DESTAQUE

S. Barreto lança “As quatro estações” e marca seu espaço na literatura nacional

O escritor Saulo Barreto Lima lança mais uma obra de contos marcada pelo simbolismo e pela força narrativa: quatro histórias que dialogam en...

Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

Escritor Geraldo Lavigne de Lemos lança novo livro em São Paulo

“Poética da Existência” é um livro que reúne, em sua grande maioria, os poemas mais recentes e, no mais, alguns poemas antigos do poeta e advogado baiano Geraldo Lavigne de Lemos. Todos os textos são inéditos, e o livro está sendo publicado pela Editora Patuá. O seu lançamento está agendado para o próximo dia 14 de junho, a partir das 19 horas na Patuscada - Livraria, Bar e Café (Rua Luís Murat, 40 - Vila Madalena), na capital paulista. A entrada será gratuita e os leitores de qualquer cidade do país, que realizarem a compra antes do lançamento, receberão o exemplar autografado após o evento.

Na obra “Poética da Existência”, o escritor desenvolve uma temática existencialista, algo que vem desde o seu primeiro livro publicado, e visa discutir esse assunto abordando o existir em suas diversas manifestações. O livro custa R$ 40,00 pelo site da editora (ww.editorapatua.minhalojanouol.com.br/produto/81450/poetica-da-existencia-de-geraldo).

Geraldo Lavigne de Lemos, nascido em Itabuna/BA, radicado em Ilhéus/BA e atualmente residente em São Paulo/SP, é poeta e advogado, graduado em Direito (UESC), especialista em Direito Notarial e Registral (Anhaguera/Uniderp) e em Gestão Pública (UESC) e mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (UESC), membro da Academia de Letras de Ilhéus.

Publicou nas revistas Revista da Academia de Letras da Bahia, Diversos Afins, Mallarmargens, Subversa, InComunidade e Fuxico, além dos jornais Diário de Ilhéus (Ilhéus/BA) e A Gazeta (Vitória/ES). Foi curador do II Festival Literário de Ilhéus, parecerista ad hoc da Editus e membro de comissão julgadora de concursos literários. O seu perfil no Instagram é @geralavigne.

Outros livros publicados pelo escritor, são: “À Espera do Verão” (Editora Mondrongo, 2011, poesia”; “Amenidades” (Editora Mondrongo, 2014, poesia); “Alguma Sinceridade” (Editora Mondrongo”, 2014, poesia); “Massapê: Solo de Poesia” (Editora Mondrongo, 2016, poesia); e “Poemas furta-cores” (Editus - Editora da UESC, 2018, poesia).

Mãos Calejadas - Anderson Lima


A mão possui um símbolo significativo na Sagrada Escritura. É um simbolismo de atividade, potência e domínio.

No Evangelho de São Marcos, JESUS cura um homem que tinha a mão seca. “Levanta-te e vem para o meio [...] Estende tua mão. Ele estendeu a mão e a mão ficou curada” (Mc 3, 3-5). O encontro de JESUS com o homem da mão seca revela-nos um momento de suavidade que significou a libertação e o contato profundo de afeto que transformou a vida daquele homem.

Compartilho esse trecho do evangelho porque nos faz refletir as muitas mãos que entram em nossa vida e têm a capacidade de mudar a direção e o rumo de nossos objetivos, e pra melhor; para poder qualificar a nossa maneira de viver. Esse acontecimento de Nosso Senhor com o homem que tinha a mão seca significa o encontro com todos nós que vez ou outra estamos de “mãos calejadas” por alguma circunstância.

Há algumas situações em nossa existência que nos deixam de “mãos atadas”, calejadas e até impossibilitadas. É aquele passado, aquela situação conflituosa que não conseguimos perdoar. Às vezes, tentamos enfrentar, mas os calos, os conflitos nos perturbam noite e dia. Muitas vezes parece que fizemos um pacto com o passado e não conseguimos viver o presente. Não conseguimos nos perdoar, muito menos perdoar aquela pessoa, isto é, vivemos de mãos atadas.

É por essa razão que o projeto de DEUS é libertação, pois ELE quer que olhemos para nós mesmos e internalizemos: “Eu tenho capacidade, potencial, possibilidade de criar e construir, de refazer e principalmente de ressignificar a minha vida e a minha história”. Portanto, pare de ficar preso ao passado que te atormenta e que te impede de dar passos significativos em prol da tua libertação, para que tu vivas com mais qualidade. Viver com qualidade nada mais é do que viver por CRISTO, com CRISTO e em CRISTO.

Está faltando o que? Perdão? Pois chegou o momento! Pare de adiar a experiência de perdoar. Fala-se muito sobre visão, audição, paladar e o olfato, porém existe tão pouco na literatura algo relacionado ao tato. Pelo olhar até pode começar o amor, mas amores que ficam só no olhar não se constituem. Ouvir o outro à distância, pelo telefone, ou por outros meios é interessante para um começo de relação, mas o amor necessita de presença, de tato, de toque, de mão, de existência, de uma presença significativa e transformadora. O tato é aquele sentido que demarca no nosso corpo a experiência do amor, mas também da tragédia. É através das nossas mãos que podemos oferecer amor, carinho e afeto. No entanto, é das nossas mãos também se não tivermos equilíbrio podemos oferecer ofensa, tortura e violência.

Das nossas mãos depende o mundo! Das nossas mãos depende o futuro da nossa família! Das nossas mãos depende aquilo que vamos fazer com nossa vocação. São as nossas mãos que nos darão condições de traçar uma vida e um futuro diferente.

DEUS quer a libertação das nossas mãos. Quer que nos responsabilizemos pelos nossos atos e por nossas falhas. Para crescer e amadurecermos é preciso que reconheçamos nossos pecados e paremos de “lavar as mãos”, de esconder nossas fraquezas e erros debaixo do tapete.

É certo que tem vezes que nos atrapalhamos sim, que “metemos os pés pelas mãos”, porém é muito importante que tenhamos discernimento para conduzir nossa história e fazer a Vontade de DEUS.

Vença esse complexo de que você só será valorizado quando o outro começar a expressar algum tipo de carinho pela sua pessoa. Liberte-se! “Estende a tua mão”! Saia desse atrofiamento. Pare de “lavar as mãos” diante dos outros e dos seus problemas. Responsabilize-se pela sua vida, pela sua vocação.

Comece a olhar com mais carinho e mais amor para você mesmo. Coloque os seus projetos e sonhos nas mãos de DEUS, pois que nossa oração seja como canta o salmista: “A mão direita do SENHOR fez maravilhas, a mão direita do SENHOR me levantou...” (Sl 117).

