DESTAQUE

S. Barreto lança “As quatro estações” e marca seu espaço na literatura nacional

O escritor Saulo Barreto Lima lança mais uma obra de contos marcada pelo simbolismo e pela força narrativa: quatro histórias que dialogam en...

Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

Coletânea de poemas do diretor de teatro Paulo Williams é lançada pela Editora Penalux

O diretor de teatro Paulo Williams, que há anos atua na capital paulista, está para lançar seu primeiro livro: uma coletânea de poemas cuja proposta do autor é fazer o leitor sentir e enxergar as coisas de outra maneira, sob outros ângulos. “Paisagens Invertidas”, obra que sairá pela Editora Penalux, é constituída por 70 poemas, divididos em 7 partes, pelas quais perpassam as paisagens poéticas que o autor costura em seus versos. O evento de lançamento ainda não tem data marcada, mas a obra já se encontra em pré-venda pelo site da editora.

“A ideia é levar o leitor a experimentar uma vertigem causada pelo assombro da poesia diante da vida e do amor”, diz o poeta. Para Williams o valor de uma obra de poética consiste em criar para o leitor “uma ponte de atravessamentos e afetos”. “Por outro lado”, continua ele, “produzir poesia é também resistir. Não devemos nos calar, principalmente em tempos sombrios como o nosso”, adverte.

Nas palavras da escritora Aline Bei, que assina o prefácio do livro, “a precisão na escolha das palavras é notável, além da delicadeza e da sofisticação”. Ela ainda diz: “Fiquei pensando, depois de ler o seu livro, no quanto nos misturamos com as Paisagens que miramos... Não é possível olhar algo sem a lente do eu”. O livro também traz forte o tema do amor. “Amor como busca, amor como desejo, amor como devaneio, loucura”, complementa Willians.

Segundo Alexandra Vieira de Almeida, crítica e poeta que apresenta a obra na orelha do livro, a poesia de Paulo Williams começa pelo meio selvagem e natural até chegar à cidade com seus revezes. O poeta produz uma poesia que transforma o ambiente, revelando-nos uma íntima relação entre o interior e o exterior, o dentro e o fora. “Com relação à estruturação poética”, destaca a crítica, “Paulo Williams consegue com grande proeza unir a poesia à prosa, rompendo com o purismo dos gêneros. Além disso, o jogo com as palavras e suas combinações é inventivo, revelando-se na sua poesia a criação do verbo em êxtase estrutural e imaginário”.

Paulo Williams nasceu em Salvador (BA) em 1977, mas hoje vive em São Paulo. Formou-se em Filosofia e Artes Cênicas e estudou Dramaturgia na Escola SP de Teatro. O interesse pela poesia e filosofia vem desde cedo, resultando em inúmeras experimentações no teatro, tendo a literatura como foco de criação. Foi fundador do Grupo Tecelagem de Teatro, com o qual ganhou diversos prêmios como ator, dramaturgo e diretor. É autor das peças “Monóculo”, “Onoff”, “A Maçã”, entre outras. Atualmente desenvolve a ideia original dos roteiros das séries: Insólitas; Desaparecidos e Estranho Modo de Andar No Meio-Fio. O seu livro “Paisagens invertidas”, conta com 132 páginas e o valor dos exemplares na pré-venda estão por R$ 38,00 (www.editorapenalux.com.br/loja/paisagens-invertidas).

“Como a água que bebo”, novo livro do carioca Igor Calazans, fecha ciclo de poemas escritos há anos

“Como a água que bebo” é o terceiro livro do poeta carioca Igor Calazans, e fecha um clico de poemas que começaram a ser escritos desde 2014. O título desse novo livro sugere a poesia como fonte de vida do poeta, permeando os seus sentimentos mais plenos e profundas reflexões. De poemas métricos, principalmente sonetos, aos versos livres, o poeta aborda temas sobre a vida, a morte, amores, cotidiano, além de críticas sociais, sempre de uma maneira confessional e original. A obra foi publicada pela Editora Viés com 86 páginas e teve seu lançamento no último dia 31 de janeiro no Centro Cultura Paschoal Carlos Magno - CCPCM, em Niterói (RJ).

Além da sessão de lançamento do livro ocorrida em Niterói, houve ainda, no dia do evento, um sarau de música e poesia, com show da dupla Bruno D’Ávila e Daniel Franco, além do microfone ter ficado à disposição para convidados e poetas da cidade. O evento teve entrada livre e aconteceu a céu aberto no terraço do CCPCM. Os exemplares do livro estão à venda por cerca de R$ 40,00 pelos sites Recanto do Poeta (www.recantodopoeta.com/), Amazon, Livraria Fantástica Borges (online) e Livraria da Travassa (online). Além de poder ser encomendados com o próprio poeta pelo seu Facebook (www.fb.com/calazanspoeta) e Instagram (@calazansIgor).

“Os livros sempre estiveram próximos a mim por causa do meu avô que era poeta e romancista. Então, a leitura, as histórias, as capas dos livros e, até mesmo, o cheirinho das folhas me fascinavam. Não tinha em mente publicar um livro meu, mas, depois que os anos foram passando, junto a uma maturação intelectual e uma forma própria de escrita, passei a querer publicar”, revela o poeta, que despertou o interesse em publicar um livro depois de ter participado da antologia nacional “Sarau Brasil”, em 2014. “Ver um poema meu impresso, assinado, dentro de uma obra, instigou muito essa vontade. Mas só admiti publicar mesmo quando senti que já tinha uma construção poética sólida”, conclui.

Igor Calazans Abreu, mais conhecido na poesia apenas como Igor Calazans, nasceu em Niterói (RJ) no dia 22 de abril de 1986. É jornalista de profissão, mas carrega a veia poética desde muito jovem, pois seu avô, Nemecio Calazans, foi um importante poeta em sua cidade e presidente do Cenáculo Fluminense de História e Letras. Passou a publicar os seus primeiros poemas em 2010 pela internet e a boa aceitação foi um começo importante para essa formação. Daí, participou, em 2014, do prêmio literário nacional “Sarau Brasil”, em que ficou em terceiro lugar dentre mais de 3.500 poemas inscritos, sendo incluído em uma antologia. Isso lhe abriu portas e, no ano seguinte, publicou o seu primeiro livro de poesia, intitulado “Devaneios: O Recanto do Poeta”.

