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S. Barreto lança “As quatro estações” e marca seu espaço na literatura nacional

O escritor Saulo Barreto Lima lança mais uma obra de contos marcada pelo simbolismo e pela força narrativa: quatro histórias que dialogam en...

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Advogada paranaense lança segunda edição de livro de poesias e reflete sobre emoções


“Você é o que você sente” é mais um livro de poesias da escritora e advogada paranaense Rafaela Aiex Parra. A obra, que está em sua segunda edição, reúne 40 poesias sobre as ideias, pensamentos e experiências da autora. O evento de lançamento está previsto para o dia 26 de novembro, a partir das 19h30, no espaço multicultural Honey Vox (Avenida Iguaçu, 540), em Curitiba/PR.

Parra, que além de advogada é uma apaixonada pela escrita e compartilha em seu novo livro uma coleção de poesias que exploram as profundezas das emoções humanas. Acreditando que a poesia é uma forma poderosa de expressar sentimentos e conectar-se com os leitores em um nível mais profundo.

Nesse novo livro, Rafaela sugere que o público conheça o seu outro lado, e comenta: “A ideia é que as pessoas possam conhecer a outra Rafaela, a que escreve poesia. Não a Rafaela advogada do agronegócio. Essa outra Rafa é mais leve, não tão séria, mais desprendida”.

Com essa segunda edição de “Você é o que você sente”, Rafaela consolida-se como uma voz importante na literatura paranaense, mostrando que a poesia ainda tem um lugar especial no coração dos leitores. O livro já está disponível em pré-venda pelo site da Editora ESGlaw por cerca de R$ 130,00 (clique aqui).


Rafaela Aiex Parra nasceu em Londrina/PR, e suas inspirações na literatura são os autores Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector, além de filósofos clássicos. A escritora é Doutoranda em Direito, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Mestre em Direito Negocial, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Prêmio Jabuti divulga lista de semifinalistas: DF se destaca com duas obras entre os selecionados na categoria romance literário


Dois escritores do Distrito Federal estão entre os dez semifinalistas de 2024 da principal categoria do mais prestigiado prêmio literário nacional, o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL). As obras são dos autores André Cunha, com a comédia romântica “Quem falou?” (Penalux/Litteralux, 2021), e Fabiane Guimarães, com “Como se fosse um monstro” (Alfaguara, 2023). Ambas concorrem na categoria Melhor Romance Literário, ao lado de nomes consagrados da literatura brasileira, como Martha Batalha, Socorro Accioli e Itamar Vieira Jr. Os finalistas serão divulgados no dia 5 de novembro.

Em “Quem falou?”, o escritor veterano André Cunha apresenta uma prosa ágil e bem-humorada. Uma jornalista na casa dos 30 anos, Rebeca Witzack, conta em primeira pessoa suas desventuras amorosas em Florianópolis, no sul do país. Saída de um relacionamento, ela relata, com muito deboche e ironia – “sem drama”, como ela mesma diz –, como passou a namorar outro homem e engravidou de um terceiro.

Mas que o leitor não se engane: por trás dessa leveza e desse humor, há uma complexidade que não se deixa alcançar à primeira vista. Alternando vozes sem aviso prévio, indo e voltando no tempo, a narradora-personagem vai compondo aos poucos um mosaico que dá o que pensar sobre o mundo contemporâneo. Misturando referências de cultura brasileira, universo pop, filosofia e literatura, a jornalista aborda de questões superficiais a temas existenciais e sociais.

Um livro envolvente sobre o que significa tomar decisões e como elas impactam a vida dos outros, “Como se fosse um monstro”, segundo romance de Fabiane Guimarães, é uma reflexão única sobre a maternidade, a culpa e o direito de escolher. Na trama, em Brasília nas décadas de 1980 e 1990, uma jovem negra sai do interior para trabalhar como mensalista na casa de um casal rico na cidade grande. Lá, enquanto tenta entender a dinâmica diária dos dois, começa a ver algumas meninas passando diariamente para algum tipo de entrevista a portas fechadas. Depois de meses sem achar a escolhida, o casal finalmente faz a proposta a Damiana: que ela trabalhe como barriga de aluguel.

Damiana aceita sem entender muito bem, passa por uma inseminação artificial caseira e um cárcere privado de nove meses. Depois que o bebê nasce, ela conhece Moreno, um “especialista” nesse tipo de negócios que explica quão inconsequente foi aquela decisão e sugere que os dois passem a trabalhar juntos. A história de Damiana e sua relação com a maternidade, o próprio corpo e a rede clandestina de produção de bebês é contada a uma jornalista quando ela já está idosa, vivendo novamente no campo.

Embora tenha menos de dois por cento da população do país, o Distrito Federal abocanhou vinte por cento das vagas na categoria que elege o melhor romance literário do ano em uma premiação com milhares de inscritos. Os vencedores serão anunciados em cerimônia no dia 19 de novembro, em São Paulo (SP).


André Cunha é autor de vários livros, entre eles “Brasília, gravidade zero”, finalista do prêmio Sesc de literatura de 2015, pela Selo Jovem, a ficção especulativa “O futurista – reportagens que vão mudar o mundo”, pela Trevo, e a novela satírica “Colisão Frontal”, pelo Grupo Editorial Caravana.


Fabiane Guimarães nasceu no interior de Goiás, em 1991, onde cresceu e começou a escrever ainda criança. Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), é autora da novela seriada “Pequenas esposas”, publicada pela revista digital AzMina, e do romance “Apague a luz se for chorar”, publicado pela Alfaguara e finalista do prêmio Candango.

Lançado “Mares agitados - na periferia dos anos 1970”, novo livro de Mazé Torquato Chotil


A jornalista, pesquisadora e autora sul-mato-grossense Mazé Torquato Chotil 
nos apresenta seu novo livro, “Mares agitados: na periferia dos anos 1970”. O romance tem como personagem principal uma jovem estudante do ensino médio que deseja fazer faculdade. Mas com a falta de universidade na sua região, ela migra para a periferia da Grande São Paulo. Publicado pela Editora Patuá, a obra será lançada no próximo dia 11 de novembro a partir das 15h30, durante um bate-papo na Unidade Universitária de Campo Grande (UEMS –UUCG).

Em meados dos anos 70, num país sob ditadura, a personagem vai descobrir a maior cidade da América Latina, sua história, seus monumentos... Vai buscar trabalho para financiar seus estudos, fazer amizade no colégio e se preparar para passar o vestibular. Conseguirá seu objetivo?

Na apresentação da obra, a professora e escritora das academias de Ciências de Lisboa e Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Raquel Naveira, destaca: “O processo memorialístico da escrita de Mazé Torquato Chotil lembrou-me a obra literária da escritora e professora francesa Annie Ernaux (1940), laureada com o Nobel de Literatura de 2022. Annie é autobiográfica, com romances que remetem à sociologia. Com coragem, inteligência, sentimento sem sentimentalismo, ela vai penetrando em suas raízes, trazendo estranhamentos coletivos de sua memória pessoal. Vai traçando um vasto panorama, explorando seus cadernos de anotações, planos e reflexões”.


