lhes falta, mas um acontecimento inesperado muda a vida da jovem mulher que, de repente, se vê sem esperanças. E decidida a superar tudo que lhe aconteceu, Anya volta para a cidade onde nasceu e resolve enfrentar o mundo de cabeça erguida, chegando a São Petersburgo, Rússia, totalmente desligada de todo o seu passado.

Resenha: Aquele mês de abril - Goimar Dantas

Livro: Aquele mês de abril
Autora: Goimar Dantas
Ano: 2018
Páginas: 164
Gênero: Romance
Editora: Penalux
Classificação: 5/5 estrelas
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Sobre a autora: Goimar Dantas é jornalista, roteirista, escritora e mestra em Comunicação e Letras. Em 2011, foi finalista do prêmio Jabuti com a biografia “Cortez - A saga de um sonhador” (Cortez Editora), em coautoria com Teresa Sales. É autora de obras de diversos gêneros, como o livro-reportagem “Rotas literárias de São Paulo” (Editora Senac São Paulo, 2014); “veias e versos” (poesia, Editora Penalux, 2016); “A arte de criar leitores - reflexões e dicas para meditação eficaz” (Editora Senac São Paulo, 2019); além de livros infantujuvenis. Ministra palestra e saraus, sempre abordando temas ligados à literatura e à escrita. “Aquele mês de Abril” é seu primeiro romance.

Sinopse: O triângulo amoroso, tema clássico da literatura universal, é revisitado em “Aquele mês de Abril” sob ótica inusitada. Embora ambientado nos dias atuais, na cidade de São Paulo, o romance é alinhavado por cinco telas do pintor José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899), ícone das artes plásticas do séc. 19 e objeto de estudo de uma das protagonistas. Com o alcançar do enredo, fica claro que a figura emblemática do pintor vai se impondo nas linhas e entrelinhas da história de maneira cada vez mais intensa, pulsante e, por fim, assustadora. Os protagonistas estão imersos na densa mistura de amor, ciúme, traição, insegurança e obsessão, resultando em uma trama que mescla pinceladas vigorosas de beleza e drama. Em meio a elas, as telas de Almeida Júnior são como bússolas a nortear cenas, intenções e ações dos personagens. Um diálogo potente entre literatura e pintura, moldado por prosa poética e força imagética, capazes de conduzir os leitores a uma viagem que atravessa os séculos - tal qual a força dos grandes amores.

Resumo: O livro conta a história de Ana, uma amante da arte e especialista na análise das obras de José Ferraz de Almeida Júnior, com uma vida corrida e um casamento monótono ela conhece Helena, uma jornalista que frequentava um curso no qual Ana ministrava. As duas começam a se aproximar e com isso percebem que os sentimentos de ambas vai além do amor entre amigas. Com a aproximação, o amor foi ficando cada vez mais forte, ao ponto de se declararem e iniciarem um romance proibido. Mas com todos os encontros e mensagens românticas, Theo, marido de Helena, desconfia de seu comportamento e resolve descobrir o que está havendo. O que acontece quando Theo souber do romance das duas? E o marido de Ana, o que vai fazer quando descobrir as traições da esposa?

Opinião: O livro é constituído por capítulos onde se tem como título obras de Almeida Júnior, onde a análise se enquadra perfeitamente com o decorrer de cada capítulo. A história é envolvente, interessante e cheia de tensão, reviravoltas e com um final improvável, onde pode deixar o leitor impressionado. Indicado para todos os que gostam de um romance moderno e nem um pouco clichê.

Resenha: Ser feliz com quem quiser - Adhemir Fortunatto

Livro: Ser feliz com quem quiser
Autor: Adhemir Fortunatto
Ano: 2019
Paginas: 186
Gênero: Romance
Editora: Penalux
Classificação: 5/5 estrelas
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Sobre o autor: Adhemir Fortunato da Silva nasceu em Sertãozinho/SP. Autor dos livros “As aventuras do Bordão” (Humor-impresso/e-book), “Reflexão de um sujeito à toa” (Crônicas e contos-impresso/e-book) e “Toda feminista tem um machão no coração” (Romance) com Mariana Borges tem publicado o Livro “Amor prefeito” (Ed. Clube dos Autores).

Sinopse: Um milionário bom vivant, solteiro, muito atraente, que ama a música, a poesia e a pintura, na qual possui um estranho dom, que o intriga, e que vive à sombra de uma educação machista e materialista que teve, e da qual tenta se desvencilhar, sempre relembrando o que o pai e a mãe lhe disseram pela vida. Embora se envolva com uma escritora com vários problemas psicológicos decorrentes de sua atividade, ele prefere Cecília, uma alegre e otimista comerciário, pobre, estudante, casada, e que sonha um dia ser comissária de bordo. Questões existenciais, o direito de cada ser como é, bem como a implacável passagem do tempo, o sucumbir da beleza juvenil, são sempre colocadas em pautas. O livro tem como cenário São Paulo e Paris.

Resumo: O livro conta a história de Decicler, um homem rico, solteiro, músico, poeta e com um dom incrível de pintar pessoas no futuro ou passado sem nem ao menos vê-las nessa época; jovem e desprendido vivendo uma crise de existencialismo. Com seu pai doente e sua mãe exigindo que ele administre as empresas da família; Decicler tenta procurar seu próprio destino, e sem perceber acaba de apaixonando por Cecília, uma mulher casada, linda e com grandes sonhos; Ela irá ajudar o amigo a se encontrar e juntos vão realizar desejos e sonhos um do outro.

Opinião: Com capítulos bem elaborados e linguagem simples e moderna simples e moderna, uma obra que consegue prender o leitor com surpresas e reviravoltas incríveis; um romance dos tempos atuais com típico ar de amor platônico, indicado a todos que amam esse gênero e que preferem uma história mais contemporânea.

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