Depois de trabalhar muito com o seu primeiro livro, participando de encontros, palestras, eventos e saraus, Calazans publicou em 2017 a sua segunda obra, “Palavras de Estimação”, que veio para consolidar a sua trajetória na literatura. Em 2019, novamente teve destaque em um concurso nacional de poesia, ficando em oitavo lugar no prêmio “Poetize”, também com mais de 3 mil participantes. Nesse período também veio o seu terceiro livro, “Como a Água que Bebo”, obra que abrange todos esses anos de carreira.

Atualmente o poeta mora em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, e está muito inclinado em projetos e atividades literárias por toda a cidade. Foi convidado para participar de eventos importantes, como a Bienal do Livro e a “LER”, Salão Carioca do Livro. No final do ano passado, idealizou um movimento para propagar a poesia nas pessoas. Como jornalista, lançou recentemente o site “Recanto do Poeta”, que conta com um grande acervo da poesia mundial, entrevistas, perfis, matérias exclusivas e colunas especiais.

Os livros, “Devaneios: O Recanto do Poeta” (Travassos Publicações, 2015), “Palavras de Estimação” (Multifoco Editora, 2017), e “Como a Água que Bebo” (Editora Viés, 2019), fazem parte de uma série de poemas que Igor escreve desde 2010, e que abrangem muito a sua essência como poeta. O minucioso trabalho de um escritor para encontrar as palavras certas e que cinjam perfeitamente a sua reflexão. São temas bastante variados, que passam muito sobre questões existencialistas e cotidianas. Na forma estética de escrita, os poemas vão de sonetos clássicos, que passam do coloquial ao erudito, àqueles versos livres e inventivos, mas sempre de maneira original e com muita preocupação melódica e rítmica.

Rômulo Reis, o poeta das inspirações divinas colhidas no cotidiano

Rômulo Reis Oliveira é um poeta social, que vê no cotidiano todas as suas armas para expor seu olhar poético. Suas poesias transitam por temas como consciência social, direitos humanos, desigualdade, política e religiosas, evidenciando a poesia sacra. E toda esta inspiração fará parte de novo projeto do poeta, intitulado “Inspiração divina - poemas escritos por Deus, que já está no prelo”.

Nascido em São Luís do Maranhão, o poeta escreve desde os 16 anos. É o autor da obra “Cotidiano Urbano”, lançada em 2014 pela Editora SantMel, de Belém (PA). O autor conta com várias premiações, dentre elas: “CNNP - Concurso Nacional Novos Poetas 2014”, com o poema “A mulher, a essência da poesia”; e “VIII° Concurso POESIARTE de poesia”, com o poema “Grande Alma”.

Rômulo Reis é um poeta que observa a realidade, e que por meio dos versos ele materializa o sentido, e nos diz: “a poesia está nos olhos de quem vê, está presente em tudo”.

Enquanto esteve no jornal literário Olaria das Letras, de Minas Gerais, pelos bastidores continuava a escrever seus poemas. Retornou às atividades literária se apresentando no Sarau Poético Ludovicense (movimento cultural não-institucionalizado de poetas e poetisas, unidos pela palavra com o objetivo de promover a socialização da vivência poética).

Confira, na íntegra, o poema premiado no Concurso Nacional de Novos Poetas, de 2014:

A MULHER ESSÊNCIA DA POESIA

O homem é um rascunho normal
A mulher é a arte final
O homem é um esboço discreto
A mulher o discurso completo
O homem é um dia cinzento nublado 
A mulher é o aparecimento de um dia ensolarado

O homem é uma noite fria sombria
A mulher é uma noite de lua cheia
O homem é um peixinho 
A Mulher é uma sereia

O homem é uma grande explosão
A mulher é plena maturidade 
O homem procura satisfação 
A mulher busca a felicidade
O homem é uma ilusão 
A mulher a pura verdade

O homem é ditadura 
A mulher é democracia
O homem é a prosa da literatura 
A mulher é a poesia.

O ordinário contado sob o prisma da poesia em “Dane-se o impossível”, primeiro livro do autor André Machado de Azevedo

O ordinário contado sob o prisma da poesia: superlativos e devaneios costurados em parágrafos que aceitam rimas ou desesperos. É o que descreve a obra “Dane-se o impossível”, primeiro livro do escritor e professor André Machado de Azevedo. Lançado em dezembro do ano passado no Rio de Janeiro, o livro, com capa de dupla face, conta com 200 crônicas, 27 poesias e 22 frases e se divide em duas partes, com histórias curtas que dão luz a personagens fortes. A edição da obra é da Chiado Books e vem com 520 páginas. O próximo evento de apresentação da obra será em São Paulo, no dia 24 de janeiro, a partir das 18h30min na livraria Martins Fontes (Avenida Paulista, 509).

“Dane-se o impossível” fala sobre minorias, preconceitos, liberdades, segregação, amor, infância. A obra é múltipla por natureza. O livro conta com duas capas (dupla face): uma ao contrário da outra, o que torna necessário girar o livro para a leitura da parte oposta. Uma metade foi editada de forma tradicional e a outra no modelo mangá, o que requer que a leitura seja feita de detrás para frente.

O livro tem sido bem recebido pelos leitores. Só no dia do lançamento, ocorrido no Rio, foram vendidos cerca de 100 exemplares em apenas três horas de evento. Depois disso, o autor tem recebido várias postagens de agradecimento. Os exemplares da obra estão disponíveis por R$ 50,00 pelo site da editora (www.chiadoeditora.com/livraria/dane-se-o-impossivel), além de ser encontrado também nos sites das livrarias Travessa, Martins Fontes Paulista, Leitura, Cultura e Amazon.

“O desejo de escrever um livro é antigo: lembro de escrever, numa aula de redação, um texto sobre sonhos e falei sobre isso - escrever um livro. Tinha apenas 10 anos e a vontade ficou guardada e ressurgia ao longo do tempo. Muitas postagens antigas do Facebook me lembram dos textos e poesias que eu dividia com os amigos da rede”, lembra André. “Numa sessão de terapia, ouvi a pergunta: - o que você gosta de fazer? Respondi que era ler e, mais ainda, escrever. Ela me indicou procurar uma noite de autógrafos de algum autor que eu gostasse, mas optei em procurar um novo”, continua.