A poesia contemporânea em “A Intermitência das Coisas”, primeiro livro da paulista Fernanda Rodrigues

"A Intermitência das Coisas: Sobre O Que Há Entre O Vazio e O Caos”, primeiro livro a ser lançado pela escritora e blogueira paulista Fernanda Rodrigues, é uma obra que reúne cerca de 45 poesias e que está sendo publicada pela Editora Penalux, com 60 páginas. O lançamento do livro será no próximo dia 8 de junho na Casa Elefante (Rua Cesário Mota Junior, 277, Sobreloja), em São Paulo (SP). O evento terá entrada gratuita e terá início a partir das 16 horas. Além da tarde de autógrafos, haverá também uma performance artística e um sarau com microfone aberto para outros escritores que queiram ler seus textos.

Os versos expostos em “A Intermitência das Coisas” retratam a movimentação da poeta no espaço contemporâneo, suas mudanças e os aprendizados e, principalmente, como os ciclos que se iniciam e que se findam preenchem o vácuo que habita entre o vazio e o caos. O livro já está à venda pelo site da editora por R$ 35,00 (www.editorapenalux.com.br/loja/a-intermitencia-das-coisas). Também pode ser encontrado no Skoob (www.skoob.com.br/livro/877883ED883903) e no GoodReads (www.goodreads.com/book/show/45711547-a-intermit-ncia-das-coisas).

O livro veio a partir de uma cobrança dos leitores do seu blog. E durante a frequência no curso de Formação de Escritores, a poeta começou a trabalhar na escrita de um livro de breves narrativas, o que a levou a passar muito tempo lendo contos e crônicas. Para aliviar um pouco o cansaço de ter que entregar um TCC (o livro de breve narrativas), começou a escrever algumas poesias. “Esse foi o gérmen do que hoje é o A Intermitência das Coisas”, diz ela.”

Quando finalmente tinha em torno de 25 poemas, Fernanda enviou o arquivo para duas amigas escritoras lerem. “O feedback que elas me deram dessa leitura foi fundamental para que eu pudesse fazer ajustes, tanto no que já estava escrito, quanto no que escreveria dali para frente. Foi dessa conversa que também cheguei ao título da obra”, relata.

“A ansiedade dos tempos de hoje, toda essa rapidez de acontecimentos, a velocidade inalcançável dos sentimentos, nos fazem esquecer das intermitências – as pausas que a vida dá para que possamos prosseguir. [...] Nós, mulheres, aprendemos jeitos de oxigenar tudo e sobreviver com menos danos. 'O caminho é sempre em frente', Fernanda escreveu, mas nesta obra eu a vi voltar e resgatar partes. [...] Ela escreve sobre o medo da solidão e sinto que poderíamos nos encarar e nos reconhecer. [...] Seus poemas atuam como peças que se encaixam”, escreve a romancista Dani Costa Russo.

Foto: Bruna T. Russo
Fernanda Rodrigues é de São Paulo (capital) e tenho 32 anos. Formou-se em Letras (Português/Inglês). É pós-graduada no curso de Formação de Escritores e Especialistas em Produção de Textos Literários e, atualmente, pós-graduanda na Docência em Literatura e Humanidades. Toda essa formação acadêmica a levou por dois caminhos: o ensino e a escrita.

A autora, que também é professora de inglês e de redação desde 2012, começou sua escrita em 2006, quando criou o blog “Algumas Observações” (http://www.algumasobservacoes.com/). E agora, prestes a lançar o seu primeiro livro, “A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o Vazio e o Caos”, que está sendo lançado pela Editora Penalux.

Além disso, Fernanda Rodrigues é moderadora do grupo Projeto Escrita Criativa (http://projetoescritacriativa.blogspot.com/), que ajuda outras pessoas que pretendem começar a escrever ou aperfeiçoar a escrita. Lá são publicados, de modo independente, uma antologia, chamada “Amor e Resiliência”, com os textos das autoras participantes. Nela, há cartas, contos, crônicas e poemas de mais de 10 escritoras, incluindo textos seus.

“Passagem”, novo livro de poesias da mineira Amanda Vital será relançado em junho

Será relançado no mês de junho, em São Paulo, o segundo livro de poesias da poeta mineira Amanda Vital. A obra traz o título “Passagem” e reúne 25 poemas com temáticas entre amor, família, metafísica, religião, mitologia, linguagem e experiências pessoais. A edição é da Editora Patuá com cerca de 84 páginas. O relançamento será no dia 7, a partir das 19 horas, na Patuscada - Livraria, Bar & Café (Rua Luís Murat, 40 – Pinheiros). Haverá sessão de autógrafos e a obra será vendida por R$ 38,00. A entrada será gratuita.

“O livro tem poemas dedicados a alguns poetas que fazem parte das minhas leituras mais frequentes, como Sérgio de Castro Pinto e Marceli Andresa Becker”, diz a poeta. A orelha do livro foi escrita pelo professor e escritor Márcio Leitão, o prefácio foi feito pela escritora Ana Farrah Baunilha, e o posfácio é de Nuno Rau, escritor e editor da revista Mallarmargens. “Passagem” já está disponível pra venda no site da editora, pelo link: www.editorapatua.minhalojanouol.com.br/produto/23369/passagem-de-amanda-vital.

“O Passagem nasceu de um tipo de poesia que venho escrevendo desde 2016, que notei ser bastante diferente da poesia do meu primeiro livro. Percebi uma mudança no estilo e resolvi publicar uma seleção dos poemas que posto nas redes sociais e nos blogs, depois de algum tempo de estudos mais aprofundados sobre poesia dentro do meu curso”, diz a poeta. O intuito do livro é marcar uma “passagem” de estilo, marcar esse novo caminho que em que a autora vem construindo e que tem lhe deixado mais confortável e satisfeita.

“Na página em branco da escrita, Amanda Vital cria as mais belas metáforas. Como se o vazio fosse a inspiração para o escritor dar o gatilho nas palavras, seus versos revelam a maestria que envolve o silêncio nos novelos criativos da poesia que une o concreto e o abstrato em versos inusitados e originais. Sua linguagem fala da natureza, mas também das regiões longínquas da psique. O vão e a lacuna são o intervalo necessário para que a voz produza seus gemidos e gritos. Amanda Vital percorre as palavras com seu corpo afinado com as reticências e reentrâncias da urdidura textual”, escreve Alexandra Vieira de Almeida.