Mazé Torquato Chotil é jornalista e autora. Doutora (Paris VIII) e pós-doutora (EHESS), nasceu em Glória de Dourados-MS, morou em Osasco-SP e vive em Paris desde 1985. Donde trabalha na divulgação da cultura brasileira, sobretudo a literária. Foi editora da 00h00 (catálogo lusófono) e escreveu – e escreve – para a imprensa brasileira e sites europeus. 

Com o recém-lançado, ela agora possui 14 livros lançados, destes, cinco em francês. Fazem parte da sua coleção de publicações: “Na sombra do ipê”; “No Crepúsculo da vida”; “Lembranças do sítio / Mon enfance dans le Mato Grosso”; “Lembranças da vila”; “Nascentes vivas para os povos Guarani, Kaiowá e Terena”; “José Ibrahim: O líder da grande greve que afrontou a ditadura”; “Trabalhadores Exilados”; “Maria d’Apparecida negroluminosa voz”; e “Na rota de traficantes de obras de arte”. O livro “Mares agitados: na periferia dos anos 1970” já está disponível para venda pelo site da editora por cerca de R$ 60,00 (https://www.editorapatua.com.br/mares-agitados-na-periferia-dos-anos-1970).

Mudanças impostas pela Covid-19 viram tema do livro “E A Terra Estremeceu”, da escritora Monike Garcia Ribeiro

Lançado em agosto de 2021 pela editora paulista UICLAP, a obra “E A Terra Estremeceu”, é o quarto livro publicado da escritora carioca Monike Garcia Ribeiro, e narra curtas histórias ficcionais, em tempo contemporâneo, porém, densas, que foram inspiradas e abordam as transformações e alterações impostas à vida cotidiana dos brasileiros, de quatro nacionais estados, pela Pandemia do Covid-19.

“E A Terra Estremeceu” é composto por cinco contos e uma crônica, nos anos 2020 até 2022. A crônica é um desabafo da autora, enquanto que os cinco contos são entremeados pelo impacto da Pandemia sentida e comparada nas mídias brasileiras e no mundo ocidental e oriental como uma terceira guerra mundial, desenrolam-se no cenário dos estados do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná durante os anos de 2020, 2021 e 2022.

Mulheres brancas e pretas, homens pretos, casal de gays, idosos e profissões distintas como médicos, enfermeiros, entregador de aplicativo, médico, dona de casa, bancário, jornalista, psicóloga, estudante, modelo e professora, etc., apesar desses personagens habitarem e transitarem em universos específicos, no entanto, todos eles foram afetados pela Pandemia do Covid 19. O livro é um convite a penetrarmos nessas histórias que conhecemos e fazemos parte desse capítulo revoltante, penoso e transformador de hábitos nas vidas dos habitantes do Planeta Terra. Vidas foram ceifadas, economias foram devastas e o Déficit educacional bem como o desemprego levando a informalidade e a fome foi e são muitas das consequências que a Pandemia da Covid 19 produziu no Brasil.

Para a obra, Monike começou escrevendo uma crônica em dezembro de 2020 e em fevereiro de 2021, elaborou os cinco outros capítulos, que são contos, até agosto de 2021, quando finalizou o livro e o publicou. “Decidi escrever contos ficcionais sobre o impacto da Pandemia no Brasil por sentir que esse tema será tema de muitos livros, filmes, peças de teatros,... como foram 'inspiradoras’ as grandes guerras mundiais”, revela.

Monike Garcia Ribeiro é carioca e mora no Rio de Janeiro, capital. É Pesquisadora, Escritora e Professora com Doutorado em História Comparada pela UFRJ, além de mestre em Memória Social pela UNIRIO. Possui graduação em História (UFRJ) e em Museologia (UNIRIO). O seu primeiro livro publicado foi “Estudo histórico comparativo da imagem e da memória do Rio de Janeiro entre 1816 à 1826, através dos pintores viajantes: Nicolas Antoine Taunay, Thomas Ender e Charles Landseer” (1ª ed. Saarbrücken: Alemanha, Ed. Novas Edições Acadêmicas / OmniScriptum GmbH & Co. KG, 2017). O segundo foi o Romance “Adeus Abadessa” publicado em dezembro de 2019, pela editora  UICLAP. O terceiro livro, também editorado pela UICLAP, foi em maio de 2020 intitulado: “Memória Social, Política Cultural e Patrimônio Cultural. Casos nos Conselhos Nacional e Federal de Cultura-RJ (CNC:1962 a1964 e CFC: 1976;1977)”.

O seu penúltimo livro, “Memória Social, Política Cultural e Patrimônio Cultural. Casos nos Conselhos Nacional e Federal de Cultura-RJ (CNC:1962 a1964 e CFC: 1976;1977)”, é baseado em uma pesquisa histórica, sobre estudos de casos nos Conselho Nacional de Cultura e no Conselho Federal de Cultura, sendo ancorada em documentos, alicerçada a nível teórico nas temáticas da Memória Social, Patrimônio e Política cultural. Abarcando o período histórico de 1962 a 1964 e de 1976 a 1977. A História Institucional desses dois órgãos da administração pública federal misturam-se não só com a História da Política Pública Cultural Brasileira, mas, sobretudo com a Memória e a História do Rio de Janeiro.

“E A Terra Estremeceu” foi editado com 108 páginas e está por cerca de R$ 18,78 (mais taxa de frete) na loja online da editora UICLAP (https://loja.uiclap.com/titulo/ua10177/).

Escritora ludovicense Jessica Cantanhede, lançará livro de poesias nesta sexta (11) no São Luís Shopping

“Trechos Em Textos: Memórias que formam poesias” é um livro de edição autônoma e sem censura da escritora ludovicense Jessica Cantanhede, e publicado pela Editora Estampa com cerca de 84 páginas. A obra que traz a liberdade como ponto central, onde o ato de viver é apresentado de maneira diferenciada. De forma autêntica e criativa, a autora mescla diversos estilos literários sem perder a essência, transitando entre passado, presente, futuro e nos mostrando que a sua obra vem para conquistar espaço no cenário atual, não somente pelos jogos de comunicação, mas pela relevância das temáticas abordadas. O lançamento será às 18h desta sexta-feira (11) na Livraria e Espaço Cultural AMEI, no São Luís Shopping (Av. Prof. Carlos Cunha, 1000 - Jaracaty), em São Luís/MA. E contará com poesia cantada, apresentação do Sarau Ludovicense, Cilios Brown, o produtor musical Liu Bani e dentre outros convidados.

Os versos-memória que compõem este livro irão nos guiar a dois caminhos: o primeiro caminho, movido pelas emoções, levará a poemas que questionam o viver de um ser humano na sua face mais sentimental. É o momento em que a escritora demonstra profunda admiração pelo universo e reflete sobre as sensações que o permeiam, é uma espécie de diálogo sobre amor, amizade, medo, felicidade, tristeza, construção e superação. Já o segundo caminho, em tom de protesto, traz a mais profunda representação da liberdade de expressão, da denúncia e da coragem. São escritos baseados nas vivências da autora que focam nos problemas sociais, nas mazelas. São os gritos que fazem a revolução diante do descaso, da injustiça.