A partir daí, André conheceu o escritor português Pedro Chagas Freitas - autor de mais de 25 livros, e hoje já considerado um best seller mundial. Ele, por acaso, estaria numa sessão de autógrafos no Rio, em Botafogo, e foi então que André aproveitou e foi até lá. Descobriu que ele promovia aulas de escrita, workshops e um campeonato de escrita criativa - que o prêmio era o lançamento, sem qualquer custo, pro vencedor. Foram oito meses de curso, até André vir a participar da 42° edição do Campeonato. Acabou vencendo a edição do evento em janeiro de 2019, e em setembro do mesmo ano, o livro “Dane-se o impossível” foi lançado pela Chiado Books aqui no Brasil e em Portugal.

André Machado de Azevedo mora no Rio de Janeiro, capital. Formou-se academicamente como Geógrafo e trabalha na área: é professor municipal de uma escola de Ensino Fundamental 2 (de 6° a 9° ano). Fez pós-graduação em Geografia Escolar. Como escritor, “Dane-se o impossível” é o seu primeiro livro publicado.

“São 440 alunos divididos em dez turmas: um trabalho exaustivo e em condições precárias, mas que se tornou fundamental no processo do livro. Boa parte da obra foi feita na escola, durante os intervalos ou enquanto os alunos realizavam tarefas. Muitas vezes, eu lia pra eles as crônicas e poesias. Essa troca foi fundamental em todo o processo”, relata o autor.

A universalidade das coisas aos olhos da poetisa Sophia Faustino, na obra inédita “Alavenca Esfinge”

Publicado recentemente pela Folhas de Relva Edições, o livro “Alavenca Esfinge” é o primeiro a ser lançado com poesias de Sophia Faustino. “Nele, há poemas um tanto experimentais em forma, sem desatar as mãos das linhas do verso e da tradição de nossa literatura. Tudo harmoniosamente desarmônico no mesmo amontoado, espelhando as sensações e pessoalidades de uma jovem em processo de descoberta”, nos remete a autora sobre o livro. A publicação partiu de arrecadações feitas em campanha online, e de todos os seus colaboradores. O lançamento ocorreu no dia 3 de outubro na Casa das Rosas, em São Paulo (SP).

Os temas abordados na obra, vão para além do texto e quem o produz, ao tratar de universalidades como o amor, a sociedade, a metafísica da vida, do sexo, de Deus e do próprio ato da escrita. O livro possui cerca de 74 páginas e está à venda por R$ 30,00 pelo site da editora (www.editorafolhasderelva.com.br/alavenca-esfinge), na Tapera Taperá e em breve em  outras livrarias de São Paulo.

Sobre o livro, Sophia nos revela: “Aqui cabe o discurso mais batido de todos: escrevo porque preciso, morro se não escrevo. Foi justamente essa necessidade imprescindível de escrever que me deu a oportunidade de trazer meus devaneios palavreados à tona. Chiara Provenza e Alexandre Staut acreditaram, assim como eu, que a catarse pela poesia nos torna um pouco mais gente. E assim veio a minha estreia na revista São Paulo Review, onde podem ser lidos três poemas meus. A partir dalí, foi surgindo o corpo de Alavenca Esfinge”.

Sophia Faustino nasceu na virada para o último ano do século XX. Cresceu em Mogi das Cruzes (SP) e hoje vive na capital paulista, onde cursa Letras na Universidade de São Paulo. Vem expressando sua necessidade de escrever desde seus primeiros contatos com a produção literária lusófona. Teve seus primeiros versos publicados aos 19 anos pela revista literária São Paulo Review. Mais informações sobre a autora e a editora, estão no link https://bit.ly/2MEWSsI.

“Para ler Alavenca Esfinge, é recomendável dar uma cambalhota e suspirar. À maneira do que diz um de seus poemas finais, a poesia de Sophia adentra o vagão, desafiando o tédio, a ânsia, a inércia, mas também respondendo com certa preguiça fingida. O tom geral que me fica é o de gravidade, às vezes deboche, outras vezes coragem, na sintonia com tudo o de muito contemporâneo que há e com que a poesia aqui conversa”, escreve Ana Elisa Ribeiro.

A subjetividade do “eu lírico” no mais novo livro de poesias em prosa do escritor paulistano Ruy Proença

“Monstruário de fomes” (Editora Patuá, 2019) é um livro de poemas em prosa e o segundo, nessa categoria, publicado pelo escritor e poeta paulistano Ruy Proença. O lançamento do livro ocorreu em outubro de 2019 na Biblioteca Álvaro Guerra, em São Paulo (SP), em conjunto com o poeta Pádua Fernandes, autor do livro “O desvio das gentes”. Na ocasião do evento, houve uma fala dos autores sobre processo criativo. O livro foi selecionado e publicado com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Com cerca de 112 páginas, “Monstruário de fomes” está dividido em duas partes, assim como “Caçambas”, o livro anterior do poeta. A primeira parte, Estetoscópio, abriga os poemas de uma voz interna, mais ligada à subjetividade do eu lírico; a segunda, Papel-carbono, traz poemas que dão voz à fala alheia. São colagens, paráfrases, reorganização, diálogos com a voz do outro, a partir de escutas, documentários, publicidades, letras de música, poemas, textos jurídicos. Nessa parte, a própria questão da autoria é colocada em causa. Os exemplares da obra estão disponíveis em algumas livrarias físicas de São Paulo e no site da editora por cerca de R$ 38,00 (www.editorapatua.com.br/).

A partir de um comentário pessoal feito por Ronald Polito, que escreveu a orelha de seu livro “Caçambas”,  Ruy decidiu voltar a experimentar o caminho da escrita de poemas em prosa. “Até como uma forma de ‘quebrar’ um pouco a mão, isto é, tentar me desvencilhar de algum automatismo. Aquela coisa, quando você passa a escrever bem com a mão direita, troque de mão e comece a escrever com a esquerda. A poesia tem a ver com essa refundação do olhar, da maneira de criar, enfim, tentar descobrir novos caminhos”, justifica o poeta.