Amanda Vital tem 23 anos, é de Ipatinga (MG) e mora atualmente na capital Belo Horizonte, onde cursa Letras (Bacharelado em Estudos Literários) na UFMG, curso que iniciou na UFPB. Entre 2014 e 2016, participou do grupo Aedos de declamação, em João Pessoa. Atualmente, faz parte do conselho editorial da revista de literatura e arte Mallarmargens e posta seus poemas nos blogs coletivos Zona da Palavra, Equimoses e em seu blog pessoal, Amanda Vital Poesia. Também tem poemas publicados em revistas e jornais literários como Relevo, Ruído Manifesto, Germina e Literatura e Fechadura. O seu primeiro livro publicado foi “Lux” (Editora Penalux, 2015), que traz um compilado de poemas que Amanda escreveu entre 2014 e 2015, com seus primeiros trabalhos e experimentações com poesia.

“E vejo a instigante foto de uma garota de apenas 23 anos. Ela parece estar em um parque de diversões. Foi flagrada no instantâneo da fotografia de olhos fechados, como se estivesse a sonhar com aqueles brinquedos ou, quem sabe, muito longe dali a sonhar outros universos? Impossível dizer pela foto, mas não pelo que essa mesma garota escreve […] A garota chama-se Amanda Vital. E o poema é o que abre o seu novo livro de poesias. Passagem reúne apenas 25 poemas nos quais fica patente, dentre outras coisas, a forte sensação de que a poesia, numa abordagem primeira, é aquilo que se entende pela linguagem dos sentimentos. É como se, nela, se pudesse ou se possa recriar o que se sente, funcionando esta como um veículo transmissor daquilo que não conseguiríamos, de outra forma, expor”, trechos da resenha de Krishnamurti Góes dos Anjos, sobra a obra.

Primeiro livro de poesias da escritora Maria Mortatti será lançado este mês em São Paulo

Breviário Amoroso de Sóror Beatriz é o primeiro livro de poesia da escritora paulista Maria Mortatti que reúne escritos poéticos guardados há várias décadas, com anotações da rotina religiosa registradas nas páginas dos diários de Sóror Beatriz. O livro é uma edição da Editora Patuá com 76 páginas e será lançado no dia 18 de maio de 2019 em São Paulo (SP). O evento acontecerá na Patuscada - Livraria, Bar & Café (Rua Luís Murat, 40 - Vila Madalena) a partir das 19 horas, com entrada gratuita. Os exemplares da obra já estão disponíveis para venda pelo site da editora.

“Em Breviário Amoroso de Sóror Beatriz estão reunidos poemas escritos entre 1976 e 1993, por uma mulher que renunciou à vida comum para se dedicar à vida monástica. Dispersos entre anotações da rotina religiosa registradas nas páginas de seus diários - localizados há alguns anos no convento em que ela viveu reclusa até a morte -, os poemas reunidos neste livro, ao mesmo tempo em que evocam o ritual silencioso de recitação da liturgia do ofício divino, possibilitam entrever os profanos mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos da vida íntima da fiel esposa de Cristo, transitando entre a submissão e a transgressão, a devoção e a heresia. Através das frestas do hábito, os poemas de Sóror Beatriz devassam a humana condição feminina.”

Maria Mortatti nasceu em 1954 na cidade de Araraquara/SP, onde estudou até a graduação em Letras. Atuou como professora de língua portuguesa e literatura no ensino fundamental e médio. É mestre e doutora em Educação e Professora Titular e pesquisadora na Universidade Estadual Paulista - Unesp, campus de Marília. É Presidente Emérita da Associação Brasileira de Alfabetização – ABAlf. Além de contribuir para a formação de milhares de professores e dezenas de pesquisadores, publicou livros, capítulos e artigos científicos sobre alfabetização, ensino de língua e literatura e recebeu o Prêmio Jabuti - Educação em 2012. Os dois livros mais recentes são: Entre a literatura e o ensino: a formação do leitor” (2018) e Métodos de alfabetização no Brasil: uma história concisa” (2019), ambos pela Editora Unesp. Há mais de quatro décadas, escreve também textos literários, como os reunidos nesse livro de estreia como poeta.

Os exemplares do livro Breviário Amoroso de Sóror Beatriz estarão à venda por R$ 40,00 (pagamentos em dinheiro e cartões de débito e crédito) no dia do lançamento, e os leitores, de qualquer cidade do país, que realizarem a compra antes do evento receberão posteriormente os exemplares autografados. Pelo site da editora (https://www.editorapatua.com.br/) a obra está pelo mesmo valor.

Confira abaixo o trecho de um dos poemas que consta na quarta-capa do livro:

[...]
Não sei se é poesia ou víscera 
isso que mostro.
Sei apenas que, do lado de dentro,
alguma coisa cresce e remexe
como lava no vulcão.
Eu simplesmente cedo
ao impulso de parir palavras,
apará-las em trapos de papel
e soltá-las na vida
com um sopro de alívio.
[...]

Escritora mergulha nas profundezas do feminismo e traz na poesia as vivências das mulheres

Foi lançado no último dia 24 de abril, na Casa das Rosas em São Paulo/SP, o primeiro livro da escritora Anna Clara de Vitto, “Água Indócil” (Editora Urutau, 2019). A obra é um livro de poesias com 98 páginas que traz as mulheres como figura principal, em diversas situações vividas por elas. O evento de lançamento contou com a participação das autoras Ana Beatriz Domingues, Camila Assad e Pilar Bu, que também estiveram lançando seus livros. Outro evento em que a poetisa estará presente, ao lado de outros autores, será em uma leitura coletiva na Livraria da Travessa (Botafogo), no Rio de Janeiro, no próximo dia 24 de maio, a partir das 19 horas.

“Água Indócil” é um livro de poemas que mergulha profundamente em vivências femininas, doloridas, revoltosas ou curativas, rejeitando e combatendo o rótulo de “confessional”, que geralmente é atribuído à literatura feita por mulheres, tida como uma literatura Outra, colocada em posição inferior com relação à literatura dita maiúscula e universal, mais lida, publicada e reconhecida (produzida por homens, brancos, heterossexuais, sem deficiências, cisgêneros, majoritariamente do Sul e Sudeste do Brasil – tais dados foram levantados em pesquisa de Regina Dalcastagné, doutora em Teoria Literária pela Unicamp e professora titular de literatura brasileira da UnB).

A obra é subdividida em três partes, intimamente ligadas a temas e memórias próprios da cidade de Santos, no litoral do estado de São Paulo, onde a autora nasceu e cresceu. Na primeira parte, “Águas abrigadas”, a temática é a da nostalgia, da saudade, dos inícios, do deslumbramento. A segunda parte, “Ressaca”, trata da perda das ilusões. Por fim, a terceira parte, “Vento noroeste”, aborda a luta, a revolta, a raiva que, se posta em movimento, cura e liberta.

