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Cineasta brasileiro Braz Chediak retorna ao cenário cultural com o livro de crônicas “Uma Corruíra Na Varanda”

Por: Blog Bookeiro Em: 16/11/2017

O cineasta e escritor brasileiro Braz Chediak continua surpreendendo e acaba de lançar, pela Editora Penalux, a obra “Uma Corruíra Na Varanda”. Um livro de crônicas com 186 páginas, ótimo para ler com leveza, sem pressa, como se estivéssemos diante de uma exposição de afetos. A obra é um relicário de memórias, estórias, histórias, pensamentos que nos conduz a uma terna conversa no estilo à boa tradição dos narradores orais, que estacam o leitor na velha encruzilhada da literatura.

“O cineasta Braz Chediak sempre foi um precursor em tudo. Muito jovem, e numa época talvez a mais obscura da recente História brasileira, deu voz aos personagens outsiders da até então inédita e maldita obra do dramaturgo Plínio Marcos”, começa assim o texto de apresentação do cineasta Luiz Carlos Lacerda, que assina a orelha do livro de Chediak. A obra está por R$ 35,00 na loja online da editora (http://bit.ly/corruira_na_varanda_leia).

Braz Chediak nasceu em Três Corações (MG) em 1942, e na sua infância trabalhou como balconista, engraxate, vendedor de laranjas em janelas de trens. Já no Rio de Janeiro, trabalhou como bancário durante 2 meses e, em seguida, como secretário do então senador Juscelino Kubitschek. Deixou o trabalho formal e ingressou no mundo artístico, trabalhando em peças teatrais e no filme “O Homem Que Roubou A Copa do Mundo” (1961). Com bolsa de estudos concedida pelo Itamarati (100 dólares mensais) foi para a Itália onde trabalhou como jornaleiro enquanto estudava cinema. Voltando ao Brasil, trabalhou como ator, roteirista e diretor de cinema.

Imagem: Fernando Lemos
Como roteirista escreveu “A Lei do Cão, Matador Profissional”, em (1967) e participou do roteiro de todos os filmes que dirigiu, tendo, inclusive, parceria com Nelson Rodrigues. Como diretor é dele os clássicos “Navalha Na Carne” (1ª versão, 1969), “Dois Perdidos Numa Noite Suja” (1ª versão, 1970), “Perdoa-me Por Me Traíres” (1980) e “Bonitinha, Mas Ordinária” (1981), entre muitos outros. Todos eles tiveram algum tipo de problema com a censura da época, por tratarem de problemas como fome, adultério, prostituição e outros temas então considerados tabus.

Seu conto “O Peixinho Dourado” fez parte da antologia “Crime Feito Em Casa”, organizada por Flávio Moreira da Costa (Record, 2005). Em 2011, publicou seu primeiro romance: “Cortina de Sangue”, pela Mirabolante Editora. De sua assídua colaboração como cronista em diversos jornais mineiros, para os quais escreveu mais de 400 crônicas, surge agora essa seleção de crônicas. Atualmente vive em sua cidade natal, onde dirige cursos de formação de atores e rege a Banda Tricordiana composta por crianças da periferia da cidade.

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