Ruy Proença é um escritor e poeta paulistano nascido em 1957 e residente na mesma cidade. É engenheiro de minas, formado na USP, exercendo a profissão até os dias atuais. Desde cedo interessou-se pela escrita e, particularmente, por poesia. Nos anos 70 teve a oportunidade de conviver com Roberto Piva, Cláudio Willer, Roberto Bicceli e outros poetas a eles ligados. Mas foi no início dos anos 1990 que fez uma opção mais determinada pela poesia.

Junto com Fabio Weintraub, Chantal Castelli, Rodolfo Dantas, Flávio de Souza Corrêa, Cesar Garcia Lima e outros, começaram a trabalhar em grupo com projetos envolvendo pesquisa, criação e divulgação de poesia. O grupo chamava-se “Cálamo” e durou cerca de 12 anos, até o início dos anos 2000. Vários dos participantes são hoje poetas com mais de um livro publicado; alguns, além de escritores, são acadêmicos. Atualmente, Ruy possui seis títulos publicados, além de um livro de poesias e de uma plaquete infanto-juvenil.

No seu primeiro livro, “Pequenos séculos”, de 1985, o autor traz uma sessão de poemas em prosa. Desde então, não mais dedicou-se a esse estilo de poesias, salvo um poema em prosa escrito especificamente para o número 14 da revista Inimigo Rumor, edição especial dedicada à publicação de poesias em prosa. Já em “Caçambas”, o seu penúltimo trabalho, lançado em 2015, o poeta traz poemas versificados. A obra é dividida em duas sessões: Rádio de galena, que traz poemas mais ligados à memória pessoal; e Singular coletivo, que traz poemas mais ligados ao cotidiano urbano.

Poeta Ricardo Escudeiro lança novo livro de poesias com textos que provocam o leitor a certas inquietações

Lançado no último dia 30 de novembro em São Paulo (SP), “A implantação de um trauma e seu sucesso” torna-se o mais novo livro de poesias a entrar para o acervo de publicações do poeta paulista Ricardo Escudeiro. Na obra, com pouco mais de 150 páginas, o poeta transcreve para o papel as suas inquietações a cerca da dura realidade do dia a dia, das perdas daquilo que pareciam conquistas, colapsos sociais, medos, necropolítica, genocídio, e outros pontos que desconfortam o país. O prefácio do livro foi escrito por Penélope Martins e o posfácio é de Donny Correia. A publicação é da Editora Patuá/Editora Fractal (coedição).

As razões para o livro provém de inúmeros fatores: “Por conta de nossos últimos tempos e da nossa realidade atual, com a ascensão disso que ocupa o governo do país, essa mistura de extremismo religioso pentecostal com a ultradireita, prática explícita de necropolítica com a precarização dos serviços básicos afetando diretamente os mais marginalizados socialmente, genocídio dos mais pobres, exaltação de torturadores, etc, talvez seja mais palpável falar em desmotivações e que, a despeito disso, escrevemos. Talvez para compartilhar/incitar desconfortos e estranhamentos”, destaca o autor.

Segundo Escudeiro, provavelmente a escrita inicial, que deu os primeiros passos para o livro, deva ter ocorrido quando ainda era criança. “A ideia de escrever não sei dizer exatamente, mas acho que esse livro começou a ser rascunhado em algum momento entre a primeira vez que quebrei o nariz (quando eu tinha uns seis anos mais ou menos, e caí enquanto brincava) e a primeira vez que li esses versos, do livro Ciclópico olho (2011), de Horácio Costa: [...] & as fraturas / & os desmoronamentos / & as cantigas da gravidade / & o caminho ao pó// o meu caminho / & o muro”, revela ele. Esse seu novo livro já está a venda por R$ 38,00 pelo site da editora (www.editorapatua.com.br/produto/103662/a-implantacao-de-um-trauma-e-seu-sucesso-de-ricar) e pela Patuscada - Livraria, bar e café (Rua Luís Murat, 40 - Vila Madalena), em São Paulo.

“aqui temos uma escrita do sentir. Do sentir como ‘perda irreparável/o terminar de cada dia’. Sentir o ‘projétil diagnosticado como perdido’ – a bala que atravessa a carne como o braço do capitão do mato destruindo tudo pelo trajeto. Sentir a dor do outro, seja em Amityville, em Barbacena ou em ‘pequenópolis’. Sentir ‘a sensação assim em pleonasmo mesmo’ de ‘colar na favela depois da tempestade de vento’ e ver ‘os barracos os negócios todos destroçados’. Sentir a mão cravejada ‘na brita e pela brita’. Sentir o ódio – ‘o pivete estrebuchando’ – e o amor como ‘um instante de ódio’. Sentir o(s) corpo(s), ‘seja em imagem ou som’. Seja em Lynch, Toy Story, Street Fighter. Seja em Henryk Górecki, Facção Central, Rihanna. Seja em Stela do Patrocínio – a loucura, a fome, a rua. Seja em Saramago – a violência revolucionária. Seja em Ricardo Escudeiro – a legião, voz que faz dialogar tantas inesperadas vozes na implantação de um bem sucedido trauma”, escreve Bruna Mitrano na orelha do livro.

Ricardo Escudeiro reside em Parque Capuava, um bairro periférico de Santo André (SP), cidade onde nasceu em 1984. É (ex) metalúrgico e (ex) professor. Autor dos livros de poemas “a implantação de um trauma e seu sucesso” (Editora Patuá/Editora Fractal, 2019), “rachar átomos e depois” (Editora Patuá, 2016) e “tempo espaço re tratos” (Editora Patuá, 2014). Graduado em Letras na USP, desenvolve projetos com interesse em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e Estudos de Gênero. Atua como editor na Fractal e assistente editorial na Patuá. Idealizou e montou, em parceira com o artista Leonardo Mathias, o work in progress “A mecânica do livro no espaço”, dividido em três temporadas: “piloto”, na Casa da Palavra, em Santo André (2016), “segundo movimento”, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em São Paulo (2017) e “desmonte”, no Patuscada – café & livraria, em São Paulo (2017).