A ideia de escrever “Água Indócil” sempre esteve com Vitto, de uma forma ou de outra, desde que começou a escrever poesia, durante o Ensino Médio. Porém, o desejo encontrou os meios e a inspiração mais forte quando ela começou a frequentar o Clube da Escrita para Mulheres. “Ali, na companhia de diversas mulheres, com quem criei fortes laços de amizade, pude me reconhecer como escritora e reivindicar esse papel. Água Indócil é, antes de tudo, um livro de vozes coletivas, feito em sintonia com as vivências, as lutas, as dores e as curas das mulheres”, revela.

Foto: Ornella Rodrigues
Anna Clara de Vitto tem 32 anos, nasceu em Santos, no litoral do estado de São Paulo e, há alguns anos, vive na capital. É poeta e escrevE desde muito jovem, mas publicou o seu primeiro livro, “Água Indócil”, somente em abril de 2019, pela Editora Urutau. Quanto à sua formação acadêmica, graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 2010. Além disso, em 2018, frequentou o Curso Livre de Preparação do Escritor, oferecido pela Casa das Rosas. Desde 2017, integra a coordenação do Clube da Escrita para Mulheres (www.clubedaescrita.com.br e www.fb.me/clubedaescritaparamulheres), fundado em 2015 pela escritora e poeta Jarid Arraes.

“O trabalho desenvolvido no Clube é um dos que mais me dá prazer, pois se trata de cultivar um espaço seguro em que mulheres que escrevem podem mostrar sua produção, aprimorar seus trabalhos, receber as mais variadas dicas, e, sobretudo, trocar vivências e criar vínculos, processos fundamentais no reconhecimento de si mesmas como escritoras”, diz ela sobre o clube que participa.

O seu livro custa R$ 40,00 pelo site da editora (http://editoraurutau.com.br/livros) e diretamente com a autora. Futuramente, os exemplares da obra estarão nas livraria Da Travessa, Martins Fontes, Livraria da Vila e Scriptum (em Belo Horizonte).

Escritor Rogério Bernardes lança “Cinzas de Fazer Fênix”, último livro de trilogia que mistura poemas com mitologia

O poeta carioca Rogério Bernardes acaba de publicar o seu mais novo livro de poesias, intitulado “Cinzas de Fazer Fênix” (Editora Penalux, 2019). A obra integra a trilogia inspirada na mitologia da Fênix, e é a última edição da série criada pelo autor, que compila criaturas aladas e combina a liberdade da andorinha com a brasa do dragão. O livro recebe o prefácio do produtor cultural Paulo Souza, ilustrações de Lu Valença e o texto de orelha da atriz Tarcila Tanhã. A escrita do poeta, radicado em Brasília, é inspirada em grandes escritores como Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade. O lançamento do livro está previsto para o próximo dia 27 de abril, no Empório Buongustaio (Águas Claras, Q. 205), a partir das 15 horas, com entrada gratuita.

“Cinzas de Fazer Fênix” fecha a chamada ‘Trilogia Alada’, dentro da qual também se encontram os livros “Olhar de Andorinha” e “Cantigas de Ninar Dragões”. Entretanto, sabiamente, a Fênix aqui aparece, neste último ato, não para apresentar um final, mas um recomeço. Combinando a liberdade de uma andorinha e a brasa de um dragão. A Fênix também se consagra com o elemento surpresa: a nova vida, o renascimento, a volta das cinzas. Assim é o livro do sensível Rogério Bernardes: um aprendizado sobre os ciclos da vida e a necessidade da presença do fogo, da cinza, do voo e, sobretudo, do renascer em nossas jornadas.

Rogério Bernardes é um poeta carioca de 43 anos nascido em São Gonçalo/RJ, mas que se considera brasiliense de coração, residindo na capital federal desde 2009, onde descobriu-se poeta na cidade que o acolheu. A primeira obra da sua trilogia, “Olhar de Andorinha”, foi publicada em 2014 pela Editora Scortecci. A segunda, “Cantigas de Ninar Dragões”, veio três anos depois pela Editora Penalux, que também publica a última edição da trilogia “Trilogia Alada”, assim chamada pelo autor. “Cinzas de Fazer Fênix” conta com 110 páginas e custa R$ 40,00 pela loja online da editora (www.editorapenalux.com.br/loja/cinzas-de-fazer-fenix).

No livro “Cantigas de Ninar Dragões”, o autor reúne poemas que eram partes de uma grande ode à vida, ao amor, à resistência em tempos difíceis, à empatia. “Todos os poemas ainda não publicados eram ‘cantigas’ para domar, adormecer, ninar os problemas meus e os do mundo”, diz o autor.

Professora Isis San publica infantil com poesias que descrevem o universo infantil com diversão e imaginação

Na obra “Brincar e Sonhar: Poemas Para Crianças”, a autora paulistana Isis San incentiva a leitura e o processo de alfabetização descrevendo o universo infantil com diversão e imaginação por meio da poesia. Os poemas foram publicados em letra maiúscula e na versão bilíngue (português e espanhol) pela Editora Matarazzo e terá o seu primeiro lançamento no próximo dia 13 de abril no Museu da Santa Casa (R. Dr. Cesário Mota Júnior, 112 - Vila Buarque), em São Paulo (SP) a partir das 15 horas. As ilustrações da obra são de recortes e colagens feitas pela própria autora, já a tradução é da professora Cidália Vieira.

“Brincar e Sonhar: Poemas Para Crianças”, traz poemas de fácil interpretação, apresentando o universo infantil com imaginação e oportunidade de dialogar, imaginar e criar a partir dos versos e ilustração, encantando a Língua Portuguesa e Espanhola, e o processo de aquisição de leitura e escrita pelas crianças e jovens. O livro conta com 32 páginas e custa cerca de R$ 30,00 pelo site da Editora Matarazzo, em eventos que a autora participa, pela sua página do Facebook (@EscritoraIsis) ou por e-mail: isisdeusagrega@bol.com.br.

“Ainda estava de férias e comecei escrever algumas poesias, depois de ler percebi que seria para o publico infanto/juvenil. Li para meus críticos: meus filhos, marido. E eles deram muitos likes (joinha-linguagem das redes sociais) e mostrei para meus amigos escritores que me estimularam a publicar, e me deram muitas ideias e caminhos. Realizei a ilustração a partir de colagens e recortes de folhas colorset’s e outros elementos. Minha amiga de Infância, Cidália Vieira professora de espanhol realizou a tradução”, escreve a autora sobre o início da obra.

