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S. Barreto lança “As quatro estações” e marca seu espaço na literatura nacional

O escritor Saulo Barreto Lima lança mais uma obra de contos marcada pelo simbolismo e pela força narrativa: quatro histórias que dialogam en...

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“Imagens do Nordeste no Cinema Brasileiro Contemporâneo” é o primeiro livro do baiano Alisson Gutemberg

Arte: Tiago José Lima
Primeiro livro do baiano Alisson Gutemberg, “Imagens do Nordeste no Cinema Brasileiro Contemporâneo”, será lançado na próxima quarta-feira, dia 7 de junho na Universidade Federal da Paraíba (Auditório do Demid), em João Pessoa, a partir das 19 horas. O evento faz parte da programação do minicurso “O cinema de John Cassavetes”, organizado pelo professor e cineasta Bertrand Lira, que ocorrerá de 6 a 9 de junho.

O livro é uma ampliação da pesquisa de mestrado, realizada por Alisson. A ideia veio da sua relação com essa “nordestinidade”. Apesar de ser natural de Salvador, de uma maneira geral se tem um contato menor com a dita "cultura nordestina" na capital baiana, quando comparada com cidades como Caruaru, por exemplo. Apesar da Bahia figurar no Nordeste brasileiro, a ligação com cidades como caruaru e juazeiro do norte, terra de seu pai e sua mãe, respectivamente, proporcionou um contato maior com essa dita nordestinidade.. Sendo essa a motivação inicial para esse projeto, que ganhou novas formas ao longo do tempo. Com cerca de 144 páginas, o livro foi publicado pela Editora Multifoco e está à venda por R$ 50,00 no link www.editoramultifoco.com.br/loja/product/imagens-do-nordeste-no-cinema-brasileiro-contemporaneo/.

A obra analisa o processo de construção do imaginário nordestino. Para tanto, debruça-se pelo papel da arte. Analisa de que maneira música, pintura, poesia, literatura, e principalmente o cinema, ajudaram a consolidar imagens para a região nordestina. Basicamente, o imaginário nordestino foi alicerçado a partir de dois grandes temas: saudade e dor. No primeiro, encontra-se a temática da tradição, do patriarcado e do folclore. No segundo, da seca, miséria e messianismo. Contudo, a arte contemporânea, precisamente o cinema, tem deslocado essas imagens. Filmes como “Árido Movie”, “O Som ao Redor” e “A História da Eternidade”, pensam o Nordeste global: discutem o lugar da tradição, das raízes, em meio ao mundo contemporâneo. E é nesse deslocamento simbólico que a obra se concentra.

“Na medida em que comecei a estudar a Comunicação de uma maneira mais específica, na graduação, aprendi, principalmente com o Foucault, que todo discurso é um ponto de poder e de saber. E que esse mesmo discurso produz representação, e, por consequência, também estereótipos. A partir disso, me interessei em pesquisar a construção da representação nordestina e compreender de que maneira estereótipos como messiânico, sertanejo, miserável, etc., passaram a compor essa representação. E esse foi o meu ponto de partida na pesquisa. Li uma obra, fantástica, por sinal, chamada A invenção do Nordeste e outras artes para tentar entender isso. Ao mesmo tempo em que via os filmes contemporâneos do cinema pernambucano. E assim percebi um deslocamento na forma de representar esse ser nordestino. E esse passou a ser o foco da minha pesquisa, e é o foco dessa obra”, diz o autor.

Alisson Gutemberg é baiano, nascido na capital Salvador, mas criado Laje, uma cidade pequena (cerca de 200 km da capital) no interior do estado. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (2012), Mestre em Comunicação e Culturas Midiáticas pela Universidade Federal da Paraíba (2016); e doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Por conta do Doutorado, atualmente reside em Natal - RN.

“O nordestino do século XXI é completamente diferente do nordestino da metade do século XX. É só olhar Árido Movie e Deus e o Diabo na Terra do Sol para compreender isso. Está lá. Eu apenas tento compreender os motivos que levam a esse deslocamento. É uma perspectiva heideggeriana, apesar de não citar Heidegger diretamente no livro, de uma compreensão do ser como um ente privilegiado ligado à presença e à temporalidade, ou seja, a um espaço-tempo específico, que é o espaço-tempo de sua existência”, declara Alisson.

Autores fluminenses publicam livro com história da Força Expedicionária Brasileira e do Batalhão de Saúde de Valença - RJ

Para preservar a memória da Força Expedicionária Brasileira - FEB, em especial dos expedicionários do Batalhão de Saúde formado em Valença - RJ, os autores fluminenses Raimundo César de Oliveira Mattos e Elen Cristiane Guida Vasconcellos, lançam no próximo dia 3 de junho a obra “A FEB Por Ela Mesma - A Voz dos Expedicionários”. O livro foi publicado pela Interagir Editora e será lançado na V Feira Literária de Valença – FLIVA (Praça Visconde do Rio Preto - Jardim de Cima) a partir das 16 horas.