Possui publicações em mídias digitais e impressas: Escamandro, Germina, Jornal RelevO, Revista 7faces, Mallarmargens, Flanzine (Portugal), Enfermaria 6 (Portugal), Tlön (Portugal), Gazeta de Poesia Inédita (Portugal), LiteraturaBR, Diversos Afins, Ruído Manifesto, Arribação, Poesia Avulsa, entre outras. Traduz, sem periodicidade definida, poemas de poetas brasileiras para o inglês na série “desglutição em outras línguas”, publicada na Mallarmargens. Traduziu poemas da poeta afro americana Nayyirah Waheed, que foram publicados nos formatos PDF, EPUB e MOB para download livre, pelo selo gueto editorial, da Revista Gueto, em 2017. Publicou mensalmente, entre 2014-2016, poemas na Revista Soletras, de Moçambique. Participou das antologias “Os pastéis de nata ali não valem uma beata – antologia de 2017” (Enfermaria 6, 2018), “29 de abril: o verso da violência” (Editora Patuá, 2015), “Patuscada: antologia inaugural” (Editora Patuá, 2016), “Golpe: antologia-manifesto” (Punks Pôneis, 2016) e “Poemas para ler nas ocupa” (Editora Estranhos Atratores, 2016).

“[...] Estes poemas, que trazem em sua forma um quê de prosa – ainda que a pontuação tenha sido deglutida pelo Pantagruel da arbitrariedade que só cabe ao criador –, versam sobre a desagregação, sobre o fundo cego de uma garrafa côncava, o absurdo de um osso que arde quando sente a vibração de um despertador às 6:30 da manhã de uma segunda-feira embargada em ressaca moral adquirida. Em vários momentos, o poliengenhoso boxer Escudeiro parece dar uma dura em Deus e lhe cobrar as contas da pequenópolis que não pediu para nascer. É como se regozijasse no escárnio ao pensar blasfêmias à lá 'Se Deus veio, é bom que esteja armado'. [...]”, texto de Donny Correia, no posfácio da obra.

Livro infantil da autora Sinhara Garcia traz reflexões da vida de maneira poética

A escritora cearense Sinhara Garcia lançará no Rio o seu mais novo livro, “O Universo de Sinharinha - Castelos na areia, para saber ganhar na ausência”. O lançamento será na Livraria Bambolê (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 1.072, loja 2 – Copacabana), no dia 7 de dezembro, a partir das 9 horas. Com uma leitura reflexiva e poética sobre desafios da vida, a obra é composta por seis contos que falam sobre a temporalidade da vida, o encontro com o amor, geração do filho, perda de parentes e superação.

Segundo a escritora, que também é cirurgiã-dentista, o objetivo é compartilhar reflexões sobre a vida, fazendo com que as pessoas se inspirem com elas mesmas e com a própria criança interior, possibilitando o autoconhecimento e a superação de perdas. “No final de cada capítulo, há perguntas trazendo uma meditação sobre o tema lido”.

Com boas pitadas de humor, cada história é acompanhada de ilustrações, no estilo aquarela, que fazem referência a cada momento passado pela autora, como criança, mulher, mãe, representação do seu filho e as lições que ela repassa ao pequeno herdeiro.

“O universo de Sinharinha – Castelos na areia, para saber ganhar na ausência” está à venda por R$ 39,90 pelo Instagran da autora (www.instagram.com/dra.sinharagarcia).

Novo livro de poesias de Thássio Ferreira será lançado neste mês no Rio e em São Paulo

Em “agora (depois)”, seu terceiro livro de poesias, o autor Thássio Ferreira desnovela a linha do tempo de uma história de amor, de trás para frente. São 52 poemas que se organizam em duas partes: um “agora (depois)”, instalado após a separação, e o “agora” anterior, do início do relacionamento até sua crise. Dividindo esses dois tempos, um retrato em prosa do momento fatal em que o barco se desamarra do cais. O livro é uma edição da Editora Autografia (selo Bem-te-li) e o primeiro lançamento será no próximo dia 7 de dezembro no Rio de Janeiro (RJ), e posteriormente, no dia 10, em São Paulo (SP). Em ambos os eventos haverá sessão de autógrafos e leitura de poemas. A entrada será livre.

“Cantar o amor é uma predestinação dos poetas. Quando esse mesmo amor acaba (por concluir ou não seu ciclo), o poeta corre o risco de cantar ainda mais – e melhor. No seu terceiro livro, Thassio Ferreira faz mais do que poetizar as dores provocadas pela ruptura de uma relação amorosa. Ele expõe de forma corajosa todo o vazio desse não-lugar que ocupamos quando não mais pertencemos a outrem (e nem quiçá a nós mesmos)”, escreve o poeta Christovam de Chevalier, na orelha do livro.

Entre referências e epígrafes que remetem a Caio Fernando Abreu, Herbert Vianna, Drummond, O Mágico de Oz, Marvin Gaye, Jards Macalé, Tulipa Ruiz, Clarice Lispector e Peninha, o poeta “canta como quem parisse espinhos, sem meias palavras. E, assim, brinda-nos com textos de forte riqueza imagética. Como se o leitor não tivesse nas mãos um livro, mas uma tela sobre a qual são projetadas cenas reais, tamanho o despudor do que é narrado/cantado”, ainda segundo Christovam de Chevalier.

Os poemas do livro “agora (depois)” foram escritos ao longo de quase três anos de relacionamento e um ano depois do término. “A ideia de reuni-los em um livro ocorreu-me como um jeito de lidar com toda a bagagem sentimental que aqueles poemas me causavam”, revela o autor. A obra está há venda por R$ 30,00 pelo site da editora (www.autografia.com.br/produto/agora-depois/), além de ser encontrado também na Patuscada Livraria Bar & Café, e em contato diretamente com o autor pelo facebook, instagram ou pelo e-mail thassioescritor@gmail.com.

Thássio Ferreira nasceu e cresceu na região metropolitana do Rio de Janeiro, e vive na capital há treze anos. Em 2016 publicou o seu primeiro livro de poemas, “(DES)NU(DO)”, pela Editora Ibis Libris; e em 2018 o seu livro “Itinerários” foi o vencedor do I Concurso Literário da Ed. UFPR, que o publicou no mesmo ano. Foi editor-executivo e curador da Revista Philos de Literatura Neolatina de 2017 a 2019, e um dos realizadores da Casa Philos nas Festas Literárias Internacionais de Paratay (FLIP) em 2018 e 2019.