Isis San é nascida e reside em São Paulo, porém é Itaquaquecetubense de coração. Mãe de dois filhos, que são sua inspiração diária e personagens de muitas histórias, primeiramente descobriu-se como contadora de histórias no seu primeiro emprego como educadora. É Pedagoga formada pela Pontifícia Universidade Católica-PUC/SP, professora da Rede Municipal de Ensino de São Paulo, membro titular da Academia Contemporânea de Letras, e estudante de pós-graduação: Gestão Pública Municipal pela Unifesp.

Como professora no Ensino Fundamental, começou a escrever histórias, de todos os gêneros textuais, para ensinar e estimular os alunos a escrever e conhecer. Posteriormente, começou a contar histórias que inventava para o seu filho (que adorava) e sua mãe sempre elogiava. “Em todas as escolas que passei, alunos e amigos professores conheceram as histórias que sempre foram elogiadas. Sempre tive muito medo de publicar, primeiro por saber se conseguiria conciliar: dois cargos públicos, filhos pequenos, marido, casa, e insônias literárias”, revela.

Depois de anos, final de 2015, numa madrugada de inquietudes, sem sono, Isis começou a escrever a primeira história da sua vida: O Pesadelo da Onça-pintada. E assim, seguiu outras madrugadas: “Aventura de Gan” (seu filho Gabriel que transformou em personagem), “Aventura de Lui” (seu filho Luís que também transformou em personagem), “Luís Não!”, “Chatonildo”, “O segredo de Gan”, “Super Lui”, entre outros guardados na memória do seu computador e em cadernos. “Brincar e Sonhar: Poemas Para Crianças” é o seu primeiro, de autoria própria, já publicado.
Em março de 2017, exonerou o cargo público como professora do Estado. Pra ela, foi doloroso, porém começou a dedicar-se mais à família. “Consegui respirar, ler, escrever, entre outras coisas. Nesse período, nas diversas madrugadas acordada, ou mesmo, não dormia com os poemas gritando para serem escritos. Eu resistente a escrever, e o poema gritou mais alto”, lembra ela.

Outros livros assinados pela autora, são antologias poéticas: “Poesias Contemporâneas IX” (Editora Matarazzo), com os poemas “Brigadeiro”, “Minha Oração”, “Insetas” (o qual faz uma singela homenagem a Vinicius de Moraes); “Versejando Com Imagens II” (Editora Matarazzo), com os poemas “A vida”, “Tempo”, “Maria” (o qual descreve o processo das pessoas que tiveram câncer, em especial para mulheres que superaram o câncer de mama. Esse encontra-se em sua página do Facebook: @EscritoraIsis); “Poesias Contemporâneas X“ (Editora Matarazzo), com os poemas “Sonho”, “Vida”, “Paulistanos” (esse encontra-se em sua página do Facebook); e “Baila Comigo?” (Editora Matarazzo), com os poemas “Bailarina”, “Dancei”, “Brilha”, “Brilha Estrelinha”. Este último livro foi lançado este mês de março.

Poeta paulistano Rafael Cury publica livro de poesias com referências à vida diária e aos objetos domésticos

Nascido a partir de um sentimento de abandono e de ausência, o livro “Inventário Doméstico” é uma publicação poética que fala sobre os objetos da casa em momentos de solidão. A obra, escrita pelo paulistano Rafael Cury, traz poesias sobre a máquina de lavar, sobre os cabides, sobre o jantar. Juntos delas, algumas outras que falam de sentimentos durante os trajetos diários: a ida ao trabalho, a vizinhança, o passeio pela rua. A edição é da Editora Patuá e será lançada na próxima sexta-feira (22) em São Paulo (SP).

E se as coisas tivessem uma história para contar? Os cabides, a máquina de lavar, o vaso de flores mortas? Cada poesia deste livro nasceu assim: do estranhamento dos objetos do apartamento de um ser recém-solitário. É o diálogo urgente com o abandono de alguém que resolveu não gritar. Então o grito surge em versos urgentes, aparentemente simplórios, todos verdadeiramente necessários. Neste livro essas coisas aparecem com numerosos sentimentos. Alguns exagerados, outros egoístas, todos absolutamente humanos.

Rafael Cury é paulistano, formado em Comunicação Social, violonista, guitarrista, compositor, redator publicitário e poeta. Já teve poesia infantil publicada na Revista Crescer, da Editora Globo, um conto publicado na Revista Cult e duas poesias na antologia “Casa do Desejo”, da Editora Patuá. Tem também, no Instagram, um projeto chamado Poesia Curta (instagram.com/poesiacurta). Como músico já se apresentou nas noites paulistanas ao lado de bandas, cantoras, e hoje dedica-se a um trabalho autoral. “Inventário Doméstico” é o seu livro de estreia.

“Inventário Doméstico” contém cerca de 100 páginas e está à venda por R$ 38,00 pelo site da editora (https://editorapatua.minhalojanouol.com.br/produto/73864/inventario-domestico-de-rafael-cury). O lançamento do dia 22 de março será na Patuscada – Livraria, Bar & Café (Rua Luís Murat, 40) a partir das 19 horas, com entrada gratuita.

Livro de estreia de Cristina Macena aborda temas existenciais, dando enfoque ao tempo como matéria poética

“Ao Tempo Poemas” é um livro de poemas, o primeiro da professora paulistana Cristina Macena. A obra, publicada pela Editora Penalux, reúne cerca de cem páginas pelas quais a autora discorre sobre temas diversos da nossa existência, mas que se conectam por um ponto comum a tudo: o tempo. O livro será oficialmente lançado no dia 15 de março, sexta-feira, a partir das 18 horas, na Biblioteca Mário de Andrade (R. da Consolação, 94) em São Paulo (SP).

Mais que um livro, “Ao Tempo Poemas” é também um diálogo permanente com quem lê, acarretando no conceito de tempo como infinito pelo sentir. “O tempo é poesia vivida e, principalmente, esperada”, explica Macena.  “A própria condição do Ser se relaciona ao tempo, numa confluência íntima. O tempo, portanto, é infinito pelo sentir, porque perdura na lembrança que carregamos, no desejável, no futuro, na dor, no sonho. E desperta assim a memória, o sentido, a lembrança, o vazio, a angústia, a relação com o que foi, com o que é e com o que talvez será”, enfatiza.

Os poemas de Cristina Macena também trazem a ideia do desabrochar, as estações do ano, a ação e reconhecimento do tempo: a mudança e a permanência inerente a cada um de nós. “Os poemas são resultado da ação desse tempo. Carregam em si a própria dinâmica do tempo: o se encontrar, reencontrar, se perder, a eterna busca. Nesse sentido, minha poesia é um brinde, uma celebração ao tempo”, cita a autora.