Sobre a ideia do livro, Jessica destaca: “Um pouco depois do acidente, os médicos disseram que eu vegetaria numa cama, e jamais teria reação cognitiva/intelectual. Por um tempo deixei de lado a ideia, mas entrei na faculdade e encontrei pessoas maravilhosas que abraçaram minha ideia, tais como: Ana Flávia Pimentel, minha revisora e Natasha Castro, minha diagramadora. Mas, outras pessoas também me motivaram, e sou grata”.

“Ainda estou lendo, mas já tenho uma imagem da poesia dessa autora promissora, gostei muito do aspecto intimista e delicado da obra, a autora realmente se entrega em pequenos pedaços dentro dos poemas. Justifica muito o que o titulo diz ‘Trechos (de vida) em textos. Meus parabéns e sucesso”, comenta o leitor Carlos Bruno, na página do livro na Amazon Brasil.


Jessica Cantanhede é o pseudônimo artístico de Jessica de Lourdes Cantanhede Barbosa nasceu no dia 11 de fevereiro de 1992, em São Luís (MA) e a nona filha de Francisca Melo Cantanhede. Faz faculdade de Letras na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e, além de escritora, também é cantora e compositora de rap, poetisa, contista e romancista. A jovem pretende, para o futuro, lançar sua autobiografia, além de publicar mais dois livros, cujos projetos já estão prontos.

A autora teve uma infância tranquila e sadia até os seus 14 anos, quando foi vítima de uma bala perdida, perdendo assim todo o movimento do seu corpo, passando por dois comas. Com risco de mexer no ambiente onde se localizava o projetil, o neurocirurgião decidiu deixar o projetil na cabeça, e até o hoje ainda está com ele. Tempos depois, faz uma tomografia e disseram que seria impossível andar novamente, e até mesmo estudar, pois a região em que o projetil se encontrava era muito delicado e tinha feito um estrago cerebral, perdendo componentes responsáveis pela memória, equilíbrio, coordenação e afins. “Desde criança eu já rimava e passeava nas palavras, mas nunca imaginei chegar tão longe. O meu maior sonho era ser jogadora de futebol, até entrei em um time regularizado para um campeonato, e no dia antes de jogar, aconteceu o acidente, no dia 21 de outubro de 2006. Foi-se o sonho de jogadora, mas sobreviveu a rimadora, escritora e acima de tudo, vencedora”, diz.

Outros livros de Jessica, “Seis Cores” e “Virtudes Sentimentais”, foram publicados em formato digital na plataforma Lettera. O primeiro fala da Natila, que em 2016 entrou para faculdade e se apaixonou por uma heterossexual que estava de casamento marcado, e que no final acabam ficando juntas. O livro é repleto de informações de caráter racial, LGBTQIA+, poesias e muito drama. O segundo é uma pequena antologia de poemas.

Os exemplares do livro “Trechos Em Textos: Memórias que formam poesias” estão em pré-venda por R$ 30,00 (impresso) e R$ 10,00 (e-book) na Livraria AMEI (www.ameilivraria.com/product-page/trechos-em-textos-mem%C3%B3rias-que-formam-poesias) e na Amazon Brasil (https://amzn.to/35VIB7b), ou em contato com a autora pelos seus perfis no Instagram (@jessicacantanhedek e @batalhadave).

Resenha: Herança Celta - A. F. Reis

Livro: Herança Celta
Autora: A. F. Reis
Ano: 2020
Páginas: 410
Gênero: Ficção Brasileira
Editora: Publicação Independente
Classificação: 5/5 estrelas

Sobre a autora: A. F. Reis costuma trazer em suas obras a cultura de povos esquecidos ou marginalizados pela sociedade, como os celtas e os ciganos. Suas protagonistas são mulheres fortes e independentes, sempre a frente do seu tempo, que precisam se redescobrir para enfrentar os desafios impostos para vida.

Resumo: Na ilha de Mona viviam jovens sendo treinados para serem futuros sacerdotes celtas, onde usavam o respeito pela natureza como magia para manutenção da paz entre os povos. A ilha é destruída e o povo que habitava nela é dizimado; exceto um grupo de jovens que são levados a um tempo totalmente diferente do que viviam. Sem memórias e sem poderes acabam reconstruindo suas vidas sem saber dos seus passados. Até que um dia tudo isso muda... Alanis, uma jovem que mora no Rio de Janeiro, é a primeira a ter suas memórias recuperadas. Sua missão é encontrar os demais druidas sobreviventes e juntos realizar um ritual que irradiará luz para a terra trazendo paz para a humanidade. Porém um mago das trevas, em busca de vingança, fará tudo para provocar uma Terceira Guerra Mundial.

Opinião: O livro tem gênero ficção, seus capítulos são curtos e sua linguagem bastante moderna; o enredo é cativante e a história nos prende a cada capitulo, a uma viagem dentro da magia, cultura, rituais druidas... Deixando a tona preconceito, manipulação, pobreza... Uma obra completa que nos faz refletir sobre o mundo que estamos vivendo e sobre como ele está contaminado com desrespeito e desigualdade, deixando nossas atitudes serem o único causador e a única saída.

“A poesia e a força das águas amazônidas”, livro resgata em trovas a riqueza do povo das águas

O Brasil é um país imenso, tanto território quanto em diversidades e culturas. Dentre elas as artes e, em especial, a literatura. Palavras em prosa, verso ou em trovas, é o que o propõe o novo livro da autora Marta Cortezão, que revela um Brasil ainda muito desconhecido dos outros Brasis já tão conhecidos. A obra, lançada pela Editora Penalux, intitula-se “Amazonidades: gesta das águas” e conta com 102 páginas.

O livro, por meio de versos curtos, retrata bem a Amazônia e seu povo. Um Brasil do qual se precisa falar. “O livro reboja a poesia do povo das doces águas”, conta Marta em recente entrevista. “A poesia das comunidades ribeirinhas, onde me criei e viajei por tantas estradas líquidas, bebendo na fonte do imaginário amazônida, que pulsa e vibra na tradição oral que me foi legada”, destaca.

No entender da autora, a literatura pertence ao povo e com ele estabelece uma relação de horizontalidade e simbiose. “Esse livro é um registro literário, em trovas, destas manifestações culturais a fim de perpetuar a memória popular e tradicional de meu lugar”, comenta.    

Do ponto de vista cultural e literário, o livro registra e legitima a literatura popular, aquela que vive das margens, com sua oralidade e representações populares. “A origem de toda literatura que se denomina canônica é a cultura popular, a tradição oral”, explica Cortezão. “A Literatura nasce do/no povo, é primitivamente popular. A relação entre povo e manifestações culturais é de horizontalidade, pois a Literatura não entende de classes sociais, ela é apenas e grandiosamente Arte”.