Tem poemas e contos publicados em diversas revistas e antologias, como a Revista Brasileira (nº 94), da Academia Brasileira de Letras, Escamandro — poesia tradução & crítica, Gueto, Ruído Manifesto, Mallarmargens, Germina, Revista Ponto (SESI-SP), Vício Velho, InComunidade (Portugal) e Prêmio VIP de Literatura 2016, 2017 e 2018. O seu conto “Tetris” foi o vencedor do Prêmio Off Flip 2019, e o livro inédito “Cartografias”, finalista do Prêmio Sesc 2017. 

Para o ano de 2020 estará lançando uma coletânea de contos, sob o título “Nunca estivemos no Kansas”. O seu trabalho pode ser acompanhado também na página facebook.com/thassioescritor e no instagram@thassiof.

Os lançamentos agendados para o livro “” acontecerão na Galeria Café (Rua Teixeira de Melo, nº 31, lj E – Ipanema), no Rio, a partir das 16 horas, e na Patuscada – Livraria, bar & café (Rua Luís Murat, n. 40 – Pinheiros), em São Paulo, às 19 horas. A venda física do livro em lojas do Rio de Janeiro ainda está sendo negociada, com previsão de disponibilidade em janeiro de 2020.

Escritora Sharlene Serra é homenageada com o prêmio literário Monteiro Lobato, Melhores do ano, promovido pela Literarte

A escritora maranhense Sharlene Serra, autora da coleção “Incluir”, foi homenageada com o Troféu Monteiro Lobato de Honra ao Mérito Literário, na categoria “Melhor Livro de Inclusão”, promovido pela Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas, no último dia 13 de setembro em Búzios, no Rio de Janeiro. A coleção “Incluir” é composta por cinco obras que trabalham a educação inclusiva e abordam a inclusão de pessoas com deficiência através da leitura. O Prêmio Melhores do Ano, da Literarte, teve sua primeira edição em 2012, homenageando artistas que se destacam e produzem durante todo o ano.

No primeiro livro da coleção, “Olhando Com Ritinha”, a autora fala sobre a aprendizagem da pessoa com deficiência visual e apresenta as combinações do braile. Em “Ouvindo Com Vitória”, ela nos faz aprender que mesmo em silêncio, podemos nos comunicar e assim ouvir o som da inclusão. O terceiro da coleção, “Caminhando Com Paulo”, conta a história de um garoto cadeirante que faz uma mobilização para tornar a cidade mais acessível e mostra as dificuldades de acessibilidade enfrentadas. Em “Aprendendo Com Biel”, o assunto é a Síndrome de Down, onde é mostrado a escola como espaço ideal para o resgate de aceitação e eliminação de preconceitos. “Interagindo Com Lucas”, aborda o TEA (Transtorno do Aspectro Autista), e conta a história de Lucas, um garoto com autismo, que nos apresenta sua forma de ver, sentir, viver e interagir com o mundo.

Além do prêmio de “Melhor Livro de Inclusão”, Sharlene foi vencedora também do Concurso de Poesia, sendo a primeira colocada com a poesia “Sou Frida”, vista a seguir:

SOU FRIDA

Tenho memórias tatuadas 
nos pensamentos dos dias
Poemas gritam no silêncio 
das noites entristecidas

Emudeço no medo
aceito pela vergonha do 
Holocausto no amor 
Sigo calada, 
Camuflando a própria dor

As histórias escrevo com 
lágrimas sofridas
tinta vermelha de tonalidade
enfraquecida.

Amanheço no resgate
da força que vem do útero!
A coragem vence o medo
consigo ver luz no escuro.

A vida percorre a veia
me livrei da teia.
sou forte
Sou mulher!
Sou aguerrida!
Não me kahlo na dor 
“Sou FRIDA”.

Sharlene Serra reside em São Luís, capital do estado do Maranhão. É designer, Pedagoga, especialista em Educação Inclusiva. Trabalha na Secretaria Municipal de Educação - Núcleo de Enriquecimento de Estudantes com Características de Altas habilidades e Superdotação (NEECAH/S), é formadora educacional na área de Educação Inclusiva, palestrante e escritora. Além dos livros da coleção Incluir, a autora possui também o livro “Diário Mágico: Um Segredo Para Contar”, que aborda sobre abuso infantil, participação na antologia “Setembro Poético”, lançada em 2017. E prepara o lançamento do novo livro “Espelhos de Eva”, pela editora Penalux, previsto para o mês de novembro. No próximo dia 25 de setembro estará em Caxias/MA para a FLICT - Feira de Literatura, Cultura e Turismo da Região dos Cocais, onde é a escritora homenageada.

Livro “40 Poemas”, da poeta Alexandra Vieira de Almeida, brinca com o imaginário e o inconsciente do leitor

“Transportar o leitor a um estágio de êxtase poético a partir de imagens enigmáticas, inusitadas e inebriantes”, essa é a proposta do livro “40 Poemas”, da poeta carioca Alexandra Vieira de Almeida, relançado pela Editora Penalux sob o selo Poesia. A obra traz textos mais herméticos e oníricos, que trafegam pelo imaginário e o inconsciente do leitor. Com 78 páginas, o livro já está disponível na loja online da editora.

Por considerar a leitura como uma experiência arrebatadora que leva as pessoas aos mistérios do ser e do mundo, Alexandra faz questão de enfatizar essas características em sua obra com um conteúdo poético muito rico e extenso que brinca o tempo todo com a imaginação do público. “Meus poemas são caudalosos, transbordantes, como um rio que corre de forma vertiginosa. Quero embriagar o leitor com doses de vinhos num estado de sonho e fabulação”.

Segundo a autora, o trabalho recebeu grande influência de importantes épocas da literatura, como o Simbolismo e o Surrealismo: “As maiores inspirações vieram dos poetas Rimbaud e Murilo Mendes”.

Ela comenta ainda que a poesia favorita é o “O pescador e o mar”, que consta na quarta-capa do livro. “É um dos poemas que minha mãe mais gosta. Mostra toda a relação do pescador com aquilo que o rodeia em sua atividade na água”, diz.

Para o Doutor em Literatura Comparada pela UERJ Marcelo dos Santos, os poemas da obra de Alexandra são “ruídos de uma experiência que transita entre o sonho e o rito”. Segundo Santos, os textos levam o público para uma espécie de experiência que une sonhos e devaneios, ritualizando os versos como imagens malabaristas que introduzem os momentos de beleza como no estágio originário do mito.