Cristina Macena é poeta, professora de filosofia, estudante das artes em geral, apaixonada por criação. Transitou pelo teatro e pelo cinema, escreveu e dirigiu peças de teatro e organizou instalações artísticas com alunos do ensino médio. Participou da criação e produção de curtas-metragens enquanto estudante, exibidos em espaços culturais como MIS e CCSP. Tem para si que escrever é sair da Caverna, aquela de Platão, e ir ao encontro do sol. Finalmente lança seu primeiro trabalho, para solidificar o que arquiteta há muito tempo. Inclusive, Tempo parece ser sua palavra-companheira. “Ao Tempo Poemas” já está disponível para compra e pronto envio na livraria on-line da editora (https://www.editorapenalux.com.br/loja/ao-tempo-poemas?tracking=qH2d1l8MHXzDhi3b8jacPeozaNtz20dsoCEV14mpsemnGoGMMDmUxLT7ghKkLqxk).

Wanda Monteiro publica novo livro de poesias com o título “A Liturgia do Tempo e Outros Silêncios”

Novo livro da poeta Wanda Monteiro é publicado sob o título “A Liturgia do Tempo e Outros Silêncios” pela Editora Patuá. Na obra, a escritora constrói uma narrativa poética que discorre sobre a realidade e os seus espectros no tempo e no espaço, ou a ilusão que temos dela. O livro já se encontra em pré-venda pelo site da editora e terá o seu primeiro lançamento no próximo dia 16 de fevereiro, às 19 horas, em São Paulo, na Patuscada – Livraria, Bar e Café (Rua Luís Murat, 40 - Pinheiro).

“O que temos e o que podemos reter, apreender, são apenas espectros de uma aparente realidade tridimensional. Para o humano, a realidade é feita de sentidos. Vivê-la é um mero processo mental. O cotidiano, sua uniformidade, o tédio de sua rotina, tudo isso martela minha consciência”, escreve a autora. “Sou atraída pelo insólito, pelo incomum, pelo extraordinário da realidade. É essa argamassa que eu transformo em supra-realidade. E é essa amorgrafia o meu barro para modelar a palavra poética”, finaliza. O seu livro atual fala dessas inquietações. Diz desse desassossego, de para além da subjetividade, saber da vida o seu deslimite.

“Wanda Monteiro faz do tempo um templo de mudez, de silêncios e vazios, mas também do dom da escrita: no exato ato da escrita/não há nada fora do tempo. O tempo é sagrado porque recria o mundo pela palavra. É como o retorno ao ato inaugural. O poema, a linguagem é terra, fogo, ar e água. Tem a força metamorfótica de Proteu e a imaginação de Ícaro em querer alcançar o sol dos sonhos e da imaginação fértil. As palavras têm asas na sua dominação aérea que ultrapassa os sentidos: no gargalo da garganta/ergue-se um mausoléu de asas/em santo sepulcro de palavras aladas. Para Platão, a verdade é alétheia, ‘não esquecimento’. Wanda Monteiro não bebe das águas do Lethes: esquecer é silenciar o ser. A memória compõe nossa essência e é domada pelo tempo sempre presente. A nossa subjetividade é controlada pelo tempo. E a escrita está dentro dele, como diz a poeta. O ser é uma fera aprisionada pelo tempo seu algoz mais cruel a corroer tudo com suas mãos proeminentes”, escreve a escritora Alexandra Vieira de Almeida.

“Em A LITURGIA DO TEMPO E OUTROS SILÊNCIOS, a palavra poética de Wanda Monteiro é um rio que milagra. É flor que o rio lava, flor que o rio (en)leva, flor que o rio (en)lama. É rama bordada com o linho verde das águas… A poeta corporifica a fluidez, contorna o movimento,  como se da chuva, sobre um rio de palavras, adentre o verbo para conduzi-lo ao silêncio que a tudo enlaça e tudo vê. Para ela, o tempo é CHÃO ITINERANTE a mover-se caudaloso num rio de memórias. Lúcida, Wanda Monteiro sabe do ato litúrgico do dizer poético e que esse dizer é também matar, é também perder, é também violar O IMPLACÁVEL SILÊNCIO DO VERBO”, cita Lázara Panpadrea (escritora).

Wanda Monteiro é advogada e escritora, uma amazônida nascida à margem esquerda do rio Amazonas no Pará, mas que vive atualmente em Niterói, no Rio de Janeiro. Tem seus textos publicados em várias revistas literárias, virtuais e impressas, tais como: Acrobata, Diversos Afins, Gueto, Ruído Manifesto, Mallarmargens, Zona da Palavra, Intacta Retina, Relevo, In Comunidades, LiteraturaBr, Vício Velho, DesEnredos, Senhoras Obscenas, Amaitê, e outras. Atua como colaboradora em vários movimentos de incentivo à leitura no Brasil. Suas obras já publicadas inclui: “O Beijo da Chuva” (Ed. Amazônia, 2008); “ANVERSO” (Ed Amazônia, 2011); “Duas Mulheres Entardecendo” (Ed. Tempo, 2015); “Aquatempo” (Ed. Literacidade, 2016). Uma novidade, é que o próximo livro da autora terá o título “A Filha do Rio”, uma biografia romanceada sobre os anos vividos na ditadura militar no Brasil.

“A Liturgia do Tempo e Outros Silêncios” também será lançado ainda no Rio de Janeiro como parte da programação do projeto Rio de Versos no CCBB, projeto sob a curadoria de Sady Bianchin. Outro lançamento ocorrerá também em Belém do Pará, no projeto sob a curadoria de Giselle Ribeiro, Palavra de Poeta, na livraria FOX no dia 11 de março às 19 horas. O livro custa R$ 38,00 pela loja online da editora (aqui).

“Nervura”, novo livro do poeta Carlos Orfeu será lançado este mês em São Paulo

“Nervura” é um livro de poesias e o mais recente trabalho do poeta carioca Carlos Orfeu. A obra conta com 108 páginas e está sendo lançado pela Editora Patuá, e nela o autor fala de mutilações, cicatrizes incuráveis. O lançamento será no próximo dia 16 de fevereiro na Patuscada – Livraria, Bar & Café (Rua Luís Murat, 40 - Pinheiros), em São Paulo (SP), a partir das 19 horas. O evento é parte da celebração do aniversário de 8 anos de existência da editora. A entrada será gratuita. 