Isaac Melo, que assina o prefácio do livro, afirma que mergulhar no universo poético de Marta Cortezão é mergulhar na multipluralidade da Amazônia. “Suas trovas são pedaços prenhes da vida fecundante e fecunda que lateja incoercível em nossos barrancos, rios, florestas e povos. [...] Seus versos pescados ou passarinhados nos fazem imergir no universo espiritual da Amazônia, ao ‘encantamento das matas’, com suas iaras, boiúnas, boitatás, botos, uirapurus, juruparis, ceucis, rasga-mortalhas, acauãs, etc. Uma plêiade de encantados que nos faz entender a importância de cuidar e preservar de todo esse rico universo social, cultural, ecológico e místico das Amazônias.”

No texto de orelha, Zemaria Pinto reflete sobre outro aspecto da obra: “Duas linhas de pensamento são recorrentes: a sensualidade e a metalinguagem. Às vezes, elas vêm juntas: ‘A traquinagem do verso / faz vaginar pensamentos; / então me entrego, de certo, / ao falo afoito do vento.’ As metáforas são sempre construídas com elementos do imaginário: ‘Pensamentos escamei, / aparei todas as abas, / as cicatrizes limpei / e salmourei as palavras.’ E observem o domínio da métrica e das rimas – toantes, inclusive.”

Ao final do livro, Vânia Alvarez, escritora que assina o posfácio, aborda sobre o significado da trova e sua importância na Literatura da Amazônia. E complementa: “Esse é um perfil dos escritores amazônicos que ainda precisa ser estudado e explorado pela crítica literária sobre a Literatura Brasileira na Amazônia”.

“Amazonidades: gesta das águas” traz esse título em referência ao grande rio da floresta, forte presença poética na obra de Marta Cortezão. “É o compasso das águas que marca minha poesia”, finaliza a autora, “trazendo à tona o universo da Amazônia ribeirinha, sua diversidade cultural e sua gente”. 

Portanto, que o leitor ao embarcar neste livro visite as memórias amazônicas. Que pise no chão líquido do povo das águas. E se encante com o grande arsenal amazônico cultural, lendário, mitológico, linguístico que os versos de Marta Cortezão nos oferece com sua belíssima obra. 


Marta Cortezão nasceu em Tefé/AM, mas mora em Segóvia/ES desde 2012. É escritora, poeta, tradutora, trovadora, ativista cultural. Tem obras (poemas e contos) publicadas em antologias, tanto nacionais como internacionais. Publicou o livro de poesia “Banzeiro manso” (Porto de Lenha Editora, 2017). É membro-fundadora da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônicos – ABEPPA, membro correspondente da Academia de Letras do Brasil – Amazonas – ALB/AM e da Academia Ludovicense de Letras – ALL/MA. A obra “Amazonidades: gesta das águas” já está disponível por R$ 40,00 pela loja online da editora (https://www.editorapenalux.com.br/loja/amazonidades-gesta-das-aguas).

Conheça a obra “A Domme”, romance da escritora Mariana Guedes

“A Domme” é um livro de romance erotizado da escritora paulista Mariana Guedes. Publicada pela Editora Foxtablet, a obra conta com cerca de 109 páginas e traz Samanta como a personagem principal, uma garota vítima de abuso sexual na infância e que ao passar dos anos desenvolve o transtorno da hipersexualidade. O livro é dedicado à comunidade LGBT, educadores do sexo, apreciadores do BDSM e àqueles que desfrutam de histórias cheias de desejos, experiências, devaneios e amor, seja ele monogânico ou poliamor.

Na trama, Samanta é uma menina de onze anos que foi brutalmente violentada por um grupo de jovens, assim tendo que passar por diversas terapias após o ocorrido. E ao contrário de outras garotas vítimas de abuso, ela desenvolveu a compulsão sexual (comportamento sexual excessivo e fora de controle). Após seis longos anos se relacionando apenas com mulheres, Samanta começou a entrar no obscuro de sua própria mente por conta de uma perda, que fez seus traumas do passado voltar à tona. A mais nova dominatrix estava surgindo e a cada experiência seu desejo por vingança apenas aumentava.

“Era necessário incluir uma mulher empoderada onde somente homens ganham destaque ao serem dominantes”, revela Mariana sobre a obra. O livro está no formato digital e já está disponível desde o dia 18 de setembro na Amazon Brasil por R$ 8,99 (https://amzn.to/3uecZSv).


Mariana Origuela Guedes tem 21 anos e reside na cidade de Salto, interior de São Paulo. É Terapeuta holística, escritora e sempre, com as palavras na ponta da caneta, decidiu fazer de seus pensamentos e sentimentos uma arte a ser apreciada. Em uma busca constante para saber quem realmente era, apenas escreveu: “Quem eu sou? Eu não sei! Me descubro a cada dia que passa, é como entrar em um labirinto sem saída onde vejo apenas as folhagens abaixo dos meus pés e o céu que há sob minha cabeça, as vezes dia, as vezes noite, radiante ou nublado, bonito ou feio, depende apenas do seu ponto de vista. Me perco em mim por muitas vezes, mas tenho a certeza de que mesmo no decesso há vida e ela apenas se recompõe, assim como eu, aprendo a cada momento com pessoas diferentes e em situações diferentes sempre buscando melhorar o meu eu, por mim e por mais ninguém”.

Seis dicas de livros para comemorar o 'Dia da Infância' com muita cultura


Celebrado em 24 de agosto, o Dia da Infância lembra alegria e brincadeiras. E porque não aproveitar a data para falar da importância de estimular o prazer da leitura desde pequeno? Esse é um dos lemas da Editora Colli Books, que atua no segmento de literatura infantojuvenil.

Para comemorar este dia tão especial, a editora nos dá dicas de seis livros que prometem incentivar a cultura nas escolas e, com isso, contribuir com a infância de uma forma mais criativa, ajudando na formação básica dos pequenos leitores.

De acordo com Isa Colli, escritora e diretora da Colli Books, essa fase é de grande responsabilidade no processo de formação dos hábitos das crianças. “Como autora de livros infantis penso no desenvolvimento e transformação da criança, da infância para a adolescência. Minhas obras são livros paradidáticos que permitem uma linguagem lúdica, leve e que remete a assuntos que possam ser debatidos com os pequenos que eduquem e ao mesmo tempo levem ao mundo da imaginação”, comenta a autora.

Confiram 6 dicas de livros infantis que podem auxiliar no desenvolvimento dos pequenos leitores, além de diverti-los com ilustrações coloridas e animadas.

Luke, o Macaco Atleta – escrito por Isa Colli e ilustrado por Paula Kranz, o livro da Colli Books conta a história de Luke, um macaquinho muito preocupado com a saúde, que descobriu do outro lado das montanhas, na floresta em que morava, muitos animais obesos. Ao final, os pequenos se surpreenderão com um jogo de tabuleiro, que traz uma trilha de hábitos saudáveis, que fará a meninada se divertir ainda mais após a leitura.

Incêndio no Museu - o título da autora Isa Colli mostra às crianças a valorização do Museu Nacional, espaço tão importante, que um dia abrigou a família imperial e foi atingido por um trágico incêndio em 2018.

O Menino que descobriu as cores - resultado da parceria entre mãe e filho, Tais Faciolli e Tiago Vilariño, o livro conta a história de Jorginho, um menino esperto e curioso que descobre a magia das cores misturando três potes de tinta.