Foto: Tiberius Drumond
Nascida e criada no Rio de Janeiro, Alexandra Vieira de Almeida é professora, poeta, contista, cronista, resenhista e ensaísta, além de ser Doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Já publicou cinco livros de poesia adulta, sendo o primeiro “40 poemas” e o mais recente “A serenidade do zero”. Também tem um livro ensaístico, “Literatura, mito e identidade nacional” (2008), e um infantil, para crianças de 6 a 10 anos, “Xandrinha em: o jardim aberto” (Penalux, 2017). A obra “40 Poemas” está à venda por R$ 36,00 pelo link www.editorapenalux.com.br/loja/40-poemas?search=40%20poemas.

Célicas lembranças - Anderson Lima


Hoje acordei com o toque do sino que parecia penetrar minha alma. O soar dos sinos nos remete à oração, conecta-nos conscientemente ao sagrado e enche o coração da gente de célicos sentimentos. Uma borboleta apareceu na minha janela e fez-se céu no meu dia nublado e frio. Era uma borboleta solitária, daqui da janela ela voou para as flores que enfeitam o claustro. Viver na clausura é desdobrar-se constantemente para uma vida de oração, trabalho e sacrifício.

Choramos quando descobrimos uma doença, e sorrimos esperançosos quando aprendemos a conviver com ela. Assim é a dor, ela vem como porta de entrada par um caminho que parece não ter volta, mas tem. Carlos Drummond de Andrade dizia que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Refletir sobre a dor e o sofrimento é lançar um olhar profundo sobre o autoconhecimento e a autoaceitação, é respeitar o nosso corpo como algo sagrado.

Conheci uma mulher que estava sempre alegre, apesar de seu sofrimento, ela morreu sorrindo. Fiquei impressionado com a força que ela tinha mesmo estando debilitada e sofrendo com uma doença. Ela me ensinou que para conseguirmos vencer algo que seja maior do que nós só mesmo sorrindo. Porque uma alma feliz é morada de Deus. Transformar o sofrimento em expiação, oferecendo tudo por amor. Nesse intervalo da vida entre a alegria e a morte o que essa forte mulher me ensinou foi muito mais que ser alegre, ela ressignificou com a própria vida as suas muitas dores em flores. No leito de seu sofrimento ela deu amor, colo aos filhos e netos, e sorriu até os últimos momentos.

Essa incrível mulher que quis na sua existência imitar Maria, iluminou muitas vidas com sua luz e suas cores e a minha vida é uma delas. Dona Esmelina, minha querida avó, no nome e na vida sempre foi flor. Nosso Senhor a levou para florir lá no céu.

Aqui no silêncio do claustro, entre as borboletas e as lembranças de minha avó o sol do meio-dia se vai, alguns medos e gélidas tristezas também, mas as flores e a saudade são partes de mim. Os sinos despertam em nós sentimentos afáveis e anunciam que a nossa morada é no céu.

Conheça Aline Bastos, a poetisa que transpira o amor em todas as línguas

Foto: Serginho Carvalho Fotografia
Autora do livro “O Amor Em Todas As Línguas” (Autografia, 2017), cujo todos os exemplares da edição foram esgotados, Aline Bastos é a poetisa que transpira o amor “em todas as línguas”. Em seus textos poéticos, a escritora, que é carioca, fala de amor, com sentimentos ao se relacionar, e com inspirações de histórias reais e ficções, transformadas em versos, frases e poesias. A obra é um sonho que surgiu há vários anos, quando a autora tinha apenas 12 anos de idade.

Aline Bastos é natural do Rio de Janeiro (RJ), nascida em 1984. É Graduada em Administração de Empresas, Modelo fotográfico, Influencer, fotógrafa da @estrelaquebrilhafotografia, colunista (Gazeta da Paraíba e Revista Valores e Negócios), divulgadora da empresa R.E. Buffet e escritora desde 12 anos. Publicou o seu primeiro livro “O Amor Em Todas As Línguas” no dia 10 de agosto de 2017, e em breve fará o relançamento da obra, além de publicar o volume II juntamente com o livro “A pimenta Que Eu Quero”, da Editora e Gráfica Crescimento. Participou recentemente da antologia do dia dos Namorados de Marcos Santos da Editora MWG, O livro está a venda no Mercado Livre no valor de R$ 39,00 (https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1260272307-antologia-dia-dos-namorados-_JM?quantity=1).

A autora já foi convidada para participar de diversos eventos, como a Bienal Internacional do livro de 2017, FLIMINAS, FLIPA, FLIR, Salto Fino, Bazar Artdoces, dentre outros. Se destacou com as suas ideias e saiu de trás dos livros para interagir com o público com o intuito de incentivar a literatura. Virou notícias que circulam no Google, em sites como o Bookeiro Publish, Desencaixados, Portugal, Gazeta da Paraíba, e outros mais.

Por conta de sua maneira de ser e de levar a vida com mais amor, passou a ser mais vista e está cada vez mais conquistando um público grande e se destacando nas redes sociais. Os leitores de suas escritas se emocionam e quase sempre estão vivenciando o que a escritora escreveu, com isso anda sendo muito procurada para conversar, recebe e-mails com histórias reais, as pessoas pedem conselho e também contribuem com a escritora de ter mais conteúdo baseada na experiência de cada pessoa que a procura. Essas pessoas na visão da escritora passam a ser amigos, apoiadores e aptos para ajudá-la a espalhar o amor em todas as línguas. A colunista levanta a bandeira do amor próprio mostrando a importância de ser amar em primeiro lugar para poder assim amar o próximo, luta contra o preconceito em geral e também luta a favor da união das mulheres contra o machismo. Com essa magnitude a Aline tornou-se exemplo e chamou a atenção do responsável do Gazeta da Paraíba pelo o seu trabalho que a convidou para ser a colunista do blog.

Aline Bastos foi entrevistada pela Magnólia e o apresentador João divulgou a entrevista na rádio Gazeta da Paraíba, participou de uma entrevista feita pelo apresentador Ailton Bezerra da TV Canal 02 da Net, participou de duas entrevistas na Rádio Maranata e ONTV digital e também participou da Rádio Maravilha Rio e entre outras programações na rádio. 