A escrita do livro “Nervura” partiu do “enfrentamento da carne e existência”, segundo o autor. “Vivemos mutilações diárias. O livro fala sobre isso, mutilações de nós, ausências, e busca de um nome como pele e morada”, explica ele. “No solo que habitamos como ser-aí perdemos todos os dias o sentido das manhãs. O Nervura é uma imersão nos recônditos da carne”, assim descreve o livro. A obra custa cerca de R$ 38,00 pelo site da editora (clique aqui).

“Este conjunto de poemas, em sua concisão e sua gravidade, parece querer promover uma deformação na superfície da esfera de aço, armar a nervura contra um real sem ponto fixo, sem bordas, limites. [...] Esta nervura, como era de se esperar, não emerge do aço das aparências de modo pacífico, mas pela tensão entre o dito e o não dito, como num conflito entre luz e sombra que encena o impasse entre o dizível e o indizível; é preciso romper de algum modo com nossas formas de relação com o real, e o poema encena uma das possibilidades deste rompimento pondo em cena um jogo de sentidos, a tensão instauradora do espaço em que o poema se inscreve quando gera a fissão do aço pela energia gerada entre os âmbitos de dizer e calar”, escreve o poeta Nuno Rau, no posfácio da obra

Carlos Orfeu nasceu em Queimados, na Baixada Fluminense. Traz na carne de seus poemas o barro e as pedras das suas moradas. Tem suas obras publicadas nas seguintes revistas e sites literários: Germina, Gueto, Janelas em Rotação, Literatura BR, Agulha, Mallarmargens, (In)comunidades, Zona da Palavra etc. Lançou em 2017, o livro “(In)visíveis Cotidianos”, pela editora Literacidade, e tem o mais recente livro “Nervura” publicado esse ano pela Editora Patuá. No primeiro livro, o poeta busca falar das coisas indizíveis, os pequenos nadas do cotidiano, dando uma nova significância a coisa, uma outra percepção e vida.

Mulherio das Letras lança antologia de poemas para crianças no Flipoços

Criada em 2017, a iniciativa Mulherio das Letras, que reúne centenas de mulheres em todo o país prepara o lançamento exclusivo do livro “Meus Primeiros Versos”, com poesias de 42 mulheres voltadas ao público com idades entre 6 e 11 anos, no Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços. A obra conta com a organização de Vanessa Ratton, e o  lançamento ocorrerá no dia 29 de abril, com entrada gratuita.

De acordo com a organizadora do livro, a jornalista e escritora Vanessa Ratton, o livro é um convite para que as crianças conheçam diferentes estilos de poemas. “Queremos que elas se encantem com rimas e versos, que falam do fantástico ao cotidiano. Além disso, as ilustrações são em traço para que a criança possa colorir e na última folha um incentivo, há espaço para que o leitor escreva seu primeiro poema”, comentou.

A obra será publicada pelo selo Mulherio das Letras e conta com revisão de Rosana Rios, ilustrações de Sandra Sampaio Rodrigues, com distribuição da Editora Lê.

Para a curadora do evento, Gisele Corrêa Ferreira, trabalhar com poesias para crianças é imprescindível. “Nós prezamos infinitamente pela educação e sabemos que a literatura é uma força muito potente para isso. Termos um lançamento poético para crianças e feito exclusivamente pelo Mulherio das Letras é uma alegria imensa”, destacou.

Sobre a organizadora

Vanessa Ratton é mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP(2006), Psicopedagogia (2015),  especialista em Teatro Brasileiro(1999) e graduada em Jornalismo pela Universidade Católica de Santos (1994). Tem curso de Coaching e Gestão de Projetos Socioambientais. Coordenou cursos de Comunicação e Artes do Senac Santos e é mediadora de Cultura de Paz.

Autora infantil de literatura e teatro, com o pseudônimo Tatá Bloom. É poeta, diretora de teatro e ministra oficinas de Teatro aplicado a Educação e Comunicação Não Violenta. Atua como editora de Antologias e Coletâneas do movimento Mulherio das Letras. Foi professora dos Cursos de Publicidade, Jornalismo e Pedagogia da Unaerp Campus Guarujá e UNIP Santos, lecionando Metodologia do Ensino da Arte, História da Arte, Estética da Arte Contemporânea, Teoria da Comunicação e Semiótica. Além do livro infantil, Vanessa ministrará a Oficina de Cultura de Paz e Teatro aplicado à Educação no Flipocos deste ano.

Sobre o Flipoços

O Flipoços é realizado pela GSC Eventos Especiais e em 13 edições recebeu cerca de 1 milhão de visitantes e inúmeros autores nacionais e internacionais. Em 2018, o festival recebeu o troféu de vencedor na categoria Cadeia Produtiva do Prêmio IPL - Retratos da Leitura 2018. O prêmio realizado em sua terceira edição busca reconhecer e valorizar as empresas e institutos da cadeia produtiva, que investem em projetos de incentivo à leitura, promoção de novos leitores e consumidores de livros que são a garantia do futuro do livro e do seu mercado.

O Flipoços 2019 conta com o apoio do DME, Supervale Supermercados e com as entidades Câmara Brasileira do Livro, Câmara Mineira do Livro, Instituto Pró-livro, Embaixada de Portugal no Brasil e Instituto Camões. Mais informações podem ser obtidas no site www.flipocos.com.

Amor pela escrita: poeta paulista Marcelo Pierotti reescreve livro de poesias depois de perder tudo o que já estava pronto

Será lançado neste sábado (12) em São Paulo (SP) o segundo livro do poeta paulista Marcelo Pierotti. “Cínico”, publicado pela Editora Patuá com 120 páginas, traz poesias que refletem sobre aquilo que pretendemos encontrar dentro do que achamos impossível. Os textos são reescritos do poeta que teve de recomeçar todo o trabalho depois de ter perdido tudo aquilo que já estava quase pronto para publicação. A obra será lançada na Patuscada - Livraria, Bar & Café (Rua Luís Murat, 40 – Pinheiros), a partir das 19 horas. A entrada será gratuita.

Os poemas do livro “Cínico” tratam principalmente da impossibilidade, seja de alcançar ou compreender o outro, encontrar um lugar no mundo, desfrutar completamente do amor, entender o próprio papel dentre a profusão de coisas que simplesmente existem, ou comprar um maço de cigarros quando o dinheiro acaba. A obra custa R$ 40,00 pela loja online da editora (Clique aqui).