A Menina dos Cabelos de Alfenim – escrito por Fabiana Guimarães e ilustrado por Well Rosa, o livro fala sobre um assunto muito delicado, porém comum no dia a dia das crianças, em fase escolar, o piolho.

A Nuvem Floquinho – da autora Isa Colli, conta a história de uma nuvem ambientalista que, ao perceber as consequências das ações humanas para o planeta, se junta a outras nuvens para levar mensagens de conscientização e salvar a natureza.

O Sol que queria tomar banho de Lua  - Fábula assinada pela autora Claudia Cataldi. Confira: Já imaginou se o sol resolvesse tomar o lugar da lua? Pois não é que um dia isso aconteceu! O mundo ficou de pernas pro ar e uma grande confusão de formou. Como será que vai acabar essa história?

Resenha: Cigana – A Ilusão - A. F. Reis

Livro: Cigana – a ilusão
Autora: A. F. Reis
Ano: 2020
Páginas: 195
Gênero: Ficção brasileira 
Editora: Publicação independente
Classificação: 5/5 estrelas

Sobre a autora: A. F. Reis costuma trazer em suas obras a cultura de povos esquecidos ou marginalizados pela sociedade, como os celtas e os ciganos. Suas protagonistas são mulheres fortes e independentes. Sempre a frente do seu tempo, que precisam se redescobrir os desafios impostos pela vida.

Resumo: Uma jovem cigana chamada Carmem vive muito bem com sua família em seu acampamento, sonha em participar do conselho junto com seu pai, função que é exercida somente por homens; mas sua vida muda completamente quando homens vestido de preto invadem o acampamento. Sua família é separada e ela se ver fraca; ao longo da jornada descobri que existe um traidor entre eles e sua missão agora que encontra-lo, evitar um golpe de estado ao Rei e reunir o que sobrou de sua família.

Opinião: O livro tem uma estrutura bastante interessante, são parágrafos e capítulos curtos e muito dialogo. Tem aventura, romance, mistérios e reviravoltas, ingredientes perfeitos para uma maravilhosa ficção. A história mostra um pouco da cultura cigana com dialetos e rotinas típicos; consegue te cativar em todos os detalhes, especialmente pela protagonista ser uma mulher valente e nunca desistir de buscar a verdade.

Novos livros da autora A.F. Reis são publicados e abordam a cultura do povo cigano em um romance envolvente

Com o propósito de chegar a quatro volumes, a autora carioca A.F. Reis publicou recentemente dois livros da saga “Cigana”, uma coleção de romance épico que traz como pano de fundo a cultura cigana, até então vista na literatura como gatunos ou pessoas que levam vantagem sobre outras. O primeiro vem como “A Ilusão” e o segundo com o subtítulo “A Revelação”. Ambas as publicações são independentes, tiveram seus lançamentos em 2020 e estão disponíveis na Livraria Arabesco (em Nova Friburgo), na Amazon Brasil ou sob encomenda com a autora (@afreisescritora).

No primeiro livro, “Carmen é uma jovem que sonha em integrar o Conselho Cigano de seu acampamento, função exercida exclusivamente por homens. Como tem o apoio de seu pai, o líder do bando, acredita ser apenas uma questão de tempo os conselheiros aceitarem a sua presença. Tudo desmorona ao seu redor, quando o acampamento é atacado durante uma festa e sua mãe é sequestrada. Convencida de que existe um traidor entre os ciganos, Carmen iniciará em segredo suas investigações, apesar da proibição de Pablo, o novo líder do grupo”.

Enquanto que no segundo volume da saga, “a morte iminente do rei Felipe oferece a Sombrio a oportunidade que ele almejava para assumir o trono. Um inesperado aliado revela aos ciganos o maior segredo de Martinez. Carmen terá escolhas difíceis pela frente após descobrir quem é o traidor do bando, ao mesmo tempo em que é pressionada por seus pretendentes a tomar uma decisão”.

“A inspiração me veio quando eu estava numa roda de amigos ao redor da fogueira, conversando e ouvindo música cigana. Eu queria escrever sobre uma mulher forte e à frente do seu tempo, mostrando como pano de fundo a cultura do povo cigano, tão incompreendido ao longo do tempo”, escreve a autora sobre o livro. “Falta em nossa literatura exemplos onde os ciganos são os protagonistas (e heróis) da história. Normalmente, eles aparecem como gatunos ou alguém que leva vantagem sobre os demais. E a cultura dos ciganos vai tão além disso! Trata-se de um povo alegre, batalhador, que ama a natureza e vive a espiritualidade, a fé no invisível que nos rodeia, na prática. Cigana é a minha homenagem a esse povo”, completa.

“Adorei! Uma leitura leve, um suspense que nos mantém ligada na história, ótimo para esse tempo denso que estamos vivendo, conseguiu me levar a esquecer um pouco toda essa loucura me transportando para bosques e matas, as quais essa humanidade atual não dá valor. Deveriam aprender com o povo cigano o amor à terra, à natureza e a conservar seu próprio habitat. Enfim, obrigada por me proporcionar essas horas de fuga de nossa realidade atual”, comentário da leitora Márcia Mackenzie.

A.F. Reis é o pseudônimo literário da autora Andréia Figueira Reis, uma carioca nascida e residente em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. É servidora pública desde 2005, formada em Direito. Descobriu a paixão pela escrita por mero acaso, escrevendo sobre o dia a dia do atendimento ao público na Receita Federal, órgão onde trabalha desde 2009. Esse foi o seu primeiro livro, lançado no formato físico e como e-book em 2018. Em 2019, publicou o meu primeiro romance, “Cigana”, lançado inicialmente apenas como e-book.


Em 2020, aproveitando o tempo livre por causa da pandemia do Covid-19, a autora fez diversos cursos na área de escrita criativa. Lançou uma nova versão de “Cigana” no final do ano de 2020, dividida em duas partes: “A Ilusão”; e “A Revelação”. Ainda em 2020, publicou o romance “Herança Celta”. Outra obra da autora é “Crônicas do Leão”, publicada de forma independente em 2018. A obra é um livro leve e prazeroso de ler, e retrata com bom humor o dia a dia do atendimento ao público em uma agência da Receita Federal. Os livros da saga “Cigana” estão à venda por R$ 15,00 (sem o frete) e R$ 5,99 nos formatos físico e e-book, respectivamente (
www.amazon.com.br/Cigana1 / www.amazon.com.br/Cigana2).

Veja o que diz a leitora Mari Petric sobre a saga: “Uma história envolvente que desperta o espírito aventureiro e romântico. Em um cenário curioso e culturalmente desconhecido por grande parte da sociedade, essa história é contada em uma linguagem leve e acessível e se desenvolve em um ritmo caloroso, apaixonado. A autora apresenta de maneira muito natural elementos de magia, além de valores como coragem e lealdade, o que produz um resultado muito agradável. Ao final da leitura, fica a impressão de que a história contada é a própria dança cigana: forte, viva, passional e romântica”.