O livro consta de três capítulos iniciais com o histórico da entrada do Brasil na II Guerra Mundial, a formação do Batalhão de Saúde em Valença e o histórico da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil - seção Valença. Também traz depoimentos de expedicionários, relação dos que participaram do conflito neste batalhão e em outros e que eram membros da Associação, além de imagens, cartas enviadas por expedicionários e outras informações.

“A FEB Por Ela Mesma – A Voz Dos Expedicionários” surgiu da compreensão que era necessária a preservação da memória da Força Expedicionária Brasileira, em especial daqueles expedicionários que fizeram parte do Batalhão de Saúde, formado na cidade de Valença, no Rio de Janeiro. Dos quais muitos deles já faleceram, mas que deixaram depoimentos a respeito de suas atuações nos campos da Itália, dos quais constam no livro.

Historiadores, pesquisadores, e interessados na História da participação do Brasil na II Guerra Mundial em geral, podem adquirir a obra no dia do lançamento, também no site da editora e na sede da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil – seção Valença, por R$ 35,00. O livro contém cerca de 150 páginas e está disponível apenas no formato físico.

Raimundo César de Oliveira Mattos mora em Valença, no Rio de Janeiro. É professor de História e pesquisador com mestrado em História Social pela Universidade Severino Sombra de Vassouras e doutorado em História Política pela UERJ. É membro da Academia Valenciana de Letras e professor universitário pelo Centro de Ensino Superior de Valença (CESVA). Já publicou quatro obras: uma de poesias, duas de literatura infanto-juvenil e uma sobre a História de Valença. O último também foi publicado pela Interagir Editora, constando de pequenos artigos sobre fatos, pessoas e locais da cidade de Valença, sob o título “Valença Em Histórias – Pessoas, Fatos e Locais da Princesa da Serra”.

Elen Cristiane Guida Vasconcellos também mora em Valença - RJ. É graduada em História e em Direito pelo CESVA, Pós-graduada em Direito administrativo pela FIJ, e atua como secretária da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil – seção Valença, onde realiza atividades em prol da preservação da memória da Força Expedicionária Brasileira.

Além do lançamento na V Feira Literária de Valença - FLIVA, que tem como tema a II Guerra Mundial, os autores contam com o convite para participarem das comemorações de aniversário da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) - Brigada Fornovo Di Taro, em Caçapava - SP, no fim do mês de Junho. O evento ainda não tem data definida. Também contam com um convite para tarde de autógrafos na Associação dos Ex-combatentes do Brasil – Seção Valença/RJ com data ainda a ser agendada.

História da Escola Municipal de Boa Vista, em Martinho Campos (MG), é tema em livro do historiador Geraldo Andrade

Com sua terceira obra publicada o historiador e advogado Geraldo Andrade, lança neste sábado (15) “A Escola de Boa Vista - História e Memória” em Martinho Campos (MG). Em comemoração aos 70 anos de fundação da escola, o livro conta, reconta e registra os fatos de uma instituição rural, que tem se destacado no cenário nacional pelo excelente ensino oferecido. A escola é uma instituição pequena, no meio do mato, mas os alunos que por ela passaram, hoje ocupam os mais variados cargos pelo Brasil afora e no exterior.

O livro será apresentado hoje (sábado) na Barraquinha de Boa Vista, a partir das 20 horas. Em seguida haverá um baile de lançamento com o a participação do cantor Netinho e muita comida e bebida. A obra fui publicada pela Arte Sam, possui cerca de 200 páginas e está disponível nos formatos físicos e digital (e-book) por R$ 30,00 e R$ 20,00, consequentemente, com o autor, na Escola de Boa Vista e em algumas lojas em Martinho Campos (MG).

“A Escola de Boa Vista - História e Memória” é uma obra que registra a história e memória de uma escola, que mesmo para que não tenha estudado nele, certamente poderá identificar-se muito com a obra. Relembrando épocas, contextualizando os fatos históricos, sorrindo e se emocionando com a vida desse povo. “Os filhos e filhas da Escola de Boa Vista têm muitas histórias para contar. Digo filhos e filhas porque considero essa escola como a nossa mãe. É uma mãe com muitos filhos e que nos recebeu e acolheu - desde pequenos - de braços abertos. Acolheu a mim e acolheu a você que agora porta em suas mãos esta obra mediante a qual lhe proporcionará uma viagem há quase setenta anos. Quantos Joãos a escola recebeu? Quantas Marias passaram por aqui? É uma Escola acolhedora, especial, que deve ter a sua memória preservada para as gerações presentes e vindouras”, reflete o autor.