Sobre o surgimento do livro “Cínico”, Pierotti comenta: “Não consigo retroceder até o nascimento da ideia. Acho que, na verdade, foi algo bastante gradual. Estava trabalhando num poema longo, todo fragmentado, e numa série de poemas curtos. Já fazia coisa de três ou quatro anos que meu primeiro livro, o Domingo No Matadouro, havia sido lançado, e as coisas todas meio que se misturaram: o poema longo virou o núcleo do livro, a série parecia dialogar bem com ele, e os textos acumulados eram o bastante para permitir uma seleção que se encaixasse na proposta da obra. Quando vi, já estava criando uma estrutura e dando os arremates finais”.

“Cínico” veio de textos reescritos por Marcelo, tendo em vista que no início, quando tudo quase pronto, o pendrive com todo o trabalho acabou sendo furtado junto de uma mochila, no meio de uma confusão em algum ponto do centro de São Paulo. O poeta passou dois meses jurando que nunca mais iria escrever poema algum. Voltou a traz e reescreveu tudo. “A fatalidade talvez tenha sido providencial: não sei se a primeira versão do livro estava à altura do que acabou seguindo para a editora”, diz ele.

Marcelo Pierotti nasceu em Tatuí, interior de São Paulo, no ano de 1984. De lá para cá, morou num bom número de cidades, como Itu, Itapeva, Rio Claro, Pirassununga, Florianópolis (por duas semanas, uma das quais na rua, mas sempre contabiliza), dentre outras. Esteve em São Paulo por mais de dez anos. Lá deixou uma graduação em Letras e outra em Filosofia incompletas, lançou o seu primeiro livro, viu o nascimento do seu filho e trocou umas quatro ou cinco vezes de emprego. Hoje vive novamente em Sorocaba, onde passou sua adolescência, cidade mais próxima de um lar que conseguiu arranjar.

Teve alguns trabalhos publicados em revistas virtuais e zines; nunca terminou qualquer faculdade (apesar de ainda alimentar esperanças). Escreveu contos, poemas, posfácios e outras coisas. Desenha desde sempre, mas só agora resolveu se sobrecarregar com mais essa atividade a sério.

O seu primeiro livro escrito foi “Domingo No Matadouro”, em 2013, também lançado pela Editora Patuá. “Gosto de pensar nele como meu volume de poemas de quarto de pensão, até porque foi num quarto desses que ele foi escrito”, relata. O livro possui um registro meio melancólico e seco, às vezes cruel, tratando de morte, perda e a vida pequena. “Domingo No Matadouro”, faz parte da Coleção Patuscada, contemplada com o ProAC 2012 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Das ondas às rimas: novo livro do poeta cearense Magno Martins faz referência aos esportistas do surfe brasileiro

“Surfista Poeta” é o mais recente trabalho do poeta cearense Magno Martins, que, além de surfista desde adolescente, carrega em sua bagagem nove livros já publicados anteriormente. Esse seu novo livro de poesias faz uma referência a alguns nomes do surfe brasileiro e a importantes momentos vividos pelo autor, como sufista e colaborador em uma revista voltada ao esporte das ondas. O livro será lançado no dia 16 deste mês, às 19 horas, no Ideal Clube (Av. Monsenhor Tabosa, 1.381 – Meireles), em Fortaleza (CE).

O livro traz poemas sobre os surfistas cearenses e brasileiros, como uma forma de homenagem a alguns dos grandes nomes desse esporte. Além de poemas para as sereias e poesias cantando a beleza de alguns picos de surfe, como Fernando de Noronha, Saquarema e Praia do Francês. “Por trabalhar na Revista Beach Show, pude organizar e produzir muitos ensaios fotográficos para as edições e para as redes sociais. E cada modelo escolhida ganhou uma poesia de minha autoria”, destaca o poeta.

A orelha do livro foi escrita pelo editor da Revista Beach Show, Mardonio Paz. O prefácio foi escrito por Estênio Campelo. O lançamento do próximo dia 16 em Fortaleza, terá exposição de quadros de surfarte da artista Rosa Fonseca, que pintou o que estampa a capa do “Surfista Poeta”. A imagem retrata uma onda surfada por Magno, em Saquarema, no estado do Rio de Janeiro.

Magno Martins tem 43 anos e reside em Fortaleza, Ceará. Esse é o seu décimo livro de poesias publicado. Ele começou a escrever sob influência do pai, o jornalista Luiz Carlos Martins, o qual possui mais de 40 anos de colunismo social em Fortaleza. Luiz Carlos sempre ganhava dos escritores cearenses alguns exemplares de suas obras para fazer uma nota em sua coluna no jornal, e Magno acabava lendo os livros. Até que chegou em suas mãos um livro do jovem poeta cearense Diego Vinhas. Ele ficou admirado com seus poemas. “Comecei a escrever e tratei de conhecer pessoalmente o Diego, que me recebeu super bem.  Me deu vários livos e me emprestou outros. O convidei para fazer o prefácio de meu primeiro livro, Profilaxia Poética. A partir daí não parei mais de publicar”, lembra o autor.

Cursou faculdade de turismo, na Universidade de Fortaleza (Unifor), e Direito, na Uni7. Não chegou a completar nenhum dos dois cursos. Atualmente, Magno Martins trabalha em uma revista (Beach Show) cearense de surfe, há cinco anos. O autor possui uma coluna na revista e escreve outras diversas matérias dentro da mesma, além de vender publicidade e administrar suas redes sociais. Magno surfa desde os seus 14 anos de idade, e pra ele é uma “verdadeira paixão”. “Era quase que inevitável que tal obra, a qual estou lançando, surgiria cedo ou tarde em um dos meus próximos livros. Chegou a hora”, escreve ele.

O primeiro livro do poeta, “ Profilaxia Poética”, foi publicado em 2003, com o prefácio do então Diego Vinhas. O Segundo livro, “Garagem À Céu Aberto” foi publicado em Brasília com prefácio escrito por José Sarney, em 2004. O terceiro, “Portal da Alma”, com prefácio de Dimas Macedo, em 2006. O quarto, “Coleção de Luzes”, em 2007, lançado em Brasília. O quinto, “Sonhos e Salmos”, em 2009, com prefácio de Alci Porto. O sexto, “Transcendências”, foi publicado em 2011, e tem o prefácio de Ubiratan Aguiar. O próximo, “Liberdade Azul”, lançado em 2013, com poemas evangélicos e cunho religioso, conta com o prefácio de Paulo Quezado. O oitavo livro foi “Poesia A Quatro Mãos” e também foi prefaciado por Ubiratan Aguiar (membro da Academia Cearense de Letras). O livro conta com a participação do poeta Estênio Campelo. A nona obra publicada, “Poesia A Quatro Mãos, Volume II”, foi um livro também de dupla autoria, dessa vez com o poeta Ribamar Lima.

Mais Notícias

Carregando mais notícias...

Mais Lidas