Foi destaque na capa da revista Amazing de São Paulo e a entrevista cobriu duas páginas. Será divulgada a apresentação de Aline Bastos na Revista Valores e Negócios como colunista das futuras edições.

Tornou-se modelo fotográfico onde foi convidada para participar de vários ensaios fotográficos, foi convidada para um ensaio fotográfico em Belford Roxo, como a escritora levanta a bandeira do amor próprio e da união das mulheres contra o preconceito se identificou com o Projeto que a Ane Pontes nomeou a colunista como madrinha do Mulheres Urbanas - @anepontesfotografia e  atualmente está realizando parcerias para diversos seguimentos como influenciadora nas suas redes sociais. Conheçam os parceiros abaixo:

    • Bookeiro - @bookeiro
    • Editora e Gráfica Crescimento - @teologiaparaobrasil
    • Bazar Artdoces
    • Salto Fino (Assessoria de imprensa) - saltofino.oficial
    • Revista Valores e Negócios - @valoresenegocios
    • Cris Pole - @crispoleoficial
    • Yoga e massagens Fernando Hartmann - @fernandohartmanncarioca
    • R.E. Buffet - @rebuffetltda
    • Sergio Carvalho - @serginhocarvalhofotografia
    • Ensaio Sensual - @meuladosensual
    • Paula Peres - @paulaperesnutri
    • Dentista - @dra.mariaconcepcionrosas
    • Alves Paris - @alvespaisrj
    • MHF Multimarcas - @mhfmultimarcas
    • Salão de Beleza Houter Coiffeur Genesis - @genesishautercoiffeur
    • Marcia Antunes Manicure @cinhantunes
    • Estrela que brilha fotografia: @estrelaquebrilhafotografia
    • Giba Poeta - @gibapoeta e @mwgeditora
    • Salão de Beleza Nuances By Iramis - @nuancesbyiramisribeiro
    • Maquiador - @juliano_make_up
    • Professor de Educação Física - @felipern89
    • Aluanda Brigadeiro Gourmet - @aluandasousa
    • Ensaio fotográfico urbano - @anepontesfotografia
    • Extensão de cílios - @ve_alves_micropigmentadora
    • Pole Dance - @p0le_d4nce

Caso haja interesse de se tornar um parceiro, divulgar na revista, conhecer, acompanhar ou interagir com Aline Bastos. Seguem os contatos: Whatsapp 21 96477-9763; e-mail alb.estrela@gmail.com.

Um coração compassivo - Anderson Lima

"Jesus chamou seus discípulos e disse: ‘tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo e nada tem para comer. Não quero manda-la embora com fome, para não desmaiarem pelo caminho...". (Mt 15, 32)

Nesse trecho do Evangelho de São Mateus, Jesus, tem compaixão daquele povo que o seguia e que estava com fome. Existem alguns momentos em que precisamos ser compassivos com o próximo, e principalmente com aqueles que caminham conosco. A Palavra de Deus nos ensina que os sentimentos da misericórdia e compaixão devem sempre fazer parte de nossa vida para que assim possamos dar testemunho da presença de Deus em nosso meio.

COMPAIXÃO, não é sentir pelo outro, mas sentir com o outro. É quando a gente lê o roteiro de outra vida. É ser ator em outro palco. É compreender. É não dizer: "eu sei como tu te sentes". É quando a gente não diminui a dor do outro. É descer até o fundo do poço e fazer companhia para quem precisa. Não é simplesmente ser herói, é ser amigo. É saber beijar a alma do outro.

Ao refletir sobre essa particular atitude de Jesus, recordo como há pessoas incríveis em nossa vida e que têm um coração repleto de bons sentimentos, sobretudo, compaixão. Lembro-me de uma tarde de domingo que logo após o almoço fui com alguns irmãos subir as montanhas que cercam o mosteiro. Na subida para o Monte Carmelo fomos alegres, conversando e louvando a Deus pelas lindas paisagens que encantaram não somente nossos olhos, como também o coração. Pegamos caminhos desconhecidos e empolgantes, foi uma verdadeira aventura. O sol começava a se esconder, os pássaros já não cantavam, no entanto, a beleza permanecia intacta. Foi na volta para o mosteiro que o inesperado aconteceu. O meu corpo nunca foi acostumado com aventuras desse tipo, meu físico andava muito despreparado e o primeiro sinal veio das pernas, o meu joelho esquerdo atrofiou-se e imediatamente senti muitas dores, já não conseguia da continuidade andando, os irmãos improvisaram uma muleta, mas não adiantou.

O noviço, Ir. Fábio, que já tinha experiência de sobra e conhece bem os segredos das montanhas me carregou nos ombros com a ajuda do Ir. Juan María, assim conseguimos chegar mais próximos do mosteiro. O que me surpreendeu foi a capacidade desses irmãos cheios de gentilezas e compaixão. 

Compartilho esse fato porque infelizmente nos dias de hoje ser compassivo e gentil é raridade e exceção, visto que muitas pessoas não compreendem e não estão dispostas a sofrer com o outro. A compaixão é um valor que além de ser entendida deve ser praticada. Os irmãos Fábio e Juan, sem dúvida, não só entenderam o gesto descrito por São Mateus como imprimiram em suas vidas pelo exercício da cordialidade e afabilidade. 

Cecília Meireles, um dia recordando a importância das pessoas gentis que passaram por sua vida, escreveu: "existem pessoas que nos falam e nem as escutamos, existem pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam, mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre". São pessoas revestidas de luz, embora tenham também suas dores, porém estão sempre disponíveis para ajudar e até carregar nos braços quem precisar. São pessoas que merecem o que de mais bonito a vida tem a oferecê-las. 

Minha prece a Deus por essas pessoas amigas e repletas de compaixão é que acima de tudo elas não se esqueçam de ser doce e que seus pés sempre se lembrem do caminho que dá para a felicidade. Que a maldade do mundo jamais amargue os seus corações, mas que o sol dos seus sorrisos continue a quem vê iluminar. Que ao caminharem por aí, mesmo subindo montanhas, exalem compaixão, e jamais esqueçam de que um coração compassivo é reflexo do amor de Deus.

Mais Notícias

Carregando mais notícias...

Mais Lidas