Antologia poética une escritores brasileiros e portugueses na pandemia

Estreitar laços literários entre Brasil e Portugal, mesmo diante da pandemia. Essa é a proposta da nova antologia poética “Viagem a Portugal”. Publicada em parceria entre a Bibliomundi e a Filo Editora, em forma de e-book, a obra tem como objetivo levar o leitor, que tem sofrido com o isolamento social, para uma jornada imaginária com poesias que constroem imagens e revelam diferentes culturas e vivências.

Segundo a poeta e psicóloga Gisele Sant’Ana, coordenadora editorial da obra, a antologia traz poesias contemporâneas e homenagens com o intuito de aproximar os povos, que estão afastados mais do que nunca por conta da pandemia. “Queremos que a leitura proporcione uma agradável viagem de aprendizado e conhecimento, materializando esse encontro além da realidade física”.

“A proposta é oferecer uma obra internacional de várias mãos com escritores conceituados, onde cada compartilha um pouco do seu olhar poético do mundo em que o cerca”, comenta.

A obra conta com 28 autores no total. São escritores de diferentes regiões de Portugal (como Porto, Lisboa, Braga, Vila do Vonde, Valongo, Montemor-o-Novo entre outros) e do Brasil (como Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul).

A ideia do e-book surgiu com a possibilidade da poeta Gisele de ir a Portugal poder acompanhar o lançamento dessa antologia em Lisboa, no Palácio Baldaya, e da Coletânea Literária Primavera, a convite do editor Jorge Manuel Ramos, em que era também participante. “Então, veio a pandemia e mudou os planos”.

“Inclusive, o prefácio, em que assino, apresento o livro aos leitores como um encontro real que infelizmente não ocorreu! Isso mostra que os sonhos podem ser adiados, mas as leituras não!”, ressalta.

“Antologia de Poesias do Brasil e Portugal – Vários Autores” está disponível por R$ 30,00 e pode ser encomendada pelo e-mail poesiarevista2017@gmail.com.

Livro premiado narra a saga de família marroquina radicada em Manaus durante o Ciclo da Borracha

Em 2020, a escritora manuara Myriam Scotti foi a vencedora do Prêmio Literário Cidade de Manaus, na categoria romance regional. “Terra úmida” é o título desse livro premiado, que agora está sendo publicado pela editora Penalux com 268 páginas. A obra é um romance ímpar e comovente, construído com muita delicadeza nas narrações de Abner, um dos filhos, e de Syme, a mãe.

“Esse título foi escolhido por representar o clima amazônico”, diz a escritora à nossa assessoria. E completa: “Também foi escolhido por causa da personagem Syme. Vejo ela como uma criatura úmida, caudalosa, fértil, tanto quanto a terra que ela vai viver”.

Syme e Abner, outro personagem central do livro, fazem parte de uma família de judeus que saíram de Marrocos para se estabelecer no Amazonas no início do século passado, tendo em vista a promessa de prosperidade emanada pelo Ciclo da Borracha. Ao compor o percurso desses marroquinos, Myriam Scotti brinda o leitor com personagens cujas fronteiras psíquicas se movem ante o desconhecido.

“Além da reflexão sobre as relações familiares”, adianta a escritora, “quis trazer para a minha história a possibilidade de misturas de culturas, costumes e paisagens. E provocar alguns questionamentos mais profundos sobre deslocamento cultural e influências locais. Afinal, o que o desenraizamento pode provocar em nossa personalidade e relações?”

Anita Deak, autora que assina o texto de orelha do livro, diz que a autora “planta a terra úmida amazônica em cada personagem, e ela se infiltra lentamente em suas expectativas e dores, pressionando suas paisagens internas”. Destaca ainda a destreza narrativa de Myriam Scotti: “Ela tece as memórias de Abner e Syme num movimento pujante e fluido que enreda o leitor até a última página. Cabe destacar a maneira brilhante com que foi construída a tensão no círculo familiar, que resvala para questões fundamentais entre o feminino e o masculino”. Por fim, Anita antecipa o que o leitor encontrará neste romance: “Vai se deparar com cenários exuberantes, sentirá os cheiros do Marrocos e da Amazônia, mas perceberá em tudo isso o peso da ancestralidade a se erguer sobre todos os espaços. Como disse a escritora italiana Natalia Ginzburg, que tão bem escreveu sobre as questões familiares, o destino transcorre na alternância de esperanças e nostalgias. É uma reflexão que cabe também a esta bela obra que você tem em mãos”, finaliza.

Myriam acredita que seu livro também traz como contribuição um olhar para regiões e culturas ainda pouco exploradas no cenário literário. “Para além disso”, acrescenta a autora, “é uma história que trata, sobretudo, de questões humanas fundamentais e atemporais”.


Myriam Scotti, nascida em Manaus, em 1981, é escritora, poeta e mestranda em literatura e crítica literária pela PUC-SP. O seu livro “Terra úmida,” já se encontra disponível por R$45,00 pela loja online da editora pelo link www.editorapenalux.com.br/loja/terra-umida.

Novo livro da autora Alexandra Vieira de Almeida traz reflexões sobre isolamento e esperança

Um livro que mostra o desejo do poeta em busca da comunicação com o mundo para compartilhar seus simbolismos, dúvidas e mensagens de esperança. Essa é a proposta de “O pássaro solitário”, obra de Alexandra Vieira de Almeida, publicada pela Editora Penalux. Em um dos textos, a poeta apresenta um vislumbre de como seria o planeta após a pandemia, numa mensagem de esperança e beleza, transfiguradas pelo seu dom poético.

O sétimo livro da autora traz 33 poemas, que transitam do místico ao erótico, ao quadro de interrogações existenciais com o embate entre ser e mundo. Segundo a autora, a obra é elaborada a partir de um imaginário cheio de questões sobre a própria existência, trazendo uma potência vibrante sobre o ser e a vida, enaltecendo o trabalho com a palavra em sua literariedade, não buscando a facilidade de uma linguagem que leve à obviedade e ao simplismo.

O prefácio é assinado pelo poeta, contista, crítico, jornalista, compositor e letrista Tanussi Cardoso, que faz um itinerário da figura desse pássaro solitário ao longo da mística, já que era uma expressão recorrente, tanto no poeta indiano Kabir, que escreveu um poema com o mesmo título da obra de Alexandra, como no religioso espanhol San Juan de la Cruz. Para Tanussi, a escritora “busca constantemente o outro ou alguém para compartilhar a vida e fugir do isolamento, embora exista sempre um elo perdido, na possibilidade do encontro consigo mesmo”.

O posfácio é escrito por Claudia Manzolillo, escritora e mestra em Literatura Brasileira, pela UFRJ, e revisora do livro. Ela ressalta a habilidade de Alexandra em abordar o processo simbólico nas páginas de sua nova obra. Para Manzolillo, “a linguagem, matéria-prima, inesgotável fonte de trabalho da autora, se alinha ao universo imagético que percorre o livro, a partir de seu título”.


Alexandra Vieira de Almeida é professora, poeta, contista, cronista, resenhista e ensaísta, além de ser Doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É professora na Secretaria de Estado de Educação (RJ) e professora mediadora no Consórcio CEDERJ / UFF / UAB (Letras). Publicou sete livros de poesia, sendo o primeiro 40 poemas e o mais recente O pássaro solitário. Também tem um livro ensaístico, Literatura, mito e identidade nacional (2008), e um infantil, para crianças de 6 a 10 anos, Xandrinha em: o jardim aberto (Penalux, 2017). Segue o link para comprar “O pássaro solitário” em pré-venda: https://www.editorapenalux.com.br/loja/o-passaro-solitario.

Humor nonsense de qualidade explora novas possibilidades temáticas na literatura brasileira


Capixaba radicado em São Paulo, o autor Douglas Domingues brinca com a imaginação e instiga leitor na obra recém-lançada no Brasil “Uma fuinha sobrenatural se instalou no meu cérebro e outros textos igualmente imbecis”, com as características bizarras do humor tradicionalmente britânico. Na obra, inicialmente lançada em formato e-book, o autor reúne pequenos contos, poesias e micro-ensaios que, segundo ele “guardam como semelhança temas que são estúpidos demais para serem levados a sério”.

Tal estilística pode parecer estranha para a maior parte das pessoas, mas não se engane, há uma enorme cultura em ascensão do universo do “bizarro” somado ao nonsense – sem sentido em tradução literal. Desde o tradicional britânico Monty Python até desenhos da infância noventista como Coragem, o Cão Covarde, elementos que causam estranhamento agradam e atraem centenas de pessoas, especialmente nos espaços geeks

Se uma fuinha mística se instalando no cérebro de um usuário de metrô com a intenção de jogar uma conversa fora é algo que te instiga, você precisa conhecer o talento desse escritor. Domingues une as características do humor nonsense ao toque de brasilidade que inaugura novas possibilidades para a literatura nacional.

Com uma personalidade igualmente irreverente, o autor reforça “o formato de textos curtos o torna uma ótima opção para se ler na intimidade do banheiro”. Não é apenas o conteúdo, mas Douglas também compartilha o nome com uma das maiores referências do segmento, Douglas Adams, envolvido com o projeto de Monty Python e autor do famoso Guia dos Mochileiros da Galáxia.

A capa é uma obra à parte de autoria do quadrinista Victor Bello expoente dos quadrinhos undergrounds e responsável por obras como "Úlcera" Vortex (2017) e "O Alpinista" (2019). A versão do livro “Uma fuinha sobrenatural se instalou no meu cérebro e outros textos igualmente imbecis” está disponível na loja virtual da Amazon (https://www.amazon.com.br/dp/B08RG8JNRF/).

Capixaba radicado em São Paulo, Douglas Domingues é mestre e professor universitário na área da comunicação, além de aficionado por quadrinhos baratos, filmes ruins, música esquisita e coisa parecida. Leciona cinema, audiovisual e novas mídias no ensino superior privado. Contatos com o autor podem ser feitos por meio do e-mail duubhs@gmail.com.

Resenha: O Rastro do Seu Sangue - Anna Luiza Freire

Livro: O rastro do seu sangue
Autora: Anna Luiza Freire
Ano: 2020
Paginas: 110
Gênero: Romance
Editora: Penalux
Classificação: 4/5 estrelas
Comprar: Ir para loja

Sobre a autora: Anna Luiza Freire nasceu em 25 de Janeiro de 1996, em Salvador. É estudante de Letras, escritora e poeta. “O rastro de seu sangue”, seu romance de estreia, é reflexo de um amor intenso por transformar o cotidiano em ficção e pela cidade de Salvador.

Sinopse: Em uma cidade soteropolitana, em um verão de 1994, o destino de três jovens se entrelaçam: Glauber, um jovem de classe alta, cheio de si, mimado e que quer tudo para si não importando como; Claudia, uma garota alegre e sonhadora; e Juliano, um rapaz determinado trabalha para ajudar sua família e ao mesmo tempo estuda para lhes dar uma vida melhor. Em Janeiro de 1994, um incidente acontece e todos tem seus destinos transformados. Glauber, Claudia e Juliano são atormentados durante muito tempo até que a verdade vem à tona e dar fim a toda injustiça e impunidade que se perdurava até o momento.

Opinião: "O rastro de Seu Sangue" tem uma linguagem simples e de fácil entendimento. A história fictícia se mistura com fatos reais que se passam na mesma época, como mortes de pessoas famosas e acontecimentos que mudou o nosso país. O livro é muito cativante e altamente atraente, a história nos prende deste o primeiro capítulo, sendo recomendado para todos os amantes de romances.

“Roda-Gigante” e o símbolo da serpente que morde a própria cauda


No atual contexto de pandemia e crise econômica, a população brasileira (bem como o mundo) se vê presa numa verdadeira caixa de pandora, enfrentando seus demônios e mordendo a própria cauda. E é no meio desse conflito-armado de emoções, que surge o livro “Roda-Gigante”, coletânea de poemas de Rique Ferrári, escritor gaúcho. A obra, publicada neste mês pela Editora Penalux, se propõe a representar a grande metáfora da vida e do conhecimento, por meio da qual a realidade humana é expressa em sua mais crua face.

Ousada e inovadora, a poesia de Ferrári leva o leitor a uma jornada pelos ciclos inconstantes da vida, fazendo-o refletir, principalmente, sobre o atual momento. O universo é cíclico. “Assim também somos nós”, declara o poeta. “O livro traz muito disso: os ciclos que vivenciamos, as tantas linhas de partida e de chegada”, continua Ferrári, “onde um encerramento traz sempre algum início”.

Para o autor, os poemas dessa coletânea buscam trazer “uma normalização das pequenas mortes de nossas vidas”. E acrescenta: “Assim como a desmistificação de que há apenas um ciclo: em que se nasce, cresce, reproduz e morre; como nos ensinaram quando crianças”.

O livro prega também “o incrível e estrondoso superpoder de se iniciar um ciclo a qualquer momento”. Sempre iniciamos um novo ciclo quando começamos um novo aprendizado. “A vida é uma natureza plural”, sentencia. “Uma força em constante mutação”.

Sobre a escrita de Ferrári, Waldemar José Solha diz no prefácio: “Todo criador busca uma nova forma de criar, ou não se sentiria bem ao ser saudado com esse nome”. E para falar de criação, Solha recorre à simbologia do oroboro, um conceito simbolizado por uma serpente que abocanha a própria cauda. “Evolução voltada para si mesma”, continua ele. “Tendo isso em mente, criar fica muito mais difícil. Mas Rique Ferrári cria.”

Ronaldo Cagiano, que assina o posfácio do livro, comenta: “Rique Ferrári utiliza seus artefatos para alcançar aquilo que de mais dinâmico e comunicador pode e deve deflagar numa obra literária, imbuída em seu compromisso estético e em sua dimensão ética. ‘Roda-Gigante’ reafirma um autor em pleno domínio de sua arte”.

O poeta também declara que seu livro “não tenta e nem quer impressionar. Quer apenas ser o que é, trazendo seu próprio leque de percepções, despreocupado de que seja bom ou ruim”. Ferrári acredita que ser real na arte é maior que ser bom, levando em conta apenas argumentos e visões literárias. “Penso que na literatura, como em qualquer âmbito, é especial encontrar algo genuíno. E de fato me esforcei para isso. Às vezes é necessário um esforço muito maior para ser quem se é; e isto vale para o poeta e para o poema”, finaliza.

No atual cenário da poesia brasileira, a escrita cíclica de Rique Ferrári em Roda-gigante é um sopro de ar puro. A obra possui 90 páginas e está por cerca de R$ 40,00 pelo site da editora (https://www.editorapenalux.com.br/loja/roda-gigante).


Rique Ferrári, 36 anos, nasceu em Bento Gonçalves – RS. Reside em Porto Alegre e peregrina pelos hemisférios a fim de aprofundar os estudos socioculturais das civilizações. Neste Roda-gigante traz alguma inspiração da europa ocidental, e já planeja o próximo passo, a explorar o continente africano. Ferrári também é produtor de vinho e colecionador de antiguidades, muitas delas encontradas nas andanças pelo mundo.

Romance flerta com o realismo fantástico e apresenta uma narrativa fragmentada, mesclando passado, presente e futuro


O escritor Emmanuel Mirdad, coordenador geral e criador da Flica, está lançando pela Penalux o livro “oroboro baobá”, seu primeiro romance. Da sua origem até desembocar numa foz literária, este romance finalista de dois prêmios nacionais em 2017 (Prêmio Sesc de Literatura e Prêmio Cepe Nacional de Literatura), levou mais de oito anos para ser concluído, acumulando vinte versões de si mesmo. A obra vem com 324 páginas e já se encontra disponível na loja online da editora.

Assim, parte-se da simbologia de uma árvore sagrada engolindo as próprias raízes para conceber um universo peculiar: nada existe em consciência; tudo existe em herança antepassada. O insondável habita personagens impelidos a cumprir suas jornadas sem ter acesso à regência de suas vidas, dedicando-se ao destino que acreditam ter escolhido, porém alheios à ilusão do livre-arbítrio.

Em contínua transposição metafísica entre a costa africana e cidades interioranas da Bahia, uma ancestralidade intocável realiza um feito extraordinário em um simples campeonato de futebol amador. Entretanto, é nesse ambiente de aparente frivolidade que se expõe, em alta voltagem, as entranhas da natureza humana: disputas por território, narrativas e micropoderes que remontam à formação da identidade brasileira e à origem da riqueza das elites que exalam hipocrisia. Além disso, há o vigor feminino em confronto com estruturas arcaicas que insistem em inviabilizá-lo.

Contudo, trata-se de um livro cuja segunda leitura talvez permita a exploração de sutilezas que flertam com a epifania. Para só então compreender-se a óbvia onipresença do sagrado, por mais que tenha permanecido oculto.

“oroboro baobá” apresenta uma narrativa fragmentada: passado, presente e futuro são narrados no tempo presente, e vários personagens seguem as suas jornadas, sem o conhecimento da conexão que os envolve. Não há um protagonista; o importante é o movimento, as pequenas sagas que acontecem, orientadas pela premissa: “ontem é hoje, amanhã é hoje, tudo o que nos forma é hoje”.

É um romance de realismo fantástico, com a presença da divindade Mutujikaka, a guardiã, e as suas entidades africanas, como a transportadora Mensawaggo, a mensageira Makonga e a dançarina Mokamassoulé, regendo a aplicação do destino, o que está previamente definido, a verdade que os humanos (e elas) não têm acesso.

A seleção de Porto Seguro é favorita para ganhar o campeonato Amadô, graças às defesas sobrenaturais do goleiro negro Montanha, fenômeno que não toma gol, ídolo que não fala, evita relações, não dá entrevista nem permite ser tocado. Ninguém conhece o seu passado intrigante, que talvez seja ligado à jovem Miwa, encontrada no mangue de Mucuri após visões fantásticas com entidades africanas, adotada e criada por três mulheres negras que são descendentes de um mesmo ancestral africano, que foi escravizado e prosperou como um rico senhor fidalgo.

Há o empresário e chefe do tráfico que é o artilheiro do time, que busca a sua redenção através do futebol. Há o jornalista investigativo que se empenha em descobrir os mistérios do goleiro imbatível. Há a educadora Maxakali que têm de se separar da tribo por ameaças de bandidos e precisa descobrir onde está o seu filho, que é adotado e negro como Miwa. Um romance com muitos personagens e muitas locações, como Caraíva, Mucuri, Nanuque, Aldeia Verde e a mágica Avenida dos Baobás, em Madagascar.

O “oroboro” é o símbolo da conexão da boca com a cauda, da cabeça com o pé, dos galhos com as raízes, o início com o fim e/ou o fim com o início. É o círculo que se consome, que gira em eterno movimento, em continuidade incessante, a ida e a volta, morte-vida & vida-morte. O tempo como roda e não lança. Tudo ao mesmo tempo agora; futuro e passado, tudo é presente. Dizem que o símbolo tem origem no Egito Antigo, representado pela cobra que come o próprio rabo. Tradicionalmente, o oroboro é uma serpente, mas há versões como dragão. Sempre um animal. Daí, a inovação do romance: um oroboro vegetal, um oroboro de baobá, em homenagem à Renala (Adansonia grandidieri), endêmica de Madagascar, a “Mãe da Floresta”, segundo os malgaxes, o baobá presente no livro.


Baiano de Salvador, de outubro de 1980, formado em Jornalismo pela Facom – Ufba, Emmanuel Mirdad é autor do romance “oroboro baobá” (2020), de “O limbo dos clichês imperdoáveis” (2018), reunindo os 60 contos que escreveu entre 2000 e 2018, e “Quem se habilita a colorir o vazio” (2017), reunindo os 200 poemas que escreveu entre 1996 e 2017. É autor, também, das antologias de poemas “Ontem nada, amanhã silêncio” (2017) e “Yesterday, Nothing; Tomorrow, Silence” (2018), com tradução de Sabrina Gledhill. Todos os livros estão disponíveis para leitura e download no seu blog.

É um dos criadores, donos da marca e coordenadores gerais da Flica (Festa Literária Internacional de Cachoeira), e atuou como curador de quatro edições da festa (de 2012 a 2014, em parceria, e 2016, sozinho). Sócio-diretor da produtora Cali, que realiza a Flica ao lado da produtora Icontent/Rede Bahia. Produtor cultural com mais de 20 anos de carreira, realizou diversos projetos com patrocínio público-privado, como festivais, shows, premiações e gravações de álbuns, e foi sócio da produtora Putzgrillo Cultura (2008 a 2012).

Compositor, possui mais de quarenta músicas gravadas, entre rock e reggae progressivo e psicodélico, blues, groove, pop rock e experimental, em inglês e português, e mais de dez trabalhos lançados, entre EP’s e álbuns. Foi produtor fonográfico, artístico e executivo da banda de rock psicodélico progressivo The Orange Poem (2000 a 2014), e do projeto de psy-prog-reggae Orange Roots (2015 a 2019). Mantém o blog “O lampião e a peneira do mestiço” (www.elmirdad.blogspot.com). O seu livro “oroboro baobá” pode ser adquirido pleo link www.editorapenalux.com.br/loja/oroboro-baoba.

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