A ideia de preservar a memória da escola surgiu com um sonho e um desafio do diretor Ailton Maria de Souza. Ele sonhou e depois desafiou o historiador Geraldo a escrever o livro em comemoração aos 70 anos de História da Escola Municipal de Boa Vista. “Primeiramente confesso que fiquei imensamente grato com o convite e ressaltei tamanha responsabilidade que me foi concedida. Logo percebi que o sonho do diretor se transformou no meu sonho e no sonho de muitos filhos e filhas da escola. O sonho - com o tempo - virou ansiedade. Fui questionado diariamente pelos leitores sobre a data da publicação da obra. Algumas pessoas paravam-me para comentar de sua ansiedade em ter logo o livro em suas mãos para ler, presentear, indicar a parentes e amigos. Por outro lado percebi que não podemos deixar a história da escola ser esquecida. É preciso contar, recontar e registrar a nossa história a fim de podermos preservá-la. Tudo que não se registra se perde ao longo do tempo. Perde-se porque somos falíveis, as pessoas morrem, os documentos desaparecem, esquecemos os fatos. Para evitar que isso aconteça é necessário registrar”, revela Geraldo.

Para escrever o livro, Geraldo Andrade analisou documentos e fotografias, visitou a escola, conversou com ex-alunos e entrevistou muitos professores, que passaram pela escola. Esteve com Helena Maria de Jesus, Maria Júnia Dias, Iolanda Maria Corgosinho, Antonina Latalisa França, Conceição Gonzaga de Carvalho, Alminda Ferreira do Nascimento, Maria José de Oliveira, Maria Ângela Moreno Valério, Maria Azevedo Ferreira, Maria Madalena dos Santos Silva, Conceição Aparecida Galdino, Maria Luiza Costa, Luísa Maria Corgosinho, Creuza Maria Pinto Lobato, Elvira Pimenta Soares Oliveira Pinto, Martha Elena Soares Pimenta de Medeiros, Maria da Conceição Lobato, Dalva Maria Oliveira, Ailton Maria de Souza e tantos outros que muito contribuíram na realização desse projeto. 

O livro foi dividido em vinte e seis capítulos e as considerações finais. Nele o autor procurou seguir uma ordem cronológica dos fatos. Iniciou com o sonho de uma escola e conclui com os dias atuais. Ao longo da escrita do livro, Geraldo recebeu uma carta de uma aluna da Escola de Boa Vista, da década de 50, que foi colocada como um dos capítulos. Também foi promovido um concurso de desenho e redação na Escola. O desenho está no verso do livro e a redação, no apêndice.

“Eu senti uma grande satisfação em escrever esse livro e espero que você sinta muito prazer ao lê-lo. Se atingi esse objetivo sinto-me satisfeito, senão, peço desculpas. A Escola de Boa Vista - História e Memória não é uma obra qualquer. É um trabalho muito especial. É especial porque é o nosso livro. Digo que é nosso porque visa contar a nossa história. Será contado aqui a minha, a sua, a nossa história. Assim fecho citando o poeta português Fernando Pessoa que diz: quando Deus quer, o homem sonha e a obra nasce. Então está aí a obra. Está aí a minha, a sua, a nossa história”, destaca.

Geraldo Andrade é advogado, historiador, mestre e doutorando em Direito Constitucional. Também é professor universitário e leciona no curso Aprovarium, via satélite, para os candidatos ao Exame da OAB do Brasil inteiro. Este não é o primeiro trabalho de Geraldo, ele já publicou antes outras obras: “Responsabilidade Civil Ambiental” e “Curso de Direito Constitucional”. O primeiro é sua dissertação de Mestrado. O segundo já é uma obra bem mais ampla, com 803 páginas e publicada pela Editora Clube de Autores.

O livro “Curso de Direito Constitucional” é uma soma de anos de estudos do Direito Constitucional aliado à prática em salas de aula nas faculdades e cursos preparatórios para concursos e exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O nome “Curso” tem o propósito de abordar todos os pontos da Constituição. A obra procura abordar a Constituição de 1988, levando em consideração a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, as várias emendas ao longo dos anos e os tratados internacionais de direitos humanos recepcionados no país. O livro foi atualizado até a emenda constitucional 95/2016, a súmula vinculante 56 e o novo Código de Processo Civil. Nele o autor procura usar uma linguagem coloquial, mais leve, próxima da sala de aula.

Com o livro “A Escola de Boa Vista - História e Memória”, Geraldo Andrade está com a agenda formulada para os próximos dias. Já tem um lançamento pré-agendado para a feira de Martinho Campos, e amanhã, domingo (16), estará divulgando o seu livro em um Congresso. Também já recebeu convite para palestras em duas escolas: uma em Contagem (MG) e outra na capital Belo Horizonte (MG). O autor conta com o apoio da Rádio Criativa FM, que está fazendo a divulgação gratuita da